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Irã planeja instalar 6.000 centrífugas para enriquecer urânio, diz AIEA | Notícias sobre energia nuclear
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O relatório do órgão de vigilância nuclear da ONU surge num momento em que o Irão se prepara para manter conversações com as nações europeias sobre o seu programa nuclear.
O Irão informou a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que planeia instalar mais de 6.000 novos centrífugas para enriquecer urânio, disse o órgão de vigilância nuclear das Nações Unidas.
O relatório surge num momento em que o Irão se prepara para realizar fala com a Grã-Bretanha, a França e a Alemanha em Genebra, na sexta-feira, sobre o seu programa nuclear.
Ao também colocar online mais centrífugas já instaladas, o relatório confidencial delineou o que o Irão quis dizer após uma censura do Conselho de Governadores da AIEA, composta por 35 países, aprovada na semana passada a pedido da Grã-Bretanha, França, Alemanha e Estados Unidos.
O Irão já tinha concordado com uma exigência da agência da ONU para limitar o seu stock de urânio altamente enriquecido até apenas 60 por cento de pureza, bem abaixo do nível de enriquecimento para armas de 90 por cento necessário para uma bomba.
De acordo com a AIEA, o Irão também pretende instalar 18 cascatas adicionais de centrífugas IR-4 naquela fábrica de Natanz, cada uma com 166 máquinas, sendo que a maior capacidade significa que pode enriquecer urânio a um ritmo mais rápido, aumentando potencialmente o risco de proliferação nuclear.
Teerã negou repetidamente a busca por armas nucleares.
As negociações em Genebra acontecerão dois meses antes do retorno do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, à Casa Branca.
Durante o seu primeiro mandato, Trump prosseguiu uma política de “pressão máxima” contra Teerão, que acabou por resultar na decisão unilateral de Washington de retirar-se de o acordo nuclear do Irão de 2015 com as potências mundiais.
O Irão intensificou o seu enriquecimento nuclear em resposta.
Majid Takht-Ravanchi, vice-ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi, representará o Irã na reunião.
Na quinta-feira, ele se encontrou com Enrique Mora, vice-secretário-geral do braço de relações exteriores da União Europeia.
Mora disse na plataforma de mídia social X que eles mantiveram uma “troca franca… sobre o apoio militar do Irã à Rússia que tem que parar, a questão nuclear que precisa de uma solução diplomática, as tensões regionais (importante para evitar uma nova escalada de todos os lados) e os direitos humanos ”.
Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, que também esteve presente na reunião, disse que o bloco de 27 nações “deveria abandonar seu comportamento egocêntrico e irresponsável” em uma série de questões, incluindo a guerra na Ucrânia e a questão nuclear iraniana. .
O “comportamento cúmplice da UE relativamente ao genocídio em curso em Gaza” deixa-a sem autoridade moral para “pregar” sobre os direitos humanos, disse Gharibabadi.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na quinta-feira que seu país faria “tudo” para impedir o Irã de adquirir uma arma nuclear, depois que Araghchi alertou que Teerã poderia acabar com sua proibição de desenvolver uma arma se as sanções ocidentais fossem reimpostas.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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23 horas atrásem
26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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