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Islâmicos do HTS prometem mostrar tolerância às minorias – DW – 12/04/2024
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À luz do ofensiva atual contra as forças do presidente sírio Bashar al-Assada milícia islâmica sunita Hayat Tahrir al-Sham, ou HTS, prometeu não reprimir as minorias em áreas que estão agora sob o seu controlo.
Na semana passada, o HTS, que foi designado como organização terrorista estrangeira pelos EUA e pelo Conselho de Segurança da ONU, ocupou áreas de aldeias em da Síria norte, bem como Aleppo, a segunda maior cidade da Síria em um ataque surpresa.
“Quando assumiram Aleppo, garantiram aos membros de grupos minoritários que lhes permitiriam coexistir”, disse à DW Chrissie Steenkamp, professora associada de Mudança Social e Política na Universidade Oxford Brookes, no Reino Unido.
“A HTS gosta de se retratar como não sendo tão opressiva para os grupos minoritários e outras religiões”, disse Steenkamp.
Como consequência dos quase 14 anos de guerra civildurante o qual meio milhão de pessoas foram mortas e que deixou o país profundamente fraturadonão existem estatísticas precisas nem atualizadas sobre as minorias étnicas e religiosas na Síria.
No entanto, as estimativas são muito semelhantes ao afirmar que a população da Síria, de perto de 25 milhões de pessoas, é composta por cerca de 70% de muçulmanos sunitas, 13% de muçulmanos xiitas, dos quais cerca de 10% são considerados alauitas, bem como a população do país. curdocristão e Minorias drusas.
Espaço para religião
Nos últimos cinco anos, a HTS, que se traduz como “Organização para a Libertação do Levante”, já tem actuado como administração de facto do último grande reduto da oposição na Síria, na região de Idlib, no noroeste do país, com cerca de 4 milhões de habitantes, na sua maioria sírios deslocados.
“Ao longo deste tempo, o HTS tem-se aberto às minorias religiosas”, disse à DW Jerome Drevon, analista do International Crisis Group que se reuniu com líderes do HTS.
Por exemplo, os comandantes do HTS reuniram-se com representantes cristãos para abordar as suas preocupações, disse ele.
“A questão principal era sobre a habitação, já que muitas casas cristãs (na região de Idlib) foram confiscadas por refugiados de outras partes da Síria”, explicou ele, acrescentando que “a HTS devolveu essas casas e terras aos seus proprietários cristãos”.
Desde 2018, os cristãos no Região de Idlib também puderam celebrar os seus feriados religiosos, como a Páscoa ou o Natal.
“Os seus direitos melhoraram em grande medida”, disse Drevon, destacando um processo semelhante com a minoria drusa.
Objectivos estratégicos apenas para a Síria
O HTS pró-turco, fundado em 2011, estava inicialmente ligado a militantes da Al-Qaeda, no entanto, os grupos dividiram-se novamente, uma vez que o HTS não procura construir um califado global.
“Eles querem assumir o controle Regime sírio (do presidente Bashar Assad) e criar um novo regime”, disse Drevon à DW.
“Para isso, manifestaram a sua disponibilidade para criar relações estratégicas com PeruIraque, e há apenas alguns dias, eles até emitiram um comunicado dizendo que poderiam ter relações com os russos também”, acrescentou.
A Rússia, assim como o Irão, são os principais aliados de Assad, enquanto a Turquia está entre os apoiantes dos grupos rebeldes da oposição.
“No entanto, nada disto muda o facto de existirem muitos jihadistas nas suas fileiras (HTS), e devemos, portanto, esperar que a organização também actue como um grupo jihadista que comete actos de violência contra minorias religiosas e étnicas”, disse o analista do Médio Oriente. Guido Steinberg disse ao meio de comunicação alemão tagesschau.de no início desta semana.
Na sua opinião, isto poderia significar “um reinado de terror para a população, especialmente nos bairros de Aleppo habitados por cristãos e curdos”.
Fraco histórico de direitos humanos
Hiba Zayadin, investigador sénior da Divisão do Médio Oriente e Norte de África da Human Rights Watch, duvida que o HTS possa ficar na história como islamista tolerante.
“O medo que as minorias, incluindo os xiitas, os curdos e os alauitas, possam estar a sentir neste momento, decorre dos fracos registos de direitos humanos tanto do HTS como das facções do Exército Nacional Sírio, apoiado pela Turquia, que se juntaram ao HTS na sua recente operação”, disse Zayadin. DW.
“Os abusos anteriores de ambos os grupos incluem maus-tratos a minorias religiosas e étnicas, incluindo violência, deslocamento forçado, bem como destruição do património cultural e religioso”, acrescentou.
Contudo, as minorias e os activistas políticos ou dissidentes da Síria não são apenas sob ameaça em áreas governadas por rebeldes islâmicos.
“Em áreas controladas pelo governo, aqueles que são considerados opositores ao regime, inclusive porque provêm de áreas anteriormente ou atualmente controladas pela oposição ou que fazem parte de seitas marginalizadas, incluindo sunitas e curdos”, também correm o risco de detenção arbitrária, desaparecimento forçado e contínua repressão, disse Zayadin, e ela não nutre muita esperança de um novo amanhecer de direitos humanos na Síria.
“A dinâmica sectária molda significativamente as experiências vividas por grupos étnicos e religiosos que são frequentemente apanhados num ciclo de medo, deslocamento e repressão”, disse ela.
Quem são os rebeldes da Síria?
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Editado por: Rob Mudge
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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