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Israel intensifica ataque ao norte de Gaza em meio a temores crescentes de cerco | Notícias do conflito Israel-Palestina

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As forças israelitas intensificaram a sua pressão em torno do campo de Jabalia, no norte de Gaza, matando pelo menos 10 pessoas que faziam fila para obter comida, segundo médicos palestinianos, e ordenaram que as pessoas evacuassem enquanto avançavam no seu ataque terrestre à área.

O exército israelita lançou novamente um ataque terrestre no norte de Gaza há 10 dias, incluindo em Beit Hanoon e Beit Lahiya. Apoiado por aviões de guerra, o exército continuou a atacar a área devastada que sofreu vários ataques ao longo do ano de guerra.

Mais de 400 mil pessoas permanecem presas na área. Eles não conseguiram se deslocar para o sul depois que os militares israelenses ordenaram evacuações forçadas devido a questões de segurança.

“Fomos atingidos pelo ar e pelo solo, sem parar, durante uma semana. Eles querem que saiamos, querem punir-nos por nos recusarmos a sair das nossas casas”, disse Marwa, 26 anos, que fugiu com a família para uma escola na Cidade de Gaza, à agência de notícias Reuters.

As pessoas temiam que nunca mais pudessem voltar se seguissem para o sul, disse ela.

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas disse que os militares israelenses pareciam estar “isolando completamente o Norte de Gaza do resto da Faixa de Gaza”.

“A separação do Norte de Gaza levanta mais preocupações de que Israel não pretende permitir que os civis regressem às suas casas, e os repetidos apelos a todos os palestinianos para que deixem o norte de Gaza levantam graves preocupações sobre a transferência forçada em grande escala da população civil”, disse. disse em um comunicado.

O novo ataque sublinhou como a vida se tornou difícil para os civis em Gaza, à medida que os combates se deslocavam entre diferentes áreas do enclave.

Na segunda-feira, as forças israelitas mataram 10 palestinianos que faziam fila para obter comida num centro de distribuição e feriram outras 40 pessoas, incluindo mulheres e crianças, segundo médicos palestinianos, enquanto outras oito pessoas foram mortas num incidente separado no distrito de Sheikh Radwan, na cidade de Gaza.

Os militares israelenses disseram que o incidente estava sob revisão.

Separadamente, pelo menos três pessoas foram mortas num ataque israelita a uma escola transformada em abrigo no campo de Jabalia, informou a agência de notícias turca Anadolu, citando uma fonte médica.

Mais tarde na segunda-feira, pelo menos quatro pessoas foram mortas num ataque de artilharia israelita a uma casa no mesmo campo, informou a agência de notícias palestiniana Wafa.

Afirmou que vários outros ficaram feridos no ataque que teve como alvo a casa da família al-Sayed na área de Falloujah do campo.

As Nações Unidas descreveram as condições terríveis que afectam a população que permanece em Jabalia, com mais de 50 mil pessoas deslocadas e poços de água, padarias, postos médicos e abrigos encerrados.

‘Além de qualquer justificativa’

O chefe da ONU, Antonio Guterres, condenou o “grande número de vítimas civis na intensificação da campanha israelense no norte de Gaza”, de acordo com seu porta-voz, Stephane Dujarric.

“Ele (Guterres) insta veementemente todas as partes no conflito a cumprirem o direito humanitário internacional e enfatiza que os civis devem ser respeitados e protegidos em todos os momentos”, disse Dujarric aos jornalistas.

O Hamas disse que Israel pretendia deslocar a população do norte de Gaza pela força. “A comunidade internacional deveria agir contra este crime de guerra”, disse Sami Abu Zuhri, alto funcionário do Hamas.

Tareq Abu Azzoum da Al Jazeera, reportando de Deir el-Balah, no centro de Gaza, disse que a situação no norte de Gaza era terrível.

“Fontes médicas do Hospital Kamal Adwan dizem que estão com falta de suprimentos médicos e de necessidades médicas essenciais, incluindo o combustível necessário para garantir que as operações possam ser realizadas”, disse Abu Azzoum.

Ele disse que os prestadores de cuidados de saúde estão lutando para lidar com “altas taxas de vítimas”, à medida que pessoas são mortas por drones e quadricópteros israelenses.

Eles estão sendo alvo de ataques seja em suas casas, em centros de evacuação ou simplesmente enquanto “caminham pelas ruas de Jabalia”, disse ele.

Israel continuou a fechar passagens fronteiriças vitais e impediu que a ajuda, incluindo alimentos, chegasse ao norte.

Israel afirmou na segunda-feira que permitiu que 30 camiões transportando farinha e alimentos da principal agência alimentar da ONU passassem pela passagem norte após inspecção. A ONU não confirmou a declaração.

Não ficou claro para onde foi a ajuda porque a ONU afirma que os camiões que passam por aquela passagem não vão directamente para o norte.

O Gabinete de Comunicação Social do Governo de Gaza refutou a afirmação, dizendo que as “mentiras” de Israel sobre permitir a entrada de camiões são completamente falsas.

Num comunicado, o gabinete disse que o exército israelita continuou a impedir que os camiões chegassem ao norte de Gaza, incluindo a Cidade de Gaza.

“Um cerco e um bloqueio total na área estão em curso há 170 dias”, disse o escritório, acrescentando que mais de 342 pessoas foram mortas no norte desde que o último ataque começou, há 10 dias.

“O que está a acontecer no norte de Gaza é um genocídio… a destruição de casas, bairros inteiros, infra-estruturas, escolas, hospitais, mesquitas” faz parte de um plano para limpar a área dos seus habitantes, afirmou.

O corte, combinado com a ofensiva renovada, levantou receios de que Israel esteja a prosseguir um plano extremo proposto ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que sitiaria o terço norte da Faixa de Gaza, num esforço para provocar a rendição do Hamas.

Israel também continuou a bombardear outras partes do enclave sitiado na segunda-feira.

Na manhã de segunda-feira, as forças israelenses atingiu um acampamento de tendas abrigando famílias deslocadas fora do Hospital Al-Aqsa em Deir el-Balah. Pelo menos quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas quando o incêndio começou.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram equipes de resgate lutando para salvar pessoas enquanto lutavam para conter o fogo.

As forças israelitas atacaram repetidamente instalações médicas e abrigos em Gaza desde que o ataque começou em Outubro do ano passado. Nos últimos meses, atacaram repetidamente abrigos lotados e locais de tendas, alegando que grupos armados os usavam – sem fornecer provas.

Mohammed Tahir, cirurgião em sua terceira missão médica a Gaza no Hospital Al-Aqsa, disse que estava na sala de cirurgia quando ouviu as explosões na escola próxima que virou abrigo, na manhã de segunda-feira.

Tahir disse à Al Jazeera que o hospital foi “inundado” de vítimas, com mulheres, crianças e homens “morrendo diante dos nossos olhos”.

Enquanto estava na sala de cirurgia, ele disse que outro atentado a bomba aconteceu nas dependências do hospital.

Tahir disse que “está além de qualquer lógica que um hospital possa ser atacado de maneira tão grave”.

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, repetiu os apelos a um cessar-fogo, dizendo que é a “única forma de quebrar o ciclo de violência, de ódio, de miséria”.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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