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Israel diz que houve ‘certo progresso’ nas negociações de cessar-fogo no Líbano | Israel

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William Christou in Beirut

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, disse na segunda-feira que “certo progresso” foi feito nas negociações de cessar-fogo no Líbano, onde Israel tem estado envolvido em combates. Hezbolá por mais de 13 meses.

“Estaremos prontos para estar lá se soubermos, em primeiro lugar, que o Hezbollah não está na nossa fronteira, está ao norte do rio Litani, e que o Hezbollah não será capaz de se armar com novos sistemas de armas”, disse Saar.

Acrescentou que os esforços diplomáticos estavam a decorrer através da mediação dos EUA, mas que a falta de um mecanismo de aplicação em qualquer acordo futuro continuava a ser um obstáculo.

O objectivo declarado de Israel na sua invasão terrestre do sul Líbano O objetivo era permitir o regresso dos residentes do norte de Israel, dos quais dezenas de milhares foram deslocados desde que o Hezbollah começou a disparar foguetes “em solidariedade” com o Hamas, em 8 de outubro de 2023.

Israel disse que o Hezbollah precisaria recuar para norte de Litani, a 29 quilómetros da sua fronteira norte, para garantir a segurança do norte. Israel.

Os esforços diplomáticos não se limitaram apenas aos canais dos EUA, uma vez que a rádio do exército de Israel informou que o ministro dos Assuntos Estratégicos de Israel, Ron Dermer, visitou a Rússia na semana passada para discutir formas de alcançar um cessar-fogo no Líbano.

Saar disse que a Rússia poderia desempenhar um papel num acordo de cessar-fogo, ajudando a garantir que as armas não fluam para o Hezbollah através da Síria, onde estão presentes tropas russas.

O primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati, também se encontrou com vários líderes árabes, incluindo o rei Abdullah II da Jordânia e o príncipe herdeiro do Kuwait, na Cimeira Árabe-Islâmica em Riade, na segunda-feira.

Apesar do progresso relatado num acordo de cessar-fogo, o Hezbollah disse que não viu nenhuma proposta real chegar à sua mesa, nem espera que isso aconteça tão cedo.

Mohammad Afif, chefe do gabinete de comunicação social do Hezbollah, disse numa conferência de imprensa na segunda-feira: “Há um grande movimento entre Washington e Moscovo e Teerão e várias capitais.

“Acredito que ainda estamos na fase de testar o terreno e apresentar ideias iniciais e discussões proativas, mas até agora não há nada real ainda.”

Qualquer cessar-fogo no Líbano teria de ser aprovado pelo Hezbollah e, ​​presumivelmente, pelo seu patrono, o Irão. O secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, disse que o grupo está pronto para um cessar-fogo com Israel e que recuou da sua exigência anterior de que um cessar-fogo em Gaza ocorresse antes de parar os combates.

Apesar do aparente movimento num acordo de cessar-fogo, os militares de Israel anunciaram no domingo que estavam a expandir o seu ataque terrestre no sul do Líbano. O chefe das forças armadas de Israel, Herzi Halevi, aprovou a expansão da operação terrestre no sul do Líbano, que poderia envolver milhares de mais soldados permanentes e de reserva, informou a emissora estatal de Israel, Kan.

O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, disse no domingo que Israel derrotou o Hezbollah e que mais ganhos poderiam ser obtidos no Líbano.

“Agora é nossa função continuar a pressionar para colher os frutos dessa vitória”, disse Katz. Ele acrescentou que espera que o Líbano se junte a outros países na normalização das relações com Israel.

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Israel disse que a sua invasão terrestre do sul do Líbano, lançada em 30 de Setembro, seria “limitada e direccionada” e visava desmantelar a infra-estrutura do Hezbollah na área.

Grandes áreas da área fronteiriça no sul do Líbano foram arrasadas desde então, com dezenas de aldeias fronteiriças parcial ou completamente destruídas por Israel.

O Hezbollah tem lutado contra o avanço das tropas israelenses, com Afif, seu chefe de mídia, afirmando na segunda-feira que Israel não foi capaz de “ocupar uma única aldeia” em 45 dias de combates.

A extensão do progresso de Israel no sul do Líbano não é clara, mas tropas e tanques israelitas foram fotografados até três quilómetros no interior do sul do Líbano.

Mais de 3.190 pessoas foram mortas e mais de 14 mil feridas por Israel no Líbano desde o início dos combates, há um ano, a grande maioria nos últimos dois meses.



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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