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Inflação: projeções do mercado mudam de patamar para 2025 – 19/01/2025 – Mercado
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Leonardo Vieceli
As projeções para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2025 vêm em trajetória de alta, com a mudança para um patamar mais distante do teto da meta de inflação (4,5%).
O cenário, dizem economistas, sinaliza mais dificuldades para o BC (Banco Central) conseguir recolocar o índice dentro do intervalo de tolerância do alvo neste ano, após o estouro da medida de referência em 2024.
As previsões do mercado financeiro para o fechamento do IPCA em 2025 estão em alta há 13 semanas, alcançando 5% na mediana, segundo o boletim Focus, divulgado pelo BC (Banco Central). Antes dessa sequência de revisões para cima, que começou em outubro, a previsão estava abaixo de 4%.
O aumento das estimativas reflete fatores como a escalada do dólar e a pressão sobre os preços gerada pelo aquecimento da atividade econômica em meio a impulsos fiscais.
“É dificílimo cumprir a meta este ano. Tenho visto alguns colegas já falando em inflação de 7%. Meu número hoje, para o ano fechado, é 5,4% e, no pior cenário, é 6,2%”, afirma Alexandre Espirito Santo, economista-chefe da Way Investimentos e professor da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).
“Para a inflação voltar para dentro da meta, a gente vai precisar de uma Selic [taxa de juros] acima dos 14,25% que o Banco Central sinalizou na última reunião. Ele vai precisar ir com a taxa um pouquinho acima de 15% talvez, não olhando para [o IPCA] este ano, mas para 2026″, acrescenta.
O aumento da Selic busca esfriar a demanda por bens e serviços, que pressiona os preços. O efeito colateral esperado é a desaceleração da economia, já que a elevação dos juros encarece o crédito, dificultando o consumo e os investimentos produtivos.
O centro da meta de inflação em 2025 é 3% no acumulado de 12 meses, com intervalo de tolerância de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).
Os números do alvo são os mesmos de 2024, mas o BC passa a perseguir o objetivo de maneira contínua neste ano, abandonando o chamado ano-calendário (janeiro a dezembro).
No novo modelo, a meta será considerada descumprida quando a variação acumulada pelo IPCA permanecer por seis meses seguidos fora do intervalo de tolerância (1,5% a 4,5%).
O índice fechou 2024 em 4,83%, estourando o teto. O BC projetou que a inflação ficará acima do intervalo de tolerância até o terceiro trimestre de 2025, mas já há analistas do mercado que preveem um patamar superior ao longo de todo o ano.
Folha Mercado
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Para o índice perder força e retornar para o limite perseguido, seria necessário um conjunto de surpresas “bem relevante” em preços mais voláteis, como os de alimentos, avalia André Muller, estrategista e economista-chefe da gestora AZ Quest.
“Em outros componentes, ligados à taxa de câmbio e à atividade econômica, esperaria menor espaço para surpresa. Se estivermos corretos, vai ser mais um ano em que a meta não será alcançada”, diz.
Muller aponta incertezas no cenário, o que dificulta as projeções, mas prevê por ora um IPCA de 5,5% em 2025, sem retorno para o teto de 4,5% ao longo do ano.
Conforme o economista, a alta do dólar deve gerar novos repasses para os preços. “O conjunto é de uma piora da inflação, das projeções de inflação”, afirma.
Para a economista Juliana Inhasz, professora do Insper, a onda de revisões para cima nas estimativas indica que investidores e analistas seguem preocupados com a condução da política fiscal no país e os possíveis reflexos disso na variação dos preços.
“É um sinal de desconfiança com a capacidade de colocar a inflação dentro da meta”, diz Juliana.
“Muito provavelmente as revisões continuarão a acontecer. Existe uma aposta muito grande, de uma parte muito significativa do mercado, de que a inflação vai ficar acima de 5%. É um sinal bem crítico.”
O economista-chefe do Sicredi, André Nunes de Nunes, prevê IPCA de 5,2% e Selic de 15,25% ao final do ano.
Segundo ele, as expectativas de inflação tendem a seguir como “pedra no sapato” do BC, porque não devem cair tanto, a menos que a atividade econômica desacelere mais do que o esperado no momento.
Nunes vê uma economia ainda aquecida pelo menos no primeiro trimestre, quando há o impacto da safra de grãos, além de enxergar espaço para repasses do dólar na faixa de R$ 6.
Assim, trazer o IPCA para o intervalo da meta vira uma tarefa mais complicada, segundo o economista. “É um desafio um pouco maior, porque já tem uma certa inflação contratada”, afirma.
A partir de 2025, um dos fatores do cenário externo que podem gerar reflexos no Brasil é a postura do novo governo Donald Trump. O presidente eleito toma posse nos Estados Unidos nesta segunda (20).
“O mundo vai mudar. A gente precisa ver se o ambiente externo vai ajudar ou não o cenário de inflação. Pode ser que atrapalhe. Tem muita coisa acontecendo para achar que a inflação vai voltar para 4,5%. Acho dificílimo”, diz Alexandre Espirito Santo, da Way Investimentos e da ESPM.
Para 2026, o economista projeta inflação na faixa de 4,7%. Na mediana, as estimativas do mercado indicam IPCA de 4,05% no próximo ano, de acordo com o boletim Focus. Esse número vem em alta há três semanas na pesquisa.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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