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Investidores usam dinheiro para ‘glorificar o Senhor’ – 16/01/2025 – Cotidiano

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Mais de meio trilhão de reais estão depositados em fundos de investimento sob a gestão de empresas que alinham seus aportes a princípios religiosos cristãos nos Estados Unidos. A notícia é da agência de notícias Bloomberg. Para investidores religiosos, essa é uma forma de garantir que seu dinheiro não apoiará empresas ou iniciativas contrárias aos princípios de sua fé. Isso impacta o engajamento de empresas em causas LGBTQIA+ e saúde reprodutiva.

Guide Stones é uma gestora de investimentos cristã que tem produzido impacto nas práticas corporativas de grandes empresas. Atualmente, está em seu momento financeiro mais robusto, administrando cerca de US$ 24 bilhões em ativos. Conforme consta em seu site, sua história é centenária: foi criada em 1918, no Texas, para gerir as economias de pastores batistas aposentados. Em seus primeiros dois anos, recebeu duas doações significativas: uma contribuição de US$ 100 mil da diretoria de uma escola batista e outra de US$ 1 milhão da família Rockefeller.

Além da Guide Stones, a Inspire Investing também atua no mesmo segmento, orientando seus clientes a investir em empresas que façam com que “o dinheiro também sirva para glorificar o Senhor”, como diz em seu site.

No universo dos investidores conservadores, a maioria dos fundos cristãos opera com índices que avaliam a compatibilidade entre os negócios e os fundamentos de suas crenças. Ao fim dessa análise, as empresas podem ou não integrar os portfólios dos chamados Investimentos Biblicamente Responsáveis.

Empresas que se relacionam com tabaco, álcool, pornografia, ativismo LGBTQIA+, pesquisa com células-tronco e apostas perdem pontos. Por outro lado, aquelas que valorizam o bem-estar dos funcionários, a privacidade dos clientes e a mitigação de impactos ambientais ganham destaque. Na lógica cristã desses investimentos, a responsabilidade ecológica é especialmente valorizada, pois a preservação do planeta é vista como cuidado com uma criação divina.

Mais do que apenas classificar empresas, o volume de capital movimentado pelo mercado financeiro cristão tem pressionado companhias a alterar suas práticas. Um exemplo recente envolve a rede de supermercados Walmart.

Em dezembro passado, o CEO da Inspire Investing, Robert Netzly, divulgou que, após pressão de investidores religiosos, o Walmart recuou em suas políticas de diversidade, equidade e inclusão, deixando de participar do Índice de Igualdade Corporativa, organizado pela Human Rights Campaign, uma entidade de direitos humanos.

O Índice de Igualdade Corporativa é uma ferramenta poderosa que avalia políticas e práticas relacionadas a LGBTQIA+ em empresas americanas. Ele serve como guia tanto para empresas que buscam promover inclusão quanto para investidores e consumidores que desejam apoiar marcas alinhadas aos seus valores.

Para Netzly, o recuo do Walmart é um “recado claro de que as corporações podem ter sucesso sem ceder à pressão ideológica esquerdista”.

A história centenária do fundo cristão que recebeu a doação milionária dos Rockefeller ilustra que a relação entre o mercado financeiro e investimentos religiosos não é nova. No entanto, conforme os números divulgados pela Bloomberg, esses fundos nunca estiveram tão robustos nem o movimento dos Investimentos Biblicamente Responsáveis tão organizado. O que essa nova configuração deixa evidente é que a mão invisível do mercado também é guiada por disputas morais.



Leia Mais: Folha

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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