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Irá o Reino Unido ‘desistir’ de Gibraltar a seguir? Em Espanha, estamos mais preocupados com os absurdos do Brexit | Maria Ramírez
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María Ramírez
UM poucas horas depois de o governo britânico ter anunciado que estava desistindo do controle das Ilhas Chagos e entregando a soberania às Maurícias, Fabian Picardo apareceu na BBC. O ministro-chefe de Gibraltar estava “confiante”, disse ele, de que o caso do arquipélago do Oceano Índico não estabeleceu “absolutamente nenhum precedente” para a soberania do Reino Unido sobre Gibraltar.
Reafirmando a identidade deste território não autónomo (como a ONU define), sob domínio britânico desde o tratado de Utrecht de 1713, é rotina. Às vezes ocorre após incidentes aparentemente triviais. Após a vitória da Espanha sobre a Inglaterra no Campeonato Europeu em julho, Álvaro Morata, capitão da seleção espanhola de futebol, brevemente encorajado a multidão numa festa nocturna em Madrid a gritar “Gibraltar é espanhol”. Foi uma piada, mas Gibraltar reclamou formalmente com a Uefa, que sancionado Morata e seu companheiro Rodrigo Hernández, ou Rodri, que joga no Manchester City e se juntou aos gritos no palco.
Os conservadores e os seus aliados no Reino Unido estão já atraente ao sentimento imperial e levantando preocupações sobre o futuro estatuto de Gibraltar após a “oferta” de Keir Starmer em Chagos. No entanto, os residentes, trabalhadores e visitantes de Gibraltar enfrentam uma questão mais premente do que os debates sobre o colonialismo ou os cantos de futebol: as consequências do Brexit.
Seria injusto chamar-lhe um problema da sua própria autoria, porque 96% dos eleitores em Gibraltar rejeitou o Brexit no referendo de 2016. No entanto, estão agora a viver os seus absurdos, que representam uma ameaça aos meios de subsistência da população do enclave de 34.000 pessoas e dos 15.000 visitantes diários que atravessam a fronteira terrestre vindos de Espanha, principalmente para trabalhar.
Gibraltar foi excluído dos termos do acordo de saída Reino Unido-UE e tem sido objeto de negociações prolongadas desde então. Este estado de limbo significou até agora que muitas regras do Brexit não foram aplicadas e poucas restrições foram impostas por ambos os lados. No entanto, a partir de Novembro, novos requisitos de controle biométrico para cidadãos de países terceiros criará uma barreira na fronteira, e isto poderá ser apenas o começo, à medida que mais requisitos surgirem.
Apesar das intermináveis conversações entre a Espanha, o Reino Unido e a Comissão Europeia, ainda não foi alcançado qualquer acordo, embora o princípio geral seja que Gibraltar poderia aderir ao espaço Schengen sem passaporte da UE, o que o Reino Unido nunca fez como Estado-Membro. As actuais tensões giram em torno da questão do patrulhamento e controlo da polícia espanhola no aeroporto e no porto de Gibraltar. Para alguns na Grã-Bretanha, tal regime simbolizaria que Gibraltar se tornou mais espanhol ou mais europeu.
Mas, para além da postura política, as principais preocupações já não parecem ser sobre a identidade, especialmente como resultado do Brexit. No Reino Unido, apenas uma minoria realmente se preocupa se Gibraltar continua britânico ou mesmo se tem uma opinião sobre o assunto, de acordo com um estudo Enquete 2023. Em Gibraltar, embora os cidadãos desejem manter seu estatuto britânico, a principal preocupação agora é a liberdade de circulação. A opinião pública espanhola não é monitorizada regularmente sobre a questão de Gibraltar, mas uma sondagem nacional de 2018 indicado que apenas uma minoria tinha conhecimento das negociações pós-Brexit.
Em Maio passado, o então secretário dos Negócios Estrangeiros David Cameron parecia impaciente ao repetir aos seus colegas conservadores no comité de escrutínio europeu dos Comuns que a prioridade de Gibraltar nas negociações era “uma fronteira fluida com Espanha”. Tal como aconteceu com a Irlanda do Norte, os conservadores deram pouca consideração às consequências não intencionais da sua cruzada do Brexit pelo Rock.
No debate público espanhol, a soberania de Gibraltar é geralmente ignorada ou tratada como uma piada ou como uma causa identificada com os antiquados direitistas. Para quem está na região, a coexistência pacífica é o que mais importa. Na verdade, entre aqueles que se queixaram dos jogadores de futebol que gritavam “Gibraltar é espanhol” estava um associação de trabalhadores espanhóis em Gibraltar. Um porta-voz atribuiu o incidente ao consumo de cerveja e descartou “Gibraltar, espanhol” como um “conto de velhas carochinhas”. Alguns espanhóis da região criticaram a “falta de respeito” dos jogadores de futebol.
Os partidos espanhóis, de direita e de extrema-direita podem ocasionalmente protestar contra formalidades percebidas como uma forma de reconhecimento da soberania britânica, mas para Espanha, Gibraltar é geralmente mais uma causa de tensão regional porque as autoridades locais na Andaluzia, a região que rodeia Gibraltar, são nem sempre alinhado com os interesses ou prioridades do governo nacional.
após a promoção do boletim informativo
Em Junho, um debate numa comissão parlamentar instigado pelo partido de extrema direita Vox defender a soberania espanhola sobre Gibraltar não deu em nada, e mesmo assim qualquer menção a Gibraltar foi enterrada entre outras reivindicações sobre a “unidade nacional” e partidos separatistas na Catalunha.
Embora o governo espanhol nunca tenha reconhecido formalmente a soberania de Gibraltar, não está a pressionar qualquer mudança e está principalmente preocupado com o tráfico ilegal, o policiamento e a mobilidade dos trabalhadores.
As disputas históricas podem ser difíceis de resolver satisfatoriamente, mas mais uma vez Brexit revelou-se um fardo inútil, ainda mais ultrapassado e desligado da realidade do que um tratado do século XVIII.
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Gestão superior cumpre agenda institucional no campus Floresta — Universidade Federal do Acre
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28 de outubro de 2026A Reitoria da Ufac cumpriu agenda institucional no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. De segunda-feira, 26, até esta quarta-feira, 28, o reitor Josimar Ferreira e integrantes da administração superior se reuniram com a comunidade universitária para tratar de demandas e apresentar projetos da nova gestão.
“Foi uma reunião de apresentação das equipes, das pró-reitorias, mas também de escuta, uma escuta permanente, de um diálogo muito próximo da nossa comunidade”, disse Josimar. Ele entregou a portaria de nomeação do diretor-geral do campus Floresta, Hugo Mota Ferreira Leite.
“A visita da Reitoria e toda a equipe dos pró-reitores foi muito importante para promover esse primeiro contato da nova gestão com a comunidade acadêmica, ouvir as demandas, apresentar as realizações ao longo desses 70 dias de gestão, o que já foi feito e o que ainda será feito”, pontuou Ferreira Leite.
Uma das principais atividades ocorreu na terça-feira, 27, com a entrega de equipamentos destinados aos programas de pós-graduação de Cruzeiro do Sul. A iniciativa, realizada por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, tem como objetivo melhorar as condições de ensino e pesquisa.
Atualmente, o campus Floresta conta com três programas de mestrado, e a agenda também incluiu discussões sobre a proposta de doutorado. Josimar destacou a necessidade de avançar na estruturação dos laboratórios e na formação de pesquisadores, considerando a biodiversidade regional, os saberes tradicionais e as possibilidades de internacionalização.
Também participaram da entrega o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o diretor de Pós-Graduação, Genilvado Moreira; e o diretor de Inovação, Paulo Trazzi.

Orçamento
Durante a programação, a Reitoria e a Pró-Reitoria de Planejamento se reuniram com diretores de centros e representantes da Direção-Geral do campus para tratar de questões relacionadas ao orçamento institucional, demandas administrativas, fluxos de processos e sistemas de gestão. O encontro contou com a participação do pró-reitor Edcarlos Miranda de Souza.
As atividades também envolveram discussões sobre projetos de extensão e possibilidades de captação de recursos. Em reunião com diretores de centros e coordenadores de cursos, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, abordou demandas acadêmicas e mecanismos de fomento às ações extensionistas desenvolvidas no campus.
Entre os projetos apresentados à Reitoria, esteve a proposta de criação de uma trilha agroecológica no campus Floresta, apresentada pela professora Sonaira Souza da Silva. A iniciativa pretende utilizar a natureza como espaço educativo, com previsão de visitação pública, construção de um quiosque para exposição de produtos desenvolvidos em experimentos e projetos universitários e instalação de uma torre de aproximadamente 30 metros para observação do dossel da floresta.
Prática jurídica e inclusão
A agenda contemplou ainda uma reunião com o professor Daniel de Faria Galvão, do curso de Direito, que apresentou demandas relacionadas ao funcionamento do curso, especialmente às necessidades do Núcleo de Prática Jurídica. Ele manifestou satisfação com a receptividade da nova gestão e a abertura para discutir as questões apresentadas.
As políticas de inclusão e representatividade estudantil também fizeram parte das atividades. A pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, reuniu-se com representantes do Núcleo de Apoio à Inclusão para conhecer demandas relacionadas ao atendimento da comunidade acadêmica.
Em outro encontro, o estudante Samuel Lima Pereira Arara, representante do coletivo indígena da Ufac, apresentou questões relacionadas à representatividade, à participação em eventos e à proposta de criação de uma comissão para acompanhar as demandas dos estudantes indígenas.

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Clube do Livro Amaro comemora 3 anos de leituras e discussões — Universidade Federal do Acre
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28 de outubro de 2026O projeto de extensão Clube do Livro Amaro, da Ufac, completa, neste mês de outubro, três anos de atividades dedicadas à leitura e à discussão de obras da literatura brasileira e mundial, reunindo participantes com diferentes formações, trajetórias e experiências de leitura. Criado em outubro de 2023, o projeto é coordenado pelos professores Carlisson de Oliveira e Maysa Dourado.
Segundo os coordenadores, a celebração do terceiro aniversário representa um momento de reconhecimento da trajetória construída coletivamente e, sobretudo, da importância dos participantes para a continuidade do projeto.
“Ao longo desse período, o clube tornou-se um espaço em que diferentes olhares sobre uma mesma obra se encontram, se complementam e, muitas vezes, se contrapõem, fazendo da leitura uma experiência de troca e descoberta”, ponderaram. “Ao completar três anos, o Clube do Livro Amaro reafirma seu compromisso com a valorização da literatura, a formação de leitores e o fortalecimento dos vínculos entre a universidade e a sociedade.”
Trajetória
O clube iniciou suas atividades com a leitura de “Medeia”, de Eurípides. Na sequência, foram discutidas as obras “Gota d’Água”, de Chico Buarque e Paulo Pontes, e “Mata Teu Pai”, de Grace Passô, estabelecendo, desde os primeiros encontros, um diálogo entre obras de diferentes períodos históricos e tradições literárias.
Ao longo desses três anos, o grupo percorreu um repertório diversificado, que inclui clássicos como “Odisseia”, de Homero; “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen; “Hamlet”, de William Shakespeare; e “O Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway. A literatura brasileira também ocupa lugar de destaque, com obras de Machado de Assis, Conceição Evaristo, Milton Hatoum, Rachel de Queiroz, Maria Firmina dos Reis, José Lins do Rego, entre outros.
O percurso de leituras contempla ainda diferentes vozes e perspectivas culturais, com obras de autoras como Toni Morrison, Paulina Chiziane, Isabel Allende e Marguerite Yourcenar, ampliando as discussões sobre identidade, memória, relações humanas, desigualdades sociais e questões históricas e culturais.

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Ufac celebra o Dia do Servidor Público no campus Floresta — Universidade Federal do Acre
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28 de outubro de 2026A Ufac realizou a comemoração do Dia do Servidor Público no campus Floresta. O evento ocorreu nessa terça-feira, 27, reunindo professores, técnico-administrativos, integrantes da administração superior e de sindicatos. A programação contou com a cerimônia de entrega das portarias para a nova diretoria da universidade em Cruzeiro do Sul (AC) e a entrega de crachás aos servidores.
O reitor Josimar Ferreira entregou as portarias que designam o professor Hugo Mota Ferreira Leite como diretor-geral do campus e o servidor técnico-administrativo Anselmo de Jesus Damasceno como diretor de Administração, Manutenção e Infraestrutura.
Ele também fez a entrega simbólica de crachás a quatro servidores, sendo que cada um contabiliza 20 anos de trabalho na Ufac: os técnicos em assuntos educacionais Alexon de Lima Moura Barros e Fernanda Cristina Jucá de Lima; os professores Francisco Ricardo Negri e Maria Aldecy Rodrigues de Lima.
Além disso, houve uma apresentação institucional ministrada pelo coordenador da área de saúde dos Serviços Social do Transporte (Sest) e Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) de Cruzeiro do Sul, Francisco da Silva Souza, destacando os benefícios da parceria firmada com a universidade. Para celebrar a data, a administração realizou, ainda, sorteios comemorativos conduzidos pelo reitor.
Também compuseram a mesa de solenidade a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Antonio Amaro; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Miranda; o pró-reitor de Administração, Tony Eli da Silva Roca; a vice-diretora do CEL, no exercício da direção, Francisca Adma de Oliveira Martins; o diretor do CMulti, Antonio William Flores de Melo; o coordenador de Gestão de Recursos Humanos, Jason de Oliveira Gomes; a representante da Adufac, Suerda Mara Monteiro Vital; e o representante do Sintest, Bruno César Mota Brandão.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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