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Índia se despede de Ratan Tata, lendário industrial do subcontinente

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Homenagens vêm de todos os lados para cumprimentar um chefe de ” lenda “e « titã »e “visionário”. Ratan Naval Tata, que liderou o grupo que leva seu nome por mais de vinte anos e o transformou em um conglomerado internacional, morreu na noite de quarta-feira, 9 de outubro, para quinta-feira, 10 de outubro, em Bombaim. Ele tinha 86 anos.

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Conhecido pela sua discrição, em contraste com a ostentação dos bilionários do subcontinente, foi internado no início da semana num estabelecimento da capital financeira indiana. Num comunicado de imprensa, nomeadamente distribuído na sua conta Instagram, aberto aos 81 anos, tranquilizou os seus mais de dez milhões de assinantes, informando-lhes que estava simplesmente a fazer exames para problemas de saúde ligados à sua idade. Fiel à sua tradição, ele agradeceu àqueles que pensaram nele.

A notícia de sua morte foi divulgada na noite de quarta-feira por sua família. “É com um profundo sentimento de perda que nos despedimos do Sr. Ratan Naval Tata, um líder verdadeiramente extraordinário, cujas contribuições incomensuráveis ​​moldaram não apenas o Grupo Tata, mas também a própria estrutura da nossa nação.”indicou o seu sucessor, o atual presidente do grupo, Natarajan Chandrasekaran.

Determinando o papel

Políticos indianos de todos os matizes, chefes dos maiores grupos, estrelas de Bollywood e cidadãos comuns prestaram homenagem à sua memória. O primeiro-ministro, Narendra Modi, elogiou uma “visionário” e um “ser humano extraordinário”, “cheio de compaixão”. Ratan Tata foi considerado um dos maiores filantropos do país de 1,4 bilhão de habitantes, cujas ações tocaram a vida de milhões de pessoas nas áreas de saúde, educação e proteção animal, ele que não escondia seu amor pelos cães.

Enquanto isso, Sundar Pichai, CEO do Google, destacou seu papel fundamental como mentor no desenvolvimento da liderança empresarial moderna na Índia. “É um dia muito triste para a Índia e para as empresas indianas”declarou Mukesh Ambani, o homem mais rico do país, chefe do grupo Reliance Industries. “Adeus e obrigado”foi a manchete da primeira página da edição de quinta-feira, 10 de outubro, do diário O Expresso Indiano.

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Nascido em Bombaim em 1937, Ratan Tata juntou-se ao grupo em 1961, antes de suceder a JRD Tata, um parente distante, como CEO da Tata Sons em 1991. Começou, entre outros lugares, em uma oficina da Tisco, hoje Tata Steel, próxima aos altos-fornos, hospedando-se em um albergue de aprendizes. Na década de 1990, ele assumiu as rédeas do império familiar fundado em 1868, quando a Índia iniciava a sua liberalização. Ele está pegando a onda. Em 1998, quando o país decidiu abrir as portas para fábricas de fabricantes de automóveis estrangeiros, a Tata começou a fabricar o primeiro automóvel de passageiros local, o Tata Indica. Um veículo que ocupava “um lugar especial em (seu) coração”ele declarou.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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