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Jess Fox: ‘Vamos nos jogar no fundo do poço aqui e me desafiar’ | Seleção olímpica da Austrália

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Nicole Jeffery

J.ess Fox construiu uma carreira deslumbrante saindo de sua zona de conforto, mas ela se perguntou se tinha ido longe demais quando estava prestes a subir à passarela do desfile da L’Oréal Paris Walk for Worth no Overseas Passenger Terminal de Sydney recentemente.

“Fiquei muito nervoso com isso porque não sou modelo”, diz o triplo medalhista de ouro olímpico. “Não estou confiante sobre isso. Fico melhor de tênis ou até mesmo descalço quando estou andando de caiaque.

“Mas então eu percebi que não se tratava de parecer uma modelo e desfilar na passarela. Era sobre ser eu mesmo e apenas abraçar isso e me divertir.”

Jess (à direita) e Noémie Fox com um coala chamado Scarlet e seu filho Joey Fox de 10 meses, nomeado em homenagem às irmãs. Fotografia: Bianca de Marchi/AAP

Fox, 30 anos, tem sido muito procurada desde as Olimpíadas de Paris, onde confirmou seu lugar como a maior remadora de canoagem slalom da história ao vencer ambas as medalhas de ouro K1 e C1e compartilhou um dos pontos altos emocionantes dos Jogos com sua irmã mais nova, Noémie, que completou o desligamento da família Fox dos eventos femininos por ganhando a medalha de ouro do caiaque cross.

Uma das atletas mais motivadas e dedicadas da Austrália nos últimos 15 anos, Fox normalmente retornaria ao circuito da Copa do Mundo após as Olimpíadas para conquistar mais algumas medalhas e títulos antes do final da temporada, mas este ano ela fez as coisas de forma diferente.

Depois do que ela descreve como “uma Olimpíada perfeita” em Paris, ela fez uma pausa para aproveitar algumas das oportunidades criadas por seus Jogos sensacionais e experimentar a vida como “uma pessoa normal”, saindo para jantar com os amigos, comendo o que quiser. curtidas no menu e ocasionalmente pulando uma sessão de treinamento.

Fox com a primeira de suas medalhas de ouro em Paris. Fotografia: Olivier Morin/AFP/Getty Images

No entanto, sua agenda ainda está lotada. Antes das Olimpíadas, ela assinou um acordo com a Nine Network, que a levou a ler notícias esportivas no Today Show por uma semana no mês passado e a fazer parte da cobertura do Nine’s Melbourne Cup Carnival esta semana.

O turbilhão começou no dia em que ela desembarcou em Sydney após as Olimpíadas, com uma sessão de fotos para a revista Stellar, antes de comparecer ao Logies, e então se preparou para seu primeiro turno de café da manhã no Today Show às 5h30 da manhã seguinte.

Após os Jogos, ela se tornou embaixadora da L’Oréal Paris (daí o desfile) e também tem uma série de compromissos corporativos a cumprir para patrocinadores como a empresa de contabilidade Grant Thornton. A temporada de premiações esportivas também está começando, com a Fox já tendo conquistado o prêmio principal do Paddle Australia e o prêmio de atleta feminina do ano do NSW Office of Sport, com os prêmios do Australian Institute of Sport e do Sport Australia Hall of Fame ainda por vir. Para uma mulher que prefere usar tênis, ela está se arrumando muito.

“É uma mistura de coisas que foram planejadas antes de Paris e depois outras oportunidades que surgiram desde os jogos que foram realmente emocionantes, muito desafiadoras, coisas muito diferentes como o Channel Nine e o Today Show. Eu estava tipo, uau, OK, isso é emocionante. Sim, vamos fazer isso. Vamos nos jogar no fundo do poço aqui e me desafiar.”

Noémie e Jess Fox com sua mãe Myriam Fox-Jerusalmi em um jantar de gala pós-Paris. Fotografia: James Gourley / Getty Images para AOC

A quatro vezes atleta olímpica Fox ganhou sua primeira medalha de ouro em Tóquio em 2021, no meio da pandemia de Covid-19, quando havia muito menos oportunidades comerciais disponíveis, então ela manteve a cabeça baixa e se concentrou em seu esporte. Desta vez, ela levantou a cabeça e deu uma olhada no que poderia estar disponível para sua carreira pós-esportiva.

“Paris foi uma grande mudança e eu realmente notei isso na minha vida, com certeza, em comparação com Tóquio”, diz ela. “E também estou numa fase da minha carreira em que a preparação pós-carreira está na minha cabeça. E então eu quero fazer essas coisas e me envolver em diferentes áreas que me interessam, seja na mídia, na moda, em conferências e coisas assim. Gostei da variedade, com certeza.”

O que não quer dizer que a Fox esteja pensando em se aposentar tão cedo. Ela está comprometida com pelo menos mais uma Olimpíada, em Los Angeles, em 2028, e além disso há a cenoura de uma Olimpíada em casa, em Brisbane, em 2032, quando ela teria 38 anos. Isso ainda está dentro da faixa etária de medalhas para campeões de canoagem slalom. Sua mãe e treinadora Myriam Jerusalmi-Fox conquistou sua única medalha olímpica aos 34 anos, enquanto Maialen Chourraut, da Espanha, de 38 anos, conquistou a medalha de prata em Tóquio.

A dupla medalha de ouro da Fox foi um destaque indiscutível dos Jogos de Paris. Fotografia: Alex Davidson/Getty Images

Mas a Fox mais jovem espera seguir carreira ano após ano, depois de Los Angeles.

“Não descartei (Brisbane), mas também vejo que pode ser a minha oportunidade de fazer parte das Olimpíadas de uma forma diferente. Eu vou estar lá. Esteja ou não na linha de largada, estarei em Brisbane para aproveitar as Olimpíadas em casa de uma forma ou de outra e poder retribuir se não estiver competindo.

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“Eu sempre disse isso enquanto eu sentir que o corpo está lá e eu estou comprometido, disposto e motivado para treinar no nível necessário para ter o meu melhor desempenho, e ainda adoro isso – porque isso é um grande problema, ter o amor – então continuarei. Mas acho que também sempre disse que quero sair por cima. Eu não quero ficar esperando e apenas fazendo isso porque é tudo que eu já conheci.”

Fox foi eleita para a Comissão de Atletas do Comitê Olímpico Internacional para um mandato de oito anos em Paris, então pelo menos ela estará em Brisbane nessa função, e terá que incluir reuniões mensais da comissão em sua agenda para as próximas duas Olimpíadas. .

Ela também duvida que mesmo os Jogos em casa possam corresponder à sua extraordinária experiência em Paris. Ela foi uma das porta-bandeiras da cerimônia de abertura da Austrália, ganhou duas medalhas de ouro individuais e depois assistiu exultante enquanto Noémie conquistava sua própria medalha de ouro.

Ela ainda está um tanto sem palavras ao tentar descrever o que aquela experiência significou para sua família.

“Às vezes ainda não conseguimos acreditar que nós dois fizemos isso, e foi um sonho”, diz Fox. “Sinto que preciso de mais palavras para poder descrevê-lo, mas ainda não as tenho. Mas o sentimento daquelas duas semanas, o que vivemos, como equipa, como irmãs, como família, foi verdadeiramente uma experiência tão única e especial que creio que nada se poderá comparar a esse orgulho e alegria que senti. vê-la vencer e poder compartilhar isso juntos.”

A satisfação é imensa, mas os Foxes não descansam sobre os louros.

Seu campo de treinamento em casa, o Penrith Whitewater Stadium, a oeste de Sydney, foi nomeado sede do campeonato mundial do próximo ano, e toda a família está empenhada em tornar o evento um sucesso para a Austrália.

Fox em seu percurso em casa no Penrith Whitewater Stadium. Fotografia: Ryan Pierse/Getty Images

O pai e ex-campeão mundial Richard Fox foi nomeado chefe do comitê organizador do evento, enquanto Myriam, Jess e Noémie concentrarão seus esforços no lado do desempenho.

Fox diz que a atração dos campeonatos caseiros a impulsionaria de volta aos treinos completos até o final do ano.

“Acho que muitos atletas sentem esse tipo de calmaria na motivação depois de uma campanha tão grande ou de alcançar o objetivo dos sonhos de um ouro olímpico, então para mim isso é ótimo, porque é algo emocionante para se trabalhar”, diz ela. “Ter um campeão mundial em casa é tão raro, é uma vez na carreira, então estou realmente ansioso por isso.”

O campeonato mundial permite que três remadores compitam por nação em eventos individuais e também inclui um evento por equipe, para que ambas as irmãs possam competir em todo o programa – um luxo que não têm no nível olímpico.

“Quero estar no meu melhor jogo para isso”, diz Fox. Nesse palco ela sabe se pavonear.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

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A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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