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Imac celebra 38 anos de história pautada no compromisso com o desenvolvimento sustentável, socioambiental e econômico do Acre
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2 anos atrásem
Janine Brasil
Com a principal missão de contribuir para o desenvolvimento sustentável do Acre, promovendo compromissos socioambientais e econômicos, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) celebra 38 anos de sua criação como autarquia estadual nesta quarta-feira, 23.

O Imac foi instituído pela Lei nº 851, de 23 de outubro de 1986, com o objetivo de executar políticas públicas voltadas à educação ambiental, licenciamento, monitoramento e fiscalização de atividades relacionadas ao meio ambiente. A autarquia é responsável pelo licenciamento de atividades rurais, florestais, infraestrutura, indústria e serviços, bem como gestão de atividades que fazem uso dos recursos hídricos.

O presidente do instituto, André Hassem, que está à frente do órgão há seis anos, destacou a atuação do Imac em prol do desenvolvimento sustentável, com atenção especial às comunidades tradicionais, buscando sempre preservar e conservar os recursos naturais.
“Nesses seis anos de gestão, antes de falar dos avanços, gostaria de parabenizar nossos servidores pelo empenho e comprometimento”, falou.
O gestor ressaltou os muitos avanços obtidos ao longo dos anos, sempre sob a orientação do governador Gladson Cameli.
“Quem atua na agenda ambiental precisa de comprometimento e foco. Só este ano, emitimos diversas licenças ambientais e aplicamos mais de R$ 19 milhões em multas relacionadas a crimes ambientais. Além disso, promovemos ações de educação ambiental e realizamos mutirões de regularização ambiental, em parceria com a Sema, resultado de uma abordagem conjunta entre Estado e comunidades”, destacou Hassem.

Gestão integrada e compromisso com o meio ambiente
Com sede em Rio Branco e núcleos de representação no interior do Acre, a autarquia conta com cerca de 180 servidores, todos focados na execução das políticas ambientais do estado.
Um dos servidores mais antigos do Imac, o economista Paulo de Oliveira Lopes, de 68 anos, atualmente chefe do setor de Controle Interno, iniciou sua carreira no órgão há exatos 37 anos, em 1º de outubro de 1987, integrando a primeira equipe técnica.
“Quando fui contratado, atuei na área de planejamento. Desde então, fiz vários cursos na área ambiental, com o objetivo de formar uma equipe multidisciplinar voltada à gestão”, relembra Lopes.
Ele conta que escolheu trabalhar na área ambiental ainda nos anos 80, quando ingressou no órgão. “Me formei com interesse nessa área, devido à visão holística que ela oferece. Na época, já havia um foco claro sobre a importância do meio ambiente. Cheguei a participar de movimentos sociais, e hoje vejo que muitas dessas ideias estão sendo colocadas em prática, tanto pelo setor público quanto pela iniciativa privada. É gratificante trabalhar em um órgão ambiental e ver a evolução das políticas públicas”, complementou.

Nova sede
Em breve, o Imac terá uma nova sede. O edifício, localizado no bairro Portal da Amazônia, em Rio Branco, já está com quase 80% das obras concluídas. O investimento na estrutura é de R$ 6 milhões, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O novo prédio, que terá dois pavimentos, promete melhorar tanto o atendimento ao público quanto as condições de trabalho dos servidores. “Nossa nova sede será ampla e moderna, permitindo que os servidores desempenhem suas funções da melhor forma possível e garantindo um melhor atendimento à população”, finalizou Hassem.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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