NOSSAS REDES

ACRE

Israel encerra ataque, e Irã diz que danos foram limitados – 26/10/2024 – Mundo

PUBLICADO

em

Igor Gielow

As Forças Armadas de Israel disseram neste sábado (26) ter dado por encerrado seu ataque retaliatório ao Irã. A teocracia de Teerã, por sua vez, disse que os danos a bases militares foram limitados e ainda não relatou se houve vítimas.

Com isso, os rivais no centro da guerra da Oriente Médio sinalizam não estarem dispostos a permitir uma escalda incontrolável do conflito. Tel Aviv admoestou os iranianos a não fazer uma tréplica, sobe pena de receber mais fogo.

“Baseada em inteligência, aviões da Força Aérea atacaram instalações que produziram os mísseis que o Irã disparou conta o Estado de Israel ao longo do último ano”, afirmou o porta-voz das forças israelenses, almirante Daniel Hagari.

“Se o regime do Irã fizer o erro de começar uma nova rodada de escalada, nós seremos obrigados a responde”, completou.

A ação israelense foi uma retaliação ao bombardeio com cerca de 200 mísseis lançados por Teerã no dia 1 de outubro. Aquele foi o segundo ataque da história promovido pelos iranianos contra o arquirrival regional, seguindo uma outra leva de mísseis de drones disparada em abril.

Na primeira ocasião, a reação de Israel foi dar um recado: alvejou de forma superficial áreas próximas de instalações da joia do regime, o seu programa nuclear. Agora, muito suspense foi criado em torno do que o premiê Binyamin Netanyahu atacaria.

Os Estados Unidos fizeram grande pressão para evitar uma ação para decapitar o programa nuclear ou causar caos na indústria petrolífera do país, esteio de sua economia.

Ao mesmo tempo, deram total suporte a Israel ao mover forças para o Oriente Médio e até fazer um ataque de demonstração com bombas destruidoras de bunkers como os das instalações nucleares, no caso contra os rebeldes pró-Irã no Iêmen.

Aparentemente, o movimento deu certo. Ainda há muita névoa informativa sobre o que realmente aconteceu em solo, que deve se dissipar nos próximos dias, mas tudo indica que Israel atacou mesmo bases militares e unidades fabricantes de mísseis.

Evitando alvos civis ou econômicos, deu uma resposta proporcional à do ataque do começo do mês. A reação iraniana de minimizar a operação israelense também pode ser lida como um chamado à calma, mas isso não pode ser dado como certo.

Segundo a agência estatal Irna, foram atacados centros militares nas províncias de Teerã, Khuzestão e Ilam. A capital e a cidade de Karj registraram os estrondos mais fortes “As defesas aéreas interceptaram e contiveram de forma bem-sucedida” os ataques, que segundo o relato “causaram danos limitados”.

O ataque começou por volta das 2h (19h30 de sexta, 25, em Brasília) e durou cerca de três horas, em ondas. Foram empregados caças F-15, em número ainda não sabido, que Hagari disse terem voltado intactos a suas bases. O Irã, por sua vez, diz que os aviões não chegaram a invadir seu espaço aéreo, disparando mísseis de longe.

A aviação comercial foi interrompida pelo Irã até o começo da manhã, quando voos de e para o país, além de rotas que passam por ele, foram liberados.

Os Estados Unidos, fiadores de Israel, disseram que não participaram diretamente do ataque, apesar de darem apoio logístico a Tel Aviv. Segundo a agência Reuters, citando uma autoridade de forma anônima, a ação foi “precisa e extensiva”.

A Arábia Saudita, rival do Irã, criticou o que chamou de “violação de soberania” por parte do Estado judeu. O premiê britânico, Keir Starmer, disse apoiar a retaliação israelense, mas esperar que ambos os lados se contenham agora.

ATAQUE DO HAMAS ABRIU CAIXA DE PANDORA

O ataque é o mais recente episódio da guerra iniciada quando o grupo terrorista palestino Hamas lançou o mega-ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, matando 1.170 pessoas e sequestrando mais de 250.

Uma caixa de Pandora se abriu, e o contestado Netanyahu usou o trauma nacional em seu favor, abrindo uma guerra punitiva que lhe garantiu apoio político vindo da direita mais radical, que busca um acerto de contas regional mais amplo contra todos os grupo que, a exemplo do Hamas, são bancados por Teerã.

Com efeito, o Hezbollah libanês e os houthis iemenitas abriram frentes secundárias em apoio ao Hamas, com atrito particularmente sério na fronteira norte de Israel, que obrigou 60 mil pessoas a deixarem suas casas.

De seu lado, Israel obliterou a Faixa de Gaza, território que era governado pelo Hamas desde 2007, matou seu líder, Ismail Haniyeh, no Irã, e o sucessor, Yahya Sinwar, além de quase todo seu comando. No processo, foi acusado de crimes de guerra pela morte de quase 43 mil palestinos.

Tel Aviv também voltou suas baterias contra o Hezbollah, maior ativo militar da política iraniana de usar prepostos contra os interesses israelenses e americanos no Oriente Médio. Matou seu líder histórico, Hassan Nasrallah, bombardeou extensivamente suas posições e invadiu novamente o sul do Líbano.

O Irã acabou envolvendo-se diretamente nos dois ataques com mísseis, que vingavam a morte de militares e dos aliados, mas, de forma geral, tem evitado a escalada. O motivo é a fragilidade do regime, que viu o presidente Ebrahim Raisi, sucessor presumido do líder supremo Ali Khamenei, morrer num estranho acidente de helicóptero.

O país vem sofrendo com dificuldades econômicas e agitação social, como nos protestos devido à morte de uma jovem que havia sido presa por não usar o lenço islâmico de forma que as autoridades consideram corretas.



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

//www.instagram.com/embed.js



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS