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Irã liberta dupla nacionalidade alemã enquanto participa de negociações com potências europeias | Notícias de política
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Teerão e os países E3 da França, Alemanha e Reino Unido mantêm consultas sobre o programa nuclear do Irão e outras questões.
Teerã, Irã – O Irão libertou um cidadão alemão com dupla nacionalidade, enquanto os seus diplomatas mantinham mais consultas com os seus homólogos europeus sobre sanções e como gerir o aumento das tensões.
A ativista de direitos iraniano-alemã Nahid Taghavi foi libertada da prisão no Irã e está de volta à Alemanha, de acordo com sua filha Mariam Claren, que postou uma foto dela e de sua mãe no X na segunda-feira.
O judiciário iraniano e o Ministério das Relações Exteriores não comentaram imediatamente a sua libertação.
O homem de 70 anos foi detido na capital do Irão, Teerão, em outubro de 2020 e condenado a 10 anos de prisão depois de ter sido condenado por formar um grupo “com o objetivo de perturbar a segurança nacional” e “espalhar propaganda contra o sistema”.
A Amnistia Internacional descreveu Taghavi como uma “prisioneira de consciência” e a detenção como “arbitrária”, dizendo que ela passou muito tempo em confinamento solitário, apesar das condições de saúde e de várias licenças médicas curtas.
Reagindo às notícias de segunda-feira, a ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, disse que é um “grande momento de alegria que Nahid Taghavi possa finalmente abraçar a sua família novamente”.
A sua libertação ocorre numa semana repleta de acontecimentos sobre prisioneiros envolvendo o Irão e o Ocidente.
Tanto a Suíça como a França convocaram enviados iranianos para protestar contra a prisão dos seus cidadãos, um dia depois de o Irão ter relatado o “suicídio” de um cidadão suíço numa prisão em Semnan, cerca de 180 quilómetros a leste de Teerão.
Jornalista italiano Cecilia Sala foi libertada pelo Irã na semana passada, depois de passar três semanas detido na prisão de Evin, em Teerão. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, visitou pessoalmente o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, para negociar uma resolução.
O escritor e podcaster de 29 anos foi preso por “violar as leis da República Islâmica” depois de entrar no Irã com um visto regular de jornalista.
A sua prisão ocorreu três dias depois de a Itália ter detido o cidadão iraniano Mohammad Abedini a mando dos EUA, que o acusam e a outro cidadão iraniano de transferirem tecnologia de drones para o Irão.
Essa tecnologia, alega Washington, estava ligada a um ataque de drones a uma base militar dos EUA na Jordânia no ano passado. que matou três soldados americanos.
Abedini chegou a Teerão no domingo, confirmaram as autoridades, embora sustentassem que o seu caso não estava diretamente ligado à prisão ou libertação do jornalista italiano.
Em meados de Dezembro, o Irão condenou o jornalista iraniano-americano Reza Valizadeh a 10 anos de prisão por “colaborar com o governo hostil dos EUA”.
Palestras em Genebra
Entretanto, o Irão e três grandes potências europeias, Alemanha, França e Reino Unido, iniciaram mais conversações diplomáticas em Genebra, na Suíça, na tarde de segunda-feira.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse a repórteres no início do dia que o foco principal de Teerã é o levantamento das sanções.
As reuniões não podem ser descritas como “negociações” e são antes uma continuação das “consultas” realizadas em Dezembro, disse ele. Baghaei acrescentou que uma “ampla gama” de temas será discutida em Genebra, incluindo a questão nuclear.
A primeira administração Trump impôs sanções abrangentes dos EUA à economia iraniana na sequência da sua retirada unilateral de 2018 do acordo nuclear do Irão com as potências mundiais, o Plano de Acção Global Conjunto (JCPOA).
A União Europeia também impôs ondas de sanções ao Irão no meio da guerra na Ucrânia, com o Ocidente a acusar o Irão de armar a Rússia. Teerã nega ser fornecedor de armas para a guerra, dizendo que só enviou alguns drones meses antes de a Rússia invadir a Ucrânia em fevereiro de 2022.
As relações bilaterais do Irão com a Alemanha também se têm deteriorado, com a libertação de Taghavi a ocorrer meses depois da morte de outro cidadão com dupla nacionalidade germano-iraniana preso ter desencadeado uma disputa diplomática entre Berlim e Teerão.
No final de outubro, Baerbock ordenou o fechamento de todos os três consulados iranianos na Alemanha depois que a mídia estatal iraniana informou que o prisioneiro germano-iraniano Jamshid Sharmahd, condenado à morte em 2023 por acusações relacionadas ao “terrorismo”, morreu pouco antes de sua execução. .
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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