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Instituições de caridade muçulmanas enfrentam discriminação enquanto os palestinos estão desesperados por ajuda | Conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
Enquanto o povo de Gaza enfrenta a fome e o contínuo bombardeamento das suas casas por parte de Israel, numerosas instituições de caridade e organizações muçulmanas tentam desesperadamente ajudar a manter os palestinianos vivos e a ajudar os necessitados.
No entanto, muitas destas organizações descobriram ao longo do ano passado que os bancos em que dependem para ajudar a levar esta ajuda ao povo de Gaza não querem trabalhar com instituições de caridade dirigidas por muçulmanos – especialmente se estiverem focadas em Gaza. Isso se tornou referido como “muçulmano enquanto bancário”.
“Quando começamos nossa empresa, costumávamos brincar que tínhamos 99 problemas e que os pagamentos não eram um deles, e isso mudou rapidamente”, diz Amany Killawi, cofundador da LaunchGood, uma plataforma de crowdfunding para muçulmanos. “Sinto que há um escrutínio adicional sobre as organizações muçulmanas.”
A LaunchGood é uma das muitas organizações que estão tentando ajudar as pessoas de Gaza que tiveram suas contas de pagamento encerradas sem motivo aparente durante o ano passado. Killawi diz acreditar que estes bancos têm medo de receber má publicidade por trabalharem com organizações muçulmanas enquanto prossegue o debate altamente controverso sobre o futuro de Israel e da Palestina.
“Há dois problemas no nosso espaço: a maioria dos bancos é muito avessa ao risco. Eles não querem apoiar o trabalho humanitário, apesar de todas as instituições de caridade registadas e em situação regular terem passado por verificação”, diz Killawi. “A outra questão que temos é que tem havido uma politização da ajuda humanitária.”
Killawi diz que os actores pró-Israel escreverão “artigos de sucesso” nos meios de comunicação social sobre várias organizações muçulmanas que estão a enviar ajuda para Gaza, e isso pode fazer com que os bancos não queiram trabalhar com eles, mesmo que, em última análise, não tenham feito nada de errado. Estas instituições de caridade são por vezes injustamente acusadas de ajudar grupos armados, e os que trabalham no sector financeiro podem não se preocupar em investigar tais alegações.
“Não creio que haja conflito com a lei dos EUA porque tudo é legal. Não há nada que viole seus termos de uso. Minha impressão é que se trata de uma mídia adversa”, diz Killawi. “…Israel-Palestina é um assunto delicado, para dizer o mínimo. Você tem um analista comum de Nova York que talvez nunca tenha conhecido um muçulmano ou trabalhado com uma organização (muçulmana), vê isso e decide se retirar.”
A LaunchGood não sofreu apenas encerramentos de contas relacionadas a serviços financeiros, mas também a outros serviços. Killawi diz que a Wise, que ajuda a LaunchGood a pagar os empreiteiros, a expulsou da plataforma. Cledara, um serviço de assinatura que ajuda a LaunchGood a controlar seu software, também encerrou inesperadamente sua conta.
Cledara não respondeu a um pedido de comentário.
Wise disse à Al Jazeera que presta os seus serviços aos clientes “independentemente das suas características pessoais, incluindo a sua identidade religiosa” e que eles “também estão sujeitos a regras estritas que regem a forma como lidamos com as contas de clientes existentes”.
“Para obrigações legais e de privacidade, não podemos fornecer detalhes sobre casos individuais, mas nunca tomamos a decisão de desativar uma conta levianamente, e isso é sempre o resultado de uma análise minuciosa por nossa equipe”, disse um porta-voz.
“Às vezes somos vítimas do nosso próprio sucesso. Uma instituição de caridade, plataforma ou ONG terá um ótimo desempenho e, quando sua conta atingir um determinado nível, ela poderá ser revisada”, diz Killawi. Você pode receber um novo gerente de conta. Essa é a minha suspeita porque continuamos a crescer. Na verdade não sabemos. Como alguém no banco encontra o LaunchGood e decide: ‘Não queremos ter nada a ver com isso?’ Existe algum arquivo sobre nós em algum lugar?
Tendência maior
Ilhan Omar, membro democrata da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, fazia parte de um grupo de legisladores que solicitado informações em fevereiro dos principais bancos sobre por que os muçulmanos americanos estão sendo discriminados. Eles disseram que esses encerramentos de contas podem ter “impactos devastadores para os consumidores”.
“A prática de ‘redução de riscos’ por parte das instituições financeiras teve um impacto desproporcional nas empresas muçulmanas e pertencentes a imigrantes, cortando o acesso a serviços bancários essenciais”, disse Omar à Al Jazeera. “Este comportamento discriminatório é inaceitável.”
O que está claro é que estes encerramentos de contas não são incidentes isolados, mas parte de uma tendência mais ampla. Youssef Chouhoud, professor assistente de ciência política na Universidade Christopher Newport e membro do Instituto de Política e Compreensão Social, diz que os bancos têm fechado as contas de organizações sem fins lucrativos dirigidas por muçulmanos a uma “taxa suspeitamente elevada” há anos.
As coisas só pioraram à medida que o conflito em Gaza se intensificou e várias organizações humanitárias nos EUA e na Europa que tentam fornecer alimentos aos residentes de Gaza tiveram as suas contas bancárias encerradas e as transacções congeladas desde o início do actual conflito, The Wall O Street Journal relatou, citando pelo menos 30 incidentes de 7 de outubro até o final de maio.
“Os muçulmanos americanos são significativamente mais propensos do que o público em geral a relatar desafios durante a atividade bancária, seja no momento de abrir uma conta, concluir uma transação ou manter uma conta em situação regular”, diz Chouhoud. “Cerca de um em cada quatro muçulmanos no nosso inquérito relatou tais obstáculos ao lidar com instituições financeiras, o que é o dobro da taxa entre o público em geral.” A pesquisa foi realizada antes do início da guerra em Gaza.
Chouhoud diz que este problema é “preocupante à primeira vista” e parece representar práticas discriminatórias generalizadas. Ele diz que os empresários muçulmanos e os executivos de organizações sem fins lucrativos têm aproximadamente duas vezes mais probabilidade de serem informados pelas instituições bancárias de que uma transação internacional que tentaram foi restrita, que estão enviando ou recebendo dinheiro de uma “pessoa desconhecida” ou que uma “palavra-chave em sua transação” foi sinalizado.
“Como observamos em nosso relatórioé bastante notável que um em cada três muçulmanos com idades compreendidas entre os 30 e os 49 anos tenha tido dificuldades ao lidar com instituições financeiras. Esta estatística é especialmente alarmante porque esta é a faixa etária com maior probabilidade de iniciar negócios e comprar casas, mas está a ser impedida de participar plenamente na economia americana”, diz Chouhoud.
Alguém que está bastante familiarizado com a prática dos bancos fecharem as contas das pessoas como parte desta prática de “redução de risco” é Anas Altikriti. Ele é um iraquiano britânico, CEO e fundador da Fundação Córdoba. Altikriti era membro do HSBC há 29 anos quando a sua conta e as contas da sua família imediata foram encerradas abruptamente em 2014. O banco notificou-o de que não havia oportunidade de recorrer desta decisão e não de perguntar sobre ela.
“Isso foi inesperado. Não houve problema. Não houve problema”, disse Altikriti à Al Jazeera.
Altikriti soube, com a ajuda do jornalista da Radio 4, Peter Oborne, que a Fundação Córdoba tinha sido inexplicavelmente rotulada como organização terrorista por uma empresa de análise de risco chamada World-Check, o que levou ao encerramento de contas.
“Fiquei pasmo. Eu disse que isso é inacreditável”, diz Altikriti. “Desde então, já tive 18 contas encerradas. Tornou-se uma espécie de carrossel. Você percebe que sem uma conta bancária, nos dias de hoje, você simplesmente não pode operar. Você não pode entrar em um ônibus. Você não pode fazer as coisas mais simples.”
Resolver este problema não será fácil e não está claro como a eleição do presidente eleito Donald Trump afetará o cenário, considerando que ele é um grande apoiador do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e prometeu deportar todos os imigrantes que apoiam o Hamas e expulsar estudantes que são “anti-semitas”.
Dito isto, Chouhoud e outros membros da comunidade muçulmana continuam determinados a aumentar a sensibilização para este problema e a fazer o que puderem para o resolver.
“A carta que a senadora Elizabeth Warren e os seus colegas no Congresso escreveram aos CEO do JPMorgan Chase e do Citibank foi certamente encorajadora. Houve também uma série de reuniões de boa fé com funcionários da Casa Branca encarregados de corrigir o tratamento diferenciado que os muçulmanos, os negros americanos e os imigrantes recentes enfrentam quando fazem transações bancárias”, diz Chouhoud. “O resultado das eleições deste ano – não apenas para presidente, mas na Câmara e no Senado – terá um impacto tremendo sobre até onde irão estes esforços nascentes para um tratamento mais equitativo.”
O Citibank e o JPMorgan Chase recusaram pedidos de comentários.
Killawi diz que a LaunchGood está trabalhando para se tornar seu próprio processador de pagamentos com uma empresa chamada PayGood, e está tentando espalhar a palavra sobre problemas com “serviços bancários enquanto muçulmanos”. Espera que estes esforços ajudem a inverter a tendência de os muçulmanos não conseguirem manter o acesso às instituições financeiras.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.


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