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Israel ordena a saída dos residentes restantes de Beit Hanoun | Guerra Israel-Gaza
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2 anos atrásem
Bethan McKernan in Jerusalem
Israel emitiu novas ordens de evacuação para todos os civis restantes para deixarem Beit Hanoun, no norte de Gaza, como parte de uma campanha intensa de três meses que Israel nega ter como objetivo despovoar um terço do território palestino, em meio a relatos de que ataques israelenses danificaram mais dois hospitais em dificuldades na cidade de Gaza.
O exército israelense evacuado à força Hospital Kamal Adwan em Beit Lahia na sexta-feira, deixando o terço norte da faixa, que está isolado do resto de Gaza, com apenas um pequeno centro médico em funcionamento, al-Awda, na vizinha Jabalia. No domingo, todos os restantes em Beit Lahia receberam ordem de abandonar o local depois de militantes palestinianos terem lançado cinco foguetes da área que visavam o território israelita.
Alguns pacientes foram levados para o hospital indonésio próximo, que não tem água nem electricidade e não funciona. Os médicos foram impedidos pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) de se juntarem a eles lá, disse o ministério da saúde local.
A Organização Mundial da Saúde disse que enviaria uma missão de emergência ao hospital indonésio no domingo “para transferir pacientes com segurança para o sul Gaza para cuidados continuados”.
Os militares de Israel disseram que Kamal Adwan estava sendo usado como base para Hamas operações e que não permitiria a retomada dos serviços ali. O grupo militante palestiniano nega utilizar infra-estruturas médicas como cobertura para as suas actividades.
A IDF disse que interrogou 950 pessoas durante a operação de sexta-feira no hospital e afirmou que 240 foram considerados militantes. Treze fingiram ser pacientes e tentaram fugir em macas ou ambulâncias, acrescentou.
A maior parte da equipe médica detida já foi libertada, mas o diretor do hospital, Hussam Abu Safiya, ainda estava desaparecido. Enfermeiros e médicos disseram à mídia local que foram espancados, despidos e depois forçados a caminhar em direção ao sul Gazarelatórios que foram corroborados pela OMS.
A ordem de evacuação de domingo para Beit Hanoun desencadeou uma nova onda de deslocamentos para a relativa segurança das áreas abaixo do corredor Netzarim, imposto por Israel, que isolou a cidade de Gaza e cidades satélites ao norte do resto da faixa.
A OMS estima que 75 mil pessoas permaneçam em Beit Lahia, Beit Hanoun e Jabalia; aproximadamente 325 mil pessoas fugiram desde que Israel iniciou uma nova ofensiva e reforçou os cercos à área no início de Outubro, cortando quase toda a ajuda.
O Serviço de Emergência Civil Palestino disse que perdeu a comunicação com as pessoas ainda presas em Beit Lahia e que não foi capaz de enviar equipes para a área por causa das forças israelenses no terreno. Mais tarde no domingo, um ataque aéreo israelense matou sete pessoas em uma casa na cidade, disse um parente, Said al-Zaaneen. Não houve comentários israelenses imediatos.
Israel nega ter levado a cabo uma campanha deliberada de “rendição ou fome”, afirmando que a nova ofensiva é necessária para impedir o reagrupamento dos combatentes do Hamas, embora relatos dos meios de comunicação israelitas sugiram que o governo pretende anexar a área como zona tampão militar.
Autoridades de saúde palestinas disseram que ataques militares israelenses em todo o território mataram pelo menos 23 pessoas no domingo, incluindo um ataque direto ao hospital al-Wafa, na cidade de Gaza, que matou sete. Os militares israelenses disseram que o ataque tinha como alvo membros da unidade de defesa aérea do Hamas, que, segundo eles, operava a partir do complexo. O último andar de um prédio em al-Ahli, outro hospital na cidade de Gaza, foi destruído por disparos de tanques israelenses no domingo, disseram moradores. Não houve feridos relatados.
Em Deir al-Balah, uma cidade central, uma quarta criança morreu de hipotermia, enquanto quase toda a população da faixa de 2,3 milhões luta para sobreviver em acomodações e tendas improvisadas esquálidas, em meio ao início do inverno gelado e úmido.
Jomaa al-Batran, de 20 dias, foi encontrado com a cabeça “fria como gelo” quando seus pais acordaram no domingo, disse seu pai, Yehia, à Associated Press. O irmão gêmeo do bebê, Ali, foi transferido para a unidade de terapia intensiva do hospital dos Mártires de al-Aqsa, em Deir al-Balah, que, como o resto da infraestrutura médica de Gaza, sofre com a falta de medicamentos e suprimentos e está sobrecarregado de pessoas que precisam de cuidados. .
A guerra de 15 meses de Israel em Gaza matou pelo menos 45.300 pessoas e causou uma crise humanitária devastadora, em meio a acusações do tribunal internacional de justiça e de organizações de ajuda de que Israel estrangulou deliberadamente alimentos e suprimentos de ajuda ao território palestino. Israel afirma que as agências humanitárias são culpadas pela lentidão nas entregas e que o Hamas está a desviar ajuda.
Cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 250 feitas prisioneiras no ataque do Hamas a Israel, em 7 de Outubro de 2023, que desencadeou o conflito. Cerca de 100 reféns permanecem em Gaza, um terço dos quais se acredita estar morto. Um novo Relatório do governo israelense que deverá ser entregue na próxima semana ao relator especial da ONU sobre tortura compilou testemunhos sombrios de reféns libertados, incluindo abusos físicos, sexuais e psicológicos de adultos e menores.
No domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teve sua próstata removida em uma operação de rotina após uma infecção do trato urinário decorrente do aumento benigno da próstata.
O procedimento levanta novas questões sobre a saúde do primeiro-ministro de 75 anos: ele foi levado ao hospital em julho de 2023 para uma operação de emergência para colocar um marca-passo, momento em que se descobriu que ele tinha um problema cardíaco crônico que não havia sido divulgado ao público. Ele foi submetido a uma cirurgia de hérnia no início deste ano.
O ministro da Justiça, Yariv Levin, um aliado próximo de Netanyahu, atua como primeiro-ministro interino enquanto Netanyahu está incapacitado. A visita do primeiro-ministro ao hospital ocorre num momento em que Israel enfrenta frentes no Territórios palestinosLíbano e Síria, e uma nova escalada com o movimento Houthi, aliado do Irão, no Iémen. Netanyahu também enfrenta uma batalha pessoal sob a forma de um julgamento por corrupção em curso.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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