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J. D. Vance, um trumpista convertido à vice-presidência

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Ao escolher o senador JD Vance por Ohio como seu companheiro de chapa em julho, Donald Trump apostou num rumo e numa geografia eleitoral. A vitória do republicano faz do quarenta anos um dos vice-presidentes mais jovens da história dos Estados Unidos, o primeiro da geração dos millennials, mas também um dos menos preparados para um papel tradicionalmente ingrato.

Esta jornada é a da ascensão exemplar do filho de uma família disfuncional dos Apalaches, pai ausente, mãe drogada, em busca de estruturas para florescer. Essa busca o levou sucessivamente à elite do Corpo de Fuzileiros Navais, à prestigiada Faculdade de Direito de Yale, depois ao mundo dos negócios com um mentor, Pedro Thielque foi um dos primeiros bilionários do Vale do Silício a se juntar a Donald Trump.

Esta história produziu um best-seller, Elégie caipira (Edições Globe, 288 p., 2017), publicado antes das eleições presidenciais de novembro de 2016. O livro, que mais tarde virou filme, foi então destacado pela imprensa na tentativa de explicar a inesperada vitória do homem de negócios nova-iorquino. , carregado por aqueles que foram deixados para trás pela globalização retratada nesta história e pela nostalgia de uma América do passado.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes JD Vance, companheiro de chapa de Trump, na extrema direita

A geografia eleitoral centrou-se nos principais estados do “cinturão de ferrugem”, no nordeste dos Estados Unidos: Wisconsin, Michigan e Pensilvânia, esta “parede azul” na qual se basearam as esperanças de reeleição de Joe Biden. antes da sua retiradaem 21 de julho, e que assumiu a vice-presidente democrata Kamala Harris. Com seu passado e seu mandato como senador por Ohio, obtido em 2022 com apenas 38 anos, JD Vance tinha o perfil necessário para se dirigir aos operários que votaram duas vezes em Barack Obama, em 2008 e em 2012, e depois se alistaram no classificação de “Tornar a América grande novamente”.

É um eufemismo dizer que o companheiro de chapa não estava entre os apoiantes iniciais de Donald Trump, em quem não votou em 2016, preferindo um dissidente libertário. Na época, ele descreveu o bilionário como“heroína cultural”capaz apenas de trazer um breve sentimento de satisfação aos seus eleitores. Ele até se perguntou sobre a possibilidade deste último se transformar em “Hitler Americano”.

Nacionalismo desinibido

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (3).png

Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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