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Inquérito da polícia diz que deputado Gonzaga não foi culpado por acidente com vítima fatal
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5 anos atrásem
Em agosto do ano passado, o deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB) se envolveu em um acidente que resultou na morte de Sônia Oliveira da Silva, 33 anos. O acidente ocorreu quando a caminhonete do parlamentar que se deslocava de Cruzeiro do Sul para Rio Branco colidiu com uma motocicleta pilotada por Sônia, que tinha como garupa Alberlene da Costa Silva, 43 anos, que sofreu graves lesões.
Desde o momento do acidente, Luiz Gonzaga alegou inocência afirmando que o fato trágico ocorreu em razão de uma manobra inesperada de Sônia que tentou fazer o retorno na pista.
Na última semana, o delegado de polícia em Cruzeiro do Sul, Lindomar Ventura dos Santos, concluiu o inquérito. Baseado nos depoimentos e, principalmente, no laudo pericial, a autoridade policial decidiu que o parlamentar não teve culpa na tragédia.
De acordo com o inquérito que o ac24horas teve acesso, Luiz Gonzaga prestou socorro às vítimas até a chegada do SAMU e da polícia militar. Aliás, foi o próprio deputado que fez o contato para a chegada da ambulância no local. Além de ter prestado socorro às vítimas, Luiz Gonzaga, ainda de acordo com inquérito, fez questão de passar pelo teste do bafômetro para provar que não havia feito uso de álcool.
Em seu depoimento, Luiz Gonzaga disse que fez todo o possível para tentar evitar o acidente, tanto que no momento da colisão estava no lado contrário da pista para tentar desviar da motocicleta. As investigações também comprovaram que Sônia não tinha habilitação.
O laudo pericial revelou que momentos antes do acidente a velocidade da caminhonete dirigida por Luiz Gonzaga era de 85,5 km/h, portanto, abaixo de 90 km/h que é a velocidade máxima permitida para o trecho da rodovia.
A garupa da motocicleta, Alberlene Silva, disse em depoimento que não lembrava de como teria acontecido o acidente, mas confirmou que Sônia pilotava a moto devagar, pois tinha medo de acabar o combustível. Falou ainda que o parlamentar a ajudou com a quantia de R$ 1.800 para a compra de medicamentos e fraldas.
Na conclusão do inquérito, o delegado Lindomar dos Santos, escreveu: “Não há elementos para o indiciamento formal do condutor Luiz Gonzaga Alves Filho pelo evento, visto que, pelo que se extrai do Laudo Pericial, corroborado por depoimentos, não há quem tenha dado causa ao acidente se não a própria vítima. Por alguma razão, ela entendeu que fosse dar tempo de fazer a manobra de retorno ou, por outro lado, ela pode não ter visto o veículo que vinha na sua retaguarda. A manobra brusca efetuada pela vítima, dificultou a reação do condutor da caminhonete que, embora tenha tentado desviar da motocicleta, não conseguiu evitar o acidente”.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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21 horas atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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22 horas atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário