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Índia aposta na cordialidade de Modi-Trump para navegar em um futuro instável com os EUA | Notícias das Eleições de 2024 nos EUA
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Nova Deli, Índia — Durante a sua campanha para a reeleição, Donald Trump ameaçou repetidamente impor grandes tarifas sobre as importações de vários países. Pequim recebeu o peso da sua atenção – ele ameaçou impor uma tarifa de 60% sobre os produtos chineses. Mas a Índia também era um alvo importante – ele descreveu o país como um “grande cobrador” de tarifas e prometeu fazer o mesmo em troca.
Agora, enquanto Trump se prepara para assumir novamente o cargo depois de uma vitória impressionante sobre a vice-presidente Kamala Harris nas eleições presidenciais dos EUA, os seus planos para barreiras comerciais e a sua retórica anti-imigrante ameaçam injectar tensões nas relações bilaterais com a Índia.
Os EUA são o maior destino de exportação da Índia e estão consistentemente classificados entre os seus dois principais parceiros comerciais.
“As relações Índia-EUA podem realmente ficar tensas se todas estas promessas eleitorais que Trump fez forem implementadas”, disse Biswajit Dhar, um distinto professor do Conselho para o Desenvolvimento Social, em Nova Deli. “Se ele prosseguir com eles, isso será uma notícia muito, muito ruim para a Índia.”
Mas há um raio de esperança, disse Dhar: o primeiro-ministro Narendra Modi “bonomia” pessoal com Trump poderia ajudar Nova Deli a percorrer um caminho que de outra forma seria difícil.
Tarifas comerciais
O comércio EUA-Índia no ano passado ascendeu a quase 120 mil milhões de dólares, com um excedente de 30 mil milhões de dólares para a Índia. O comércio bilateral aumentou 92% na última década. Agora, a agenda “América Primeiro” de Trump – que visa compensar os cortes de impostos internos através da imposição de tarifas mais elevadas sobre as importações – poderá perturbar essa relação.
Embora as tarifas mais elevadas possam acabar por aumentar o custo dos bens importados para os clientes dos EUA, também poderão prejudicar as principais indústrias indianas orientadas para a exportaçãodesde tecnologia da informação e automóveis até produtos farmacêuticos.
Analistas da London School of Economics previram uma perda do PIB de 0,03% para a Índia e uma redução de 0,68% para a China. “A Índia estaria entre os mais atingidos porque os EUA são o nosso maior mercado. Essa é a fonte da nossa maior preocupação”, disse Dhar, especialista em comércio internacional. “Durante o primeiro mandato, Trump entrou em todo este ‘modo protecionista’, mas desta vez ao regressar, ele saberá que obteve um mandato para estas políticas.”
As tensões comerciais subjacentes entre os EUA e a Índia, devido ao desequilíbrio no seu comércio – sendo a Índia o exportador dominante – permaneceram em grande parte ocultas durante os últimos quatro anos sob a administração Biden, disse Michael Kugelman, diretor da agência com sede em Washington, DC. Instituto do Sul da Ásia do Wilson Center. “Mas as tensões podem vir à tona agora e explodir na nova administração Trump.”
Walter Ladwig, professor sénior de relações internacionais no King’s College, em Londres, concordou que “o comércio sempre foi uma questão difícil nas relações bilaterais” e permaneceu “na frente e no centro” durante os primeiros anos de Trump.
Ao contrário da “abordagem de apoio a amigos” de Biden para itens importantes de alta tecnologia, como semicondutores, Ladwig disse: “É difícil ver Trump apoiando esforços para construir tais itens em qualquer lugar fora dos EUA”. Friend-shoring refere-se ao conceito de encorajar empresas a passarem de países rivais como a China para nações amigas.
A política anti-imigração de Trump
À medida que a Índia tenta construir laços fortes com uma nova administração Trump, será confrontada com uma realidade improvável, disse Anil Trigunayat, um importante diplomata indiano que serviu como representante comercial indiano em Nova Iorque: “A América está a tentar tornar mais isolacionistas. e, ao mesmo tempo, Deli está a tentar tornar-se mais cooperativo a nível global.”
A primeira tentativa de Trump na presidência dos EUA foi marcada pela ansiedade para os portadores do visto H-1B, um programa para profissionais estrangeiros qualificados que procuram emprego no país. Os indianos representam a maioria destes titulares de vistos, representando 72,3% no ano passado. Os trabalhadores chineses estão num distante segundo lugar, com 11,7 por cento.
A taxa de negação de petições H-1B aumentou de 6 por cento em 2015 para 24 por cento em 2018, um ano após a posse de Trump, e disparou ainda mais para 30 por cento em 2020, após a chegada da pandemia de COVID-19. O discurso duro de Trump sobre a imigração também poderá prejudicar os laços, disse Dhar. “Sempre que questão de imigração se tornar estridente na retórica política, os trabalhadores indianos precisarão se preparar para um impacto imediato”, disse ele.
Ainda assim, Trump 2.0 não será igual ao seu primeiro mandato, disse Trigunayat – em parte porque a Índia agora sabe o que esperar dele. “Não creio que o establishment da política externa indiana esteja cego pelo facto de Trump também ter as suas prioridades”, disse Trigunayat. “Continuaremos a ter alguns problemas, especialmente em relação ao acesso ao mercado comercial e aos vistos H-1B e questões de imigração.”
A bonomia e o fator China
A maioria dos especialistas, no entanto, acredita que a relação bilateral mais ampla entre os EUA e a Índia continuará a crescer, independentemente de quem esteja no poder em Washington ou em Nova Deli. “Modi desenvolveu uma relação pessoal com Trump ao longo da última década… esse é o seu estilo de diplomacia”, disse Harsh Pant, vice-presidente de estudos e política externa da Observer Research Foundation (ORF), um think tank com sede em Nova Deli. “Isso renderá dividendos a Modi quando se trata de uma pessoa como Trump, que, em última análise, depende de seu instinto pessoal.”
Ladwig, do King’s College, concordou que a “boa equação entre Trump e Modi” deveria ajudar os laços bilaterais.
De acordo com Ladwig e Kugelman, questões incómodas sobre o declínio da Índia nos índices democráticos e sobre a protecção dos direitos das minorias serão “levantadas com menos frequência” por Washington sob Trump.
O regresso de Trump ao cargo também poderá reduzir a pressão sobre a Índia para se afastar da sua amizade histórica com a Rússia em meio à guerra de Moscou contra a Ucrânia.
O comércio da Índia com a Rússia atingiu um máximo histórico este ano, ascendendo a 65,6 mil milhões de dólares – mas os EUA sancionaram recentemente uma série de empresas indianas por ajudarem ostensivamente o esforço de guerra da Rússia.
Trump, no entanto, pressionou pelo fim da guerra na Ucrânia e é conhecido por favorecer a diplomacia em vez do confronto militar com a Rússia. “Algumas das tensões que têm atormentado a relação (EUA-Índia) nos últimos anos irão diminuir e isso inclui o factor Rússia”, disse Kugelman.
Entretanto, as preocupações partilhadas sobre o papel cada vez mais assertivo da China na região Ásia-Pacífico continuarão a servir de cola entre a Índia e os EUA sob Trump, afirmam os especialistas.
Trump e um “Estado pária”
Durante o ano passado, a relação bilateral tropeçou em alegações de procuradores dos EUA de que agentes indianos tentaram assassinar um separatista sikh baseado nos EUA. Embora os especialistas acreditem que Trump não irá “chamar a Índia em grande estilo”, a possibilidade de a sua administração abandonar o alegado ataque a um cidadão em solo americano é sombria.
“Trump se projeta como um nacionalista e, dada a sua política, ele aparentemente ganharia vantagem política se tornasse público suas preocupações”, disse Kugelman. “Não a Rússia, a China ou o comércio, mas a alegação de ‘assassinato por encomenda’ tem sido o maior ponto de tensão na relação.”
“Isso pode ser um rude despertar para a Índia”, acrescentou Kugelman.
No entanto, Pant, da ORF, disse acreditar que “se a Índia geriu esta crise sob Biden, é provável que a administre muito melhor sob Trump”.
Hoje, “a diplomacia é, em grande medida, conduzida numa base interpessoal ao mais alto nível”, disse Trigunayat, o principal diplomata indiano. “E a boa relação de Modi com Trump será um bom e raro ponto de acesso na Casa Branca.”
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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de setembro de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.
As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.
“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”
O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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NAI da Ufac realiza evento cultural sobre arte, corpo e inclusão — Universidade Federal do Acre
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25 de setembro de 2026O Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), da Ufac, realizou a abertura do 1º Evento Cultural Entresentidos: Arte, Corpo e Inclusão, nessa quinta-feira, 24, na modalidade online. Nesta sexta-feira, 25, o evento teve sua etapa presencial no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede. A iniciativa faz alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.
A Ufac conta com mais de 700 estudantes com deficiência matriculados nos campi sede e Floresta, em Cruzeiro do Sul. O evento marca a transição institucional do NAI, que, a partir da recente reestruturação administrativa da universidade, passou a integrar a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), criada há pouco mais de um mês, tendo como pró-reitora a professora Letícia Mamed.
“A intenção da Proafe é justamente considerar esse público como o centro da nossa política institucional, que estamos organizando, consolidando e ampliando na Ufac”, disse Letícia. “Queremos garantir que esses estudantes não apenas ingressem na universidade, mas tenham uma trajetória de qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão até a sua diplomação.”
Professora da rede estadual e mestranda de Matemática da Ufac, Sthefhanie Vidal tem deficiência visual. “Quando você vai a um show sem acessibilidade, você só ouve a multidão e o cantor. Mas quando há audiodescrição e você compreende as expressões faciais, o figurino e a movimentação no palco, você se sente parte real do evento”, pontuou. “Ver o NAI e a Proafe incentivando a cultura acessível é extremamente satisfatório e nos motiva a colaborar para que essa inclusão seja efetiva.”
Assistente social da Ufac, Carla Peres enfatizou o caráter reflexivo da programação. “Este é um momento único e significativo para compreendermos a diversidade que atravessa a nossa universidade. O espaço acadêmico é um aprendizado diário entre diferentes sujeitos e culturas.” Ela agradeceu o trabalho dos intérpretes de língua brasileira de sinais e a parceria com o projeto “Mão em Cenas”, que contribuiu com exposições e apresentações teatrais sobre a expressividade e a identidade dos corpos.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Curso de Música divulga chamada para Jornada Acadêmica — Universidade Federal do Acre
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24 de setembro de 2026X JORNADA ACADÊMICA DE MÚSICA DA UFAC
A Música como Realidade no Currículo Escolar: Mudanças de Paradigma e Práticas Integrativas no Desenvolvimento Humano
Período do evento: 09 a 15 de outubro de 2026
Período para submissão: 01 a 30 de setembro de 2026
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