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Inundações repentinas na Espanha: Primeiro-ministro espanhol diz ‘não devemos baixar a guarda’, pois pelo menos 62 pessoas morreram – últimas atualizações | Espanha

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Ashifa Kassam

Primeiro-ministro de Espanha faz declaração televisiva

Pedro Sánchez acaba de se dirigir à nação. Meu colega Sam Jones recebeu este despacho de Madri:

Numa declaração televisiva na manhã de quarta-feira, Sánchez apelou à unidade, solidariedade – e vigilância.

“Não devemos baixar a guarda porque o clima ainda está causando estragos e não podemos dizer que este episódio devastador acabou”, disse ele.

“Ainda existem avisos meteorológicos na Andaluzia, Valência, Aragão, Castela e Leão, na Catalunha, na Extremadura, em Navarra, em La Rioja e em Ceuta. É por isso que peço às pessoas dessas áreas que tomem cuidado especial: permaneçam fora das estradas; evitar deslocar-se perto de ravinas, margens e leitos de rios e seguir os conselhos dos serviços de emergência e da polícia. Ninguém deveria colocar sua vida em risco.”

O primeiro-ministro disse que a Espanha teve mais do que o seu quinhão de emergências naturais e de saúde nos últimos anos – mencionando a pandemia de Covid, Tempestade Filomena em janeiro de 2021, e as erupções vulcânicas nas Ilhas Canárias naquele mesmo ano – mas disse que tal adversidade trouxe à tona o que há de melhor no país.

“Vamos dar uma mão e ajudar aqueles que não conseguem entrar em suas casas ou que procuram parentes, amigos ou entes queridos”, acrescentou. “Mas acima de tudo, neste momento, vamos apoiar aqueles que estão sofrendo a perda de seus entes queridos.”

Principais eventos

A UE ofereceu apoio a Espanhadisse o presidente da Comissão da UE.

Numa publicação nas redes sociais, Ursula von der Leyen disse que “a Europa está pronta para ajudar”.

O que estamos vendo na Espanha é devastador.

Os meus pensamentos estão com as vítimas, as suas famílias e as equipas de resgate.

A UE já ofereceu apoio.

Copérnico foi ativado.

O #EUProtecçãoCivil podem ser mobilizados.

A Europa está pronta para ajudar https://t.co/SOsCIxHwvV

— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) 30 de outubro de 2024

Número de mortos na região de Valência sobe para 62 pessoas

Pelo menos 62 pessoas morreram em consequência das inundações, afirmaram as autoridades regionais de Valência.

Falando aos jornalistas nas Ilhas Canárias, o Rei Felipe de Espanha falou da “enorme destruição” causada pelas inundações.

Ainda existem dificuldades no acesso a algumas áreas, por isso não temos informações completas sobre a extensão e possíveis vítimas.

“Fico confortado por saber que todos os meios possíveis estão à disposição das autoridades e dos serviços de emergência. Estão todos a funcionar e o importante é deixá-los trabalhar de forma coordenada”.

Primeiro-ministro de Espanha faz declaração televisiva

Pedro Sánchez acaba de se dirigir à nação. Meu colega Sam Jones recebeu este despacho de Madri:

Numa declaração televisiva na manhã de quarta-feira, Sánchez apelou à unidade, solidariedade – e vigilância.

“Não devemos baixar a guarda porque o clima ainda está causando estragos e não podemos dizer que este episódio devastador acabou”, disse ele.

“Ainda existem avisos meteorológicos na Andaluzia, Valência, Aragão, Castela e Leão, na Catalunha, na Extremadura, em Navarra, em La Rioja e em Ceuta. É por isso que peço às pessoas dessas áreas que tomem cuidado especial: permaneçam fora das estradas; evitar deslocar-se perto de ravinas, margens e leitos de rios e seguir os conselhos dos serviços de emergência e da polícia. Ninguém deveria colocar sua vida em risco.”

O primeiro-ministro disse que a Espanha teve mais do que o seu quinhão de emergências naturais e de saúde nos últimos anos – mencionando a pandemia de Covid, Tempestade Filomena em janeiro de 2021, e as erupções vulcânicas nas Ilhas Canárias naquele mesmo ano – mas disse que tal adversidade trouxe à tona o que há de melhor no país.

“Vamos dar uma mão e ajudar aqueles que não conseguem entrar em suas casas ou que procuram parentes, amigos ou entes queridos”, acrescentou. “Mas acima de tudo, neste momento, vamos apoiar aqueles que estão sofrendo a perda de seus entes queridos.”

O governo alemão ofereceu ajuda a Madrid, disse um porta-voz em Berlim na quarta-feira.

“Estamos em contato direto com o governo espanhol para saber se deveria haver apoio da Alemanha para este terrível desastre”, disse o porta-voz, segundo a Reuters.

As inundações em Espanha ocorrem cerca de três anos após as inundações de 2021 que matou mais mais de 220 pessoas na Europa, deixando um rasto de destruição na Alemanha e na Bélgica, bem como danos nos Países Baixos, na Áustria e na Suíça.

Falando na quarta-feira, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, expressou as suas condolências às famílias das pelo menos 52 pessoas que morreram e outras que continuam a procurar os seus entes queridos desaparecidos.

“Vamos ajudá-los com todos os recursos do Estado. E se for preciso da União Europeia”, disse.

Ele acrescentou:

“Gostaria de pedir aos cidadãos que não baixem a guarda. A tempestade continua a causar estragos.”

Valencia CF promete ajudar ‘de todas as formas possíveis’

O clube de futebol do Valência expressou as suas “sinceras condolências” aos que morreram, acrescentando numa publicação nas redes sociais que estava pronto para ajudar as autoridades “de todas as formas possíveis”.

Eles também adiaram o confronto entre Copy Del Rey e Parla Escuela, que aconteceria esta noite em Madrid.

O Valencia CF gostaria de enviar as suas sinceras condolências aos familiares e amigos daqueles que morreram na sequência do #DANA.

Muita força a todos os vizinhos e populações afetadas e aos grupos que trabalham na prevenção e consequências dos efeitos do… pic.twitter.com/d6gi5t2zUh

– Valência CF (@valenciacf_en) 30 de outubro de 2024

Inundações em Espanha: o que sabemos até agora

  • Pelo menos 52 pessoas morreram depois de chuvas torrenciais atingirem o sul e o leste Espanha na terça-feira, provocando inundações repentinas que assolaram cidades e cortaram estradas e linhas ferroviárias.

  • Os serviços de emergência na região oriental de Valência confirmaram a morte de 51 pessoas, embora o líder da região tenha dito que ainda é muito cedo para fornecer um número abrangente de mortos. O escritório central do governo da região de Castilla La Mancha disse que uma mulher de 88 anos foi encontrada morta na cidade de Cuenca.

  • Em algumas partes do país, choveu mais de um mês num dia, deixando dezenas de pessoas retidas, algumas delas forçadas a subir em carros ou postos de gasolina enquanto esperavam para serem resgatadas.

  • O primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, deveria falar na quarta-feira, pouco antes do meio-dia. Logo depois, ele deverá presidir uma reunião de crise sobre as enchentes.

  • A intensa chuva foi atribuída a o gota friaou “gota fria”que ocorre quando o ar frio se move sobre as águas quentes do Mar Mediterrâneo. Isto cria instabilidade atmosférica, fazendo com que o ar quente e saturado suba rapidamente, levando à formação de enormes nuvens cumulonimbus numa questão de horas e despejando fortes chuvas nas partes orientais de Espanha.

Resgates enquanto chuvas torrenciais provocam inundações repentinas em Espanha – vídeo

Resgates enquanto chuvas torrenciais provocam inundações repentinas na Espanha – vídeo

Algumas fotos tiradas depois que a tempestade deixou cair a chuva de um ano em horas, fazendo com que os rios transbordassem rapidamente e até gerando tornados

Vista dos carros danificados pelas enchentes na região de Valência. Fotografia: Anadolu/Getty Images
Moradores examinam os destroços após as enchentes no município de Letur, no sudeste. Fotografia: Susana Vera/Reuters
Em Picanya, perto de Valência, os carros permanecem empilhados numa rua após as inundações. Fotografia: José Jordan/AFP/Getty Images

Rei Felipe da Espanha envia “força e encorajamento” às vítimas das enchentes

O rei Felipe de Espanha disse estar “de coração partido” com a notícia das inundações, numa publicação nas redes sociais que ofereceu condolências às famílias das mais de 50 pessoas mortas.

“Estou enviando força, incentivo e todo o apoio necessário a todos os afetados”, disse ele. “Reconhecemos e apreciamos todas as autoridades locais e regionais e os serviços de emergência e segurança que continuam com a tarefa titânica que têm levado a cabo desde o primeiro momento.”

Desolado com as últimas notícias sobre DANA. Nossas mais profundas condolências aos familiares e amigos dos mais de 50 falecidos.

Força, incentivo e todo o apoio necessário a todos os atingidos.

Nossa mensagem mais próxima e reconhecimento às autoridades locais e…

— Casa de Sua Majestade o Rei (@CasaReal) 30 de outubro de 2024

Dezenas de pessoas passaram a noite presas enquanto águas cor de lama subiam por enormes extensões de Espanhadesde as províncias de Málaga, no sul, até a área de Valência, no leste.

Alguns empoleiraram-se em carros e camiões, na esperança de serem resgatados, enquanto outros subiram nos telhados de lojas e postos de gasolina, informou o jornal El Pais. Os resgates ocorreram durante toda a noite e continuam na quarta-feira.

Mais de 50 temem-se mortos após inundações repentinas em Espanha

Sam Jones

Teme-se que pelo menos 51 pessoas tenham morrido depois que chuvas torrenciais atingiram o sul e o leste Espanha na terça-feira, provocando inundações repentinas que assolaram cidades e cortaram estradas e linhas ferroviárias.

À medida que a busca pelos desaparecidos continuava, as pessoas foram instadas a permanecer fora das estradas, em meio a avisos de que o número de mortes poderia aumentar.

Falando na manhã de quarta-feira, o presidente da região leste de Valência disse que ainda era muito cedo para fornecer um número abrangente de mortos.





Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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