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Na Alemanha, o vazamento de um telegrama diplomático crítico a Donald Trump constrange o governo
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2 anos atrásem
É um vazamento que surge em um momento ruim para Berlim, às vésperas da posse de Donald Trump. Um telegrama diplomático do embaixador alemão em Washington, muito crítico ao presidente eleito americano, vazou à imprensa no domingo, 20 de janeiro.
Nesta nota interna confidencial, de tom particularmente alarmista, dirigida ao seu ministro da tutela e publicada pelo diário Foto, Andreas Michaelis está preocupado em ver os alicerces da democracia americana minados pelo sucessor de Joe Biden.
O diplomata menciona o “planos de vingança” do presidente eleito, denuncia a sua “estratégia de interrupção máxima” destinado a “redefinir a ordem constitucional” nos Estados Unidos. Andreas Michaelis diz que ainda está preocupado com a perspectiva de “concentração máxima de poderes no presidente às custas do Congresso e dos estados federais”bem como pela promessa feita aos gigantes da tecnologia de “participar no governo”.
A chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock, destinatária da nota, confirmou a sua realidade, ao mesmo tempo que enfatizou que a mesma foi classificada “segredo” e deveria ter permanecido assim. “É claro que as embaixadas escrevem relatórios, essa é a sua missão, especialmente durante mudanças de governo, para saber o que esperamos. E naturalmente a nossa embaixada em Washington também faz isso”.disse ela à noite na televisão pública, quando questionada sobre o assunto.
“E o presidente americano já tinha anunciado o que pretendia fazer, nomeadamente no que diz respeito às decisões que serão tomadas no futuro apenas pela Casa Branca e às intervenções no domínio da justiça e do direito. E é claro que temos que nos preparar para isso”tentou minimizar o ministro.
A oposição conservadora beneficia
O caso ocorre no momento em que o embaixador em Washington deverá representar o governo alemão na segunda-feira na posse de Donald Trump. Para o ex-embaixador alemão em Washington e ex-diretor da Conferência de Segurança de Munique, Wolfgang Ischinger, “o vazamento é infelizmente tóxico na situação atual” et “tudo menos bem-vindo” porque corre o risco de roubar o novo governo americano.
O líder da oposição conservadora alemã, Friedrich Merz, favorito nas sondagens para a chancelaria antes das próximas eleições no final de Fevereiro, também foi levado a “a publicação de um comentário de uma embaixada alemã cheio de críticas de todos os tipos e bobagens sobre o presidente eleito americano”. “O presidente americano e o seu governo não precisam que a Alemanha lhes aponte o dedo”acrescentou durante uma reunião eleitoral.
Friedrich Merz já tenta posicionar-se como interlocutor privilegiado da nova administração americana e há vários dias que multiplica as suas mensagens de abertura. Destaca-se assim do chanceler social-democrata, Olaf Scholz, que é mais crítico, em particular em relação ao bilionário Elon Musk, próximo de Donald Trump, a quem acusou de ameaçar a democracia através do seu apoio aos partidos europeus de extrema-direita.
Será necessário “trabalhamos bem com cada governo americano, mas os primeiros sinais que temos não são encorajadores”também martelado domingo no diário Foto o co-presidente do partido social-democrata de Olaf Scholz, Lars Klingbeil. “Estamos entrando em contato com Donald Trump” mais “tem que ficar claro, se ele recusar teremos que ser fortes e defender os nossos interesses”acrescentou.
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A Alemanha teme estar na linha da frente das ameaças de guerra comercial da nova administração americana, numa altura em que a maior economia da Europa já se encontra em recessão. Os direitos aduaneiros desempenharam um papel “um papel central na comunicação de Donald Trump” e assim é “é muito provável que rebente uma guerra comercial”alertou no domingo uma diretora alemã do Banco Central Europeu, Isabel Schnabel.
O mundo com AFP
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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22 horas atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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