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Irmãos surdos e mudos entre dezenas de mortos em ataques israelenses no Líbano e em Gaza – relatório | Guerra Israel-Gaza

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Cinco irmãos libaneses, três dos quais eram surdos e mudos, e dois jornalistas palestinianos que eram irmão e irmã estavam entre as dezenas de pessoas mortas pelos ataques israelitas em Líbano e Gaza nas 24 horas anteriores, informaram as autoridades locais e a mídia no sábado.

Pelo menos 40 pessoas foram mortas em ataques no Líbano, incluindo sete na cidade portuária de Tiro na noite de sexta-feira, disse o Ministério da Saúde.

Youssef Jundi, morador de Tire, disse à Associated Press que seu vizinho e amigo de longa data, Ghazwa Dabouk, estava entre os mortos. As irmãs de Dabouk, Elissar, Rabab e Fidaa, que eram surdas e mudas, também foram mortas no ataque aéreo, juntamente com o irmão de Dabouk, Ali, que tinha autismo.

O Ministério da Saúde disse que duas crianças estavam entre os mortos. As operações de resgate estavam em andamento e outras partes de corpos recuperadas após o ataque seriam submetidas a testes de DNA para identificá-las, acrescentou o ministério.

Os militares israelenses já haviam ordenado a evacuação de áreas da cidade, mas não houve ordens publicadas pelo porta-voz militar israelense na plataforma de mídia social X antes dos ataques de sexta-feira.

Ataques em cidades próximas mataram no sábado 13 pessoas, incluindo sete médicos de grupos de resgate afiliados ao Hezbollah e seu aliado Amal, disse o Ministério da Saúde. Israel tem anteriormente ameaçou atacar médicos que tratam os membros do Hezbollah e matou dezenas de profissionais de saúde em todo o Líbano, incluindo em ataques a centros médicos.

Especialistas em direitos dizem que as afiliações a grupos como Hezbolá não afectem o seu estatuto protegido.

Pelo menos mais 20 pessoas foram mortas em ataques israelenses no sábado nas planícies orientais ao redor da histórica cidade de Baalbek, disse o Ministério da Saúde.

Os militares israelitas alegaram ter atacado locais de infra-estruturas do Hezbollah nas áreas de Tiro e Baalbek, incluindo combatentes, “apartamentos operacionais” e depósitos de armas.

No sábado, o Hezbollah reivindicou disparos de foguetes e mísseis no norte de Israel. O grupo disse que seus combatentes tinham como alvo tropas israelenses e locais militares, incluindo uma base e uma área ao norte de Haifa.

Enquanto isso em Gaza dois irmãos jornalistas, Ahmad Abu Sakhil e Zahra Abu Sakhil, foram mortos juntamente com o seu pai, Muhammad, e três outras pessoas, quando aviões de guerra israelitas bombardearam uma escola que abrigava pessoas deslocadas na cidade de Gaza, informou a Al Jazeera.

Eles estavam entre os pelo menos 40 palestinos mortos em ataques israelenses em Gaza na noite de sexta-feira e no sábado, disseram as autoridades locais, enquanto Israel continua a atacar o território já devastado, especialmente o norte, que colocou sob cerco total e que especialistas em alimentos esta semana avisado enfrenta fome iminente.

O gabinete de comunicação social de Gaza disse que as suas mortes aumentaram o número de jornalistas mortos por fogo israelita para 188 desde 7 de Outubro de 2023. Um dia antes, o jornalista de rádio local Khaled Abu Zir foi morto, de acordo com relatos da mídia palestina.

Outros mortos em ataques israelenses incluíam dois palestinos que estavam abrigados no hospital Al-Aqsa em Deir el-Balah e três homens que haviam sido libertados da detenção israelense momentos antes, Al Jazeera e A mídia palestina informoubem como crianças que teriam sido alvo de um ataque aéreo israelense enquanto tentavam recolher água em Jabalia, no norte de Gaza.

Palestinos tentam extinguir um incêndio que eclodiu depois que Israel atacou as tendas de palestinos deslocados em Deir al-Balah, Gaza, no sábado. Fotografia: Anadolu/Getty Images

Não foi possível verificar os relatórios de forma independente, uma vez que Israel não permite a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza.

Os militares de Israel não responderam imediatamente no sábado a um pedido de comentários sobre os ataques em áreas onde pessoas deslocadas estavam abrigadas, segundo a Reuters. Ele afirma Hamas os combatentes escondem-se entre a população civil e bate-lhes quando os vê. O Hamas nega esconder-se entre civis.

Na manhã de domingo, os militares israelitas reivindicaram, numa postar no X tinha “eliminado dezenas de terroristas e destruído infra-estruturas terroristas e um armazém de armas” em Jabalia, sem fornecer quaisquer provas.

UM Um adiamento esta semana disse que quase 70% das pessoas mortas na guerra em Gaza foram mulheres e crianças.

Pelo menos 43 mil palestinos foram mortos por ataques israelenses em Gaza, e acredita-se que outros milhares estejam soterrados sob os escombros e dezenas de milhares de feridos.

Reuters, Agence France-Presse e Associated Press contribuíram para este relatório





Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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