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No Senegal, inundações “sem precedentes” devastam futuras colheitas no leste do país
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“A segurança alimentar dos Senegal está em jogo »alerta Boubacar Sall, um dos chefões do setor da cebola, vital para o setor agrícola. Aos 68 anos, o vice-presidente da associação interprofissional, que reúne milhares de pequenos produtores, não tinha “nunca experimentei danos desta magnitude” na região de Podor, que sozinha fornece 46% da produção nacional de cebola, a mais atingida pela inundações no vale do rio Senegalno Nordeste do país, desde 12 de outubro.
Segundo Sall, que tenta alertar as autoridades sobre o desastre vivido por centenas de milhares de agricultores, “o impacto é considerável”porque a cheia coincidiu com as colheitas e mudas. Há mais de um mês, grandes áreas permanecem submersas nas águas do rio, alimentadas por chuvas intensas – um dos efeitos das mudanças climáticas nesta região árida – e excederam em 30% as normas sazonais de precipitação, segundo a Research and Instituto de Desenvolvimento.
Só na região de Podor, um dos celeiros do Senegal, mais de 200 mil pessoas são directamente afectadas, segundo a empresa nacional para o desenvolvimento e exploração de terras no delta do rio Senegal (SAED). Nos três departamentos mais sensíveis ao longo do rio, as inundações em curso representam um risco crescente para a segurança alimentar de quase 250 mil senegaleses que vivem da agricultura, de acordo com dados da SAED. Isto num país longe da auto-suficiência alimentar, onde a agricultura sustenta 46% dos agregados familiares.
Mais de 16.000 hectares de terras agrícolas inundadas
De Bakel, a 650 km de Dakar, no extremo leste do país, até Dagana, 700 km a jusante, os agricultores e líderes empresariais agro-alimentares entrevistados falam de uma “crise sem precedentes “. Nesta planície onde a diferença de altitude é quase nula, as inundações transformaram uma faixa de terra sujeita a décadas de seca num conjunto de ilhotas onde terras agrícolas foram submersas por uma onda de rio.
“Desde a década de 1970, estes territórios têm sofrido todo o impacto do aquecimento global com secas, lembra Assane Dione, coordenador do Grupo de Pesquisa e Conquistas para o Desenvolvimento Rural, ONG francesa presente nos departamentos de Bakel e Matam. Isto levou os agricultores a aproximarem-se das margens do rio para reduzir o custo da irrigação e também aproveitarem as cheias para as culturas em recessão. Mas rapidamente esquecemos que estas são áreas vulneráveis e inundáveis. Será necessário um plano climático e investimentos maciços para mudar a situação. »
Segundo dados oficiais, cujo censo permanece provisório, mais de 16.000 hectares de terras agrícolas foram inundados no Senegal. Para além do sector da cebola, o cultivo do quiabo – outro alimento essencial no país –, da beringela amarga, da banana, do milho, do milheto, do tomate, mas sobretudo do arroz – base alimentar dos senegaleses mas sobretudo importado – tem sido muito afectado por esta situação sem precedentes. crise.
“Transformar-se em pobreza extrema”
Três semanas após o pico das cheias, em Ballou, preso entre o Mauritânia e o Mali700 km a leste de Dakar, centenas de produtores de arroz ainda sofriam todo o peso das consequências da subida das águas. “Os 80 hectares de arrozais dos agricultores foram reduzidos a nadaobservou, fatalisticamente, no dia 31 de outubro, Mouhamadou Souaré, reformado da SNCF, regressou à sua aldeia natal para cultivar 7 hectares de terra. Em 2023, os seus arrozais produziram uma tonelada de arroz. Mas nem um único grama foi salvo depois que a água subiu até 1,5 metro de altura na aldeia.
“Em valor absoluto, os danos das perdas podem parecer relativamente baixos, com 197 milhões de francos CFA (301 800 euros) virou fumaçaestima Mbargou Lo, diretor da SAED em Bakel. Por trás deste número, milhares de famílias cairão na pobreza extrema, com riscos de saúde associados, tais como um aumento esperado de casos de malária e pneumonia, porque as cheias submergiram os depósitos de fertilizantes. Amônia e uréia foram liberadas no meio ambiente. »
No local, a ausência de qualquer visita do Ministro da Agricultura às zonas sinistradas suscita incompreensão nos serviços rurais e preocupação no mundo agrícola. A crise iminente deverá conduzir automaticamente a um aumento das importações. Também desafia a promessa de soberania alimentar das novas autoridades senegalesas.
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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