ACRE
Incêndios florestais em Los Angeles, dia 9: Quais são as novidades, quem são as vítimas e o que vem a seguir? | Notícias sobre a crise climática
PUBLICADO
2 anos atrásem
Os bombeiros do condado de Los Angeles, nos Estados Unidos, estão se preparando para outra rodada de ventos fortes enquanto continuam a combater os incêndios florestais.
O incêndio de Palisades ainda é o maior. Está queimando há uma semana. Na segunda-feira, outro incêndio eclodiu no condado vizinho de Ventura, gerando mais ordens de evacuação.
A área total queimada pelos incêndios em Palisades, Eaton e Hurst é de cerca de 16.425 hectares (40.588 acres), uma área maior que Paris.
Aqui está o que sabemos:
Quais são as últimas novidades no terreno?
Número de mortos e pessoas desaparecidas
- Pelo menos 25 pessoas perderam a vida devido aos incêndios florestais, com oito mortes ligadas ao incêndio em Palisades e 17 ao incêndio em Eaton.
- De acordo com o Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia (Cal Fire), o incêndio em Eaton é agora o incêndio florestal mais destrutivo e mortal da história do sul da Califórnia, com o incêndio em Palisades sendo classificado como o segundo mais destrutivo.
- O incêndio em Cedar, em outubro de 2003, detinha anteriormente o recorde de incêndio florestal mais mortal e destrutivo na região, destruindo quase 2.820 estruturas e matando 15 pessoas no condado de San Diego.
Incêndios ativos:
Três grandes incêndios florestais ainda estão queimando em Los Angeles:
- O incêndio de Palisadesna periferia oeste da cidade, queimou 9.596 hectares (23.713 acres), com contenção de 17%.
- O incêndio de Eatonno sopé a leste da cidade, cobriu 5.712 hectares (14.117 acres), com contenção de 35%.
- O fogo Hurst queimou 323 hectares (799 acres) e está 97% contido.
- No condado de Ventura, o incêndio automáticoque começou em 13 de janeiro, expandiu-se para 24 hectares (61 acres, acima dos 5 acres na terça-feira) e agora está 47% contido.
Danos e evacuações:
- Cerca de 150 mil residentes no condado de Los Angeles permanecem sob ordens de evacuação, com mais de 700 pessoas buscando abrigo em nove instalações.
O que se espera na quarta-feira?
O Serviço Meteorológico Nacional de Los Angeles emitiu um alerta de bandeira vermelha para os condados de Los Angeles e Ventura, em vigor das 3h às 15h (11h00-23h00 GMT) na quarta-feira.
É provável que ventos mais fortes criem condições climáticas extremas de incêndio, e os residentes são instados a permanecer vigilantes quanto ao potencial de propagação rápida de incêndios, alertou a agência numa publicação nas redes sociais.
“Mensagem principal: ainda não estamos fora de perigo”, afirmava o post. “Os ventos foram menos fortes hoje, mas outra onda pode ocorrer esta noite e amanhã.”
De acordo com o site da agência, os avisos de bandeira vermelha permanecem ativos em grande parte dos condados de Los Angeles e Ventura, bem como em partes dos condados de San Luis Obispo e Santa Bárbara, até quarta-feira.
O que não fazer durante os avisos de bandeira vermelha?
De acordo com as autoridades, este aviso significa que se espera que temperaturas quentes, humidades muito baixas e ventos mais fortes se combinem para produzir um risco aumentado de perigo de incêndio, pelo que as recomendações são:
- Todos os barris queimados devem ser cobertos com uma tampa metálica pesada, caso não haja proibição de queima em determinada área.
- Evite jogar cigarros ou fósforos para fora de um veículo em movimento, pois eles podem acender a grama seca na beira da estrada e provocar um incêndio florestal.
- Apague todos os incêndios externos de maneira adequada e evite jogar carvão vivo no chão.
- Não deixe um incêndio sem vigilância. Faíscas ou brasas podem explodir nas folhas ou na grama, acender um fogo e se espalhar rapidamente.
O que sabemos sobre as vítimas?
As autoridades dizem que a identificação das vítimas pode levar várias semanas, uma vez que os métodos tradicionais, como a recolha de impressões digitais e o reconhecimento visual, podem não ser viáveis.
Isto é o que sabemos até agora sobre as pessoas que morreram, com base em informações das suas famílias e dos meios de comunicação internacionais.
Anthony Mitchell e seu filho, Justin
Anthony Mitchell, um amputado de 68 anos, e seu filho Justin, que tinha paralisia cerebral, aguardavam uma ambulância para evacuá-los.
“Eles não conseguiram escapar”, disse a filha de Mitchell, Hajime White.
Ela contou que as autoridades informaram à família que Mitchell foi descoberto ao lado da cama de seu filho em Altadena. De acordo com o The Washington Post, a família acredita que Mitchell estava tentando salvar seu filho, que estava na casa dos 30 anos.
“Ele não ia deixar o filho para trás. Não importa o que aconteça”, disse White, que mora em Warren, Arkansas, e é meia-irmã de Justin, acrescentando que seu pai ligou para ela na quarta-feira de manhã e disse que eles tiveram que evacuar devido às chamas que se aproximavam. “Então ele disse: ‘Tenho que ir – o fogo está no quintal’”, ela lembrou em 9 de janeiro.
“Tenho que ir – o fogo está no quintal.”
Algumas das últimas palavras de Anthony Mitchell Sr., cuja filha mora em Warren, Arkansas. Ele morreu ao lado da cama de seu filho – que vivia com paralisia cerebral – enquanto esperava pela evacuação dos incêndios em Los Angeles.
Descanse em paz. pic.twitter.com/cVs00gx4E1
– Trabalhador de Arkansas (@ArkansasWorker) 13 de janeiro de 2025
Victor Shaw
Victor Shaw, 66 anos, ficou para trás para tentar combater o incêndio em Eaton e foi encontrado segurando uma mangueira de jardim na mão depois que o incêndio atingiu sua vizinhança.
De acordo com o meio de comunicação KTLA, ele estava tentando salvar a casa onde sua família morou por quase 55 anos. Sua irmã Shari Shaw disse à KTLA que tentou fazer com que seu irmão evacuasse com ela.
“Quando voltei e gritei o nome dele, ele não respondeu e tive que sair porque as brasas eram muito grandes e voavam como uma tempestade de fogo – tive que me salvar”, disse Shari ao KTLA. “E eu olhei para trás e a casa estava começando a pegar fogo e eu tive que sair.”
Um amigo da família, Al Tanner, disse ao outlet que encontraram o corpo carbonizado de Victor na beira da estrada com a mangueira na manhã seguinte. Disse Tanner: “Parece que ele estava tentando salvar a casa que seus pais tiveram por quase 55 anos”.
Victor Shaw está entre aqueles que perderam a vida no incêndio em Eaton, com sua irmã contando à ABC News que ele morreu em uma tentativa heróica de defender sua casa em Altadena.
O corpo de Shaw foi encontrado na frente de casa, com uma mangueira de jardim ainda na mão.
Leia mais: https://t.co/izW9Fe6YKR pic.twitter.com/FOcjjp3tqZ
-ABC Notícias (@ABC) 10 de janeiro de 2025
Rodney Nickerson
Rodney Nickerson, um morador de Altadena de 82 anos, morreu em sua cama depois de ficar para trás porque sentiu que não haveria problema em esperar em casa, disse sua filha, Kimiko.
“Ele estava juntando algumas coisas, arrumando um pouco o carro, e ele disse que ia juntar as coisas dele, mas disse que ia ficar aqui também… ele disse que sentiu que isso ia passar e que ele estaria aqui”, disse ela.
Kimiko disse que seu pai comprou a casa em 1968 com um pagamento inicial de US$ 5 e criou sua família lá.
Erlene Kelley
Quando o incêndio em Eaton começou a se espalhar na noite de terça-feira, Erliene Kelley, de 83 anos, não queria evacuar porque os incêndios anteriores nunca haviam atingido sua casa em Altadena.
“Ela foi inflexível em ficar”, disse sua neta Briana Navarro ao The Los Angeles Times. “Meu marido ficava perguntando se ela tinha certeza, se não queria vir conosco.”
Depois de se mudar de Monmouth, Illinois, Kelley e seu falecido marido, Howard, compraram sua casa no final dos anos 1960 e criaram dois filhos lá. Navarro disse que ela, o marido e dois filhos foram morar com a avó após a morte do avô. O pai dela, que mora a alguns quilômetros de distância, também tentou fazer com que a avó fosse embora, mas ela recusou.
Navarro e sua família, bem como seu pai, evacuaram a área após receberem ordens para fazê-lo. Ela manteve contato constante com a avó por meio de mensagens de texto, disse ela.
Por que parte da Califórnia é rosa agora?
Recentemente, surgiram imagens mostrando aviões-tanque liberando pó vermelho e rosa vibrante sobre os subúrbios de Los Angeles.
A substância retardante de fogo tornou-se uma visão familiar na região.
O Serviço Florestal, que usou 13 aeronaves para despejar supressores nos incêndios de Los Angeles, diz que eles ajudam a eliminar o oxigênio do incêndio e a diminuir a taxa de queima ao resfriar e revestir a vegetação e outras superfícies.
A cor brilhante ajuda os pilotos a ver onde já caíram o retardador para evitar sobreposição e garantir uma cobertura eficiente. Também torna a linha retardadora visível para as equipes de terra, ajudando-as a permanecer atrás da área tratada onde o fogo foi retardado.
A Perimeter, empresa que fornece retardante de fogo ao Serviço Florestal e outras agências, afirma que o fosfato altera a forma como a celulose nas plantas se decompõe e as torna não inflamáveis.
Embora os supressores de incêndio sejam geralmente considerados seguros para as pessoas, pesquisas recentes mostraram que podem ser prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente devido aos produtos químicos que contêm.
O Serviço Florestal proíbe o uso de supressores aéreos sobre cursos de água e habitats de espécies ameaçadas, exceto nos casos em que a vida humana ou a segurança pública esteja em risco devido a potenciais impactos na saúde dos peixes e da vida selvagem.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

Relacionado
ACRE
Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
Relacionado
ACRE
Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE6 dias agoUfac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
ACRE5 dias agoPavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
ACRE4 dias agoUfac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
ACRE2 dias agoLicenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login