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Irã não tem visão de ‘segurança’ sobre estudante que se despiu em público | Notícias

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O governo do Irão afirma que a mulher está a receber tratamento numa instalação depois de ter sido levada para uma esquadra da polícia.

Teerã, Irã – O Irã ainda não apresentou acusações contra uma estudante que foi presa depois de tirar a roupa em uma universidade, disse uma porta-voz do governo.

A jovem despiu-se apenas em roupa interior em público num campus da Universidade Islâmica Azad, no noroeste de Teerão, no sábado, num ato interpretado por defensores dos direitos humanos, pela Amnistia Internacional e por alguns utilizadores das redes sociais como um protesto contra o código de vestimenta islâmico obrigatório do Irão.

Ela foi detida pela segurança da universidade e transportada para uma delegacia.

Um funcionário da universidade e alguns meios de comunicação locais caracterizaram a mulher como sofrendo de doença mental.

A mídia local também compartilhou um clipe que supostamente mostrava o ex-marido da jovem. O homem, cujo rosto estava desfocado, pôde ser ouvido chorando e dizendo que sofre de problemas mentais e é mãe de dois filhos.

A Al Jazeera não conseguiu verificar as imagens de forma independente.

Na terça-feira, Fatemeh Mohajerani, a primeira mulher porta-voz de um governo iraniano desde a revolução iraniana de 1979, disse ao jornal diário reformista Ham-Mihan que a mulher foi levada de uma esquadra de polícia para uma instalação para receber tratamento.

“Nenhum processo judicial foi aberto para este aluno. O governo tem uma visão social desta questão, em vez de uma visão de segurança. Vamos tentar resolver a questão desse aluno como um indivíduo que está enfrentando um problema”, afirmou.

A porta-voz do governo acrescentou que poderá regressar à universidade no futuro se for decidido que sofre de um problema mental. A situação aguarda decisão das autoridades, segundo Mohajerani.

Ela disse que a razão pela qual a universidade foi tão rápida em anunciar que a mulher tinha uma doença mental foi provavelmente porque eles tinham um arquivo sobre ela, depois de um programa de avaliação psiquiátrica em toda a universidade implementado numa fase anterior.

Narges Mohammadi, o ativista iraniano de direitos humanos preso que ganhou o Prêmio Nobel da Paz no ano passadodisse num comunicado que a decisão da mulher foi uma demonstração de “desafio” a um sistema que oprimiu as mulheres e os seus corpos.

A Amnistia Internacional descreveu o ato como um “protesto contra a aplicação abusiva do hijab obrigatório por parte dos agentes de segurança” na universidade.

A organização disse que ela deve ser protegida de qualquer potencial maus-tratos e que as alegações de uma detenção violenta devem ser avaliadas como parte de uma investigação independente e imparcial.

O incidente surge como a questão de hijab obrigatório continua sendo um assunto polêmico no Irã após meses de protestos em todo o país em 2022 e 2023 que eclodiram após a morte sob custódia policial de Mahsa Amini.

A mulher curda de 22 anos foi preso em Teerã por supostamente não aderir totalmente ao rígido código de vestimenta que está em vigor logo após a revolução de 1979. Centenas de pessoas foram mortas durante os protestos.

A França, que adotou mais retórica de confronto com o establishment iraniano durante os protestos do que a maioria dos países ocidentais, chamando-os de “revolução”, disse na terça-feira que estava “acompanhando de perto” o caso do estudante.

“Saúdo a coragem desta jovem que demonstrou a sua resistência e se transformou num ícone da luta das mulheres no Irão”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noel Barrot, à emissora France 2.





Leia Mais: Aljazeera

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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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