NOSSAS REDES

ACRE

Investigadores de acidente de avião na Coreia do Sul extraem dados da caixa preta da Jeju Air | Queda de avião na Coreia do Sul

PUBLICADO

em

Justin McCurry in Osaka and agencies

Investigadores na Coreia do Sul extraíram dados de um dos dois “caixas pretas” recuperado de um Avião da Jeju Air que caiu pouco depois de pousar no domingo, matando todas as 181 pessoas a bordo, exceto duas.

O vice-ministro da Aviação Civil do país, Joo Jong-wan, disse que os dados iniciais foram recuperados do gravador de voz da cabine do Boeing 737-800, acrescentando que o conteúdo estava sendo convertido em formato de áudio.

As autoridades esperam que o gravador de voz, juntamente com uma segunda caixa preta contendo o gravador de dados de voo, forneça pistas cruciais sobre os eventos que levaram à tentativa do piloto de pousar depois que o trem de pouso da aeronave aparentemente não foi acionado.

O avião, em voo de volta da Tailândia, transportava 175 passageiros e seis tripulantes quando a cabine emitiu um pedido de socorro e pousou de barriga na pista do aeroporto internacional de Muan, no sudoeste do país.

A aeronave disparou ao longo da pista antes de atingir uma barreira e pegar fogo, matando todos a bordo, exceto dois comissários de bordo que foram retirados dos destroços em chamas na parte traseira da aeronave.

Uma “extração inicial (do gravador de voz da cabine) já foi concluída”, disse Joo. “Com base nestes dados preliminares, pretendemos começar a convertê-los para formato de áudio”, acrescentou, o que permitirá aos investigadores ouvir as comunicações finais dos pilotos.

O gravador de dados de voo, no entanto, “foi encontrado sem um conector”, acrescentou Joo. “Os especialistas estão atualmente conduzindo uma revisão final para determinar como extrair dados dele.”

Não ficou claro quanto tempo as autoridades levariam para converter os dados do gravador de voz, enquanto os danos ao gravador de dados de voo poderiam prolongar os esforços para chegar ao fundo do pior desastre aéreo em solo sul-coreano.

O Ministério dos Transportes da Coreia do Sul disse na quarta-feira que enviará o gravador de dados de voo do avião aos Estados Unidos para análise.

As caixas pretas estão normalmente localizadas na cauda de uma aeronave – que a experiência sugere que sofre menos danos em um acidente – e são projetadas para sobreviver a impactos e incêndios em alta velocidade. No entanto, eles não são à prova de falhas e às vezes podem ser danificados ou destruídos.

Várias teorias foram apresentadas como a possível causa do acidente, incluindo uma ataque de pássaro e possíveis falhas mecânicas, com a mídia local relatando que o trem de pouso foi acionado com sucesso durante a primeira tentativa de pouso do avião, mas falhou na segunda tentativa momentos depois.

As autoridades disseram ter identificado todas as 179 vítimas, cujos restos mortais estão sendo liberados de um necrotério temporário no aeroporto de Muan para permitir que suas famílias façam os preparativos para o funeral.

As autoridades disseram que os corpos ficaram gravemente danificados pelo acidente, tornando o trabalho de identificação dos restos mortais lento e difícil – para frustração dos familiares enlutados que passaram quatro dias no aeroporto.

O presidente interino do país, Choi Sang-mok, disse que os investigadores sul-coreanos se juntaram a especialistas do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA e a funcionários da Boeing. “Uma análise abrangente e revisão da estrutura da aeronave e dos dados da caixa preta revelarão a causa do acidente”, disse Choi em uma reunião de resposta a desastres na quarta-feira.

A investigação inicial no local centrou-se numa barreira localizada perto do final da pista que apoiava um sistema de navegação usado para ajudar aeronaves a aterrar, denominado localizador.

Acredita-se que a maioria das vítimas tenha morrido quando o avião, que transportava principalmente pessoas de volta das férias de fim de ano na Tailândia, colidiu com a barreira de concreto em alta velocidade, e o impacto fez com que a fuselagem se quebrasse e pegasse fogo.

Parentes dos mortos lotaram os dois andares do prédio principal do aeroporto de Muan na noite de terça-feira, enquanto muitos esperavam para prestar suas homenagens em um altar improvisado forrado de crisântemos e fotos dos falecidos.

Eles se revezavam para se curvar diante do altar, enquanto outros descansavam em centenas de tendas erguidas dentro do aeroporto, enquanto grupos religiosos, de bem-estar social e de voluntários lhes traziam comida e bebida.

Muitas celebrações da véspera de Ano Novo em toda a Coreia do Sul foram canceladas ou atenuadas quando o país marcou o terceiro de sete dias de luto oficial.

As emissoras KBS, MBS e SBS cancelaram suas cerimônias anuais de premiação e festivais de contagem regressiva, enquanto o governo metropolitano de Seul disse que sua apresentação anual de sinos seria substituída por um momento de silêncio.



Leia Mais: The Guardian

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (3).png

Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS