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Jogo de Lula para 2026 está longe de ser definido – 13/03/2025 – Marcos Augusto Gonçalves
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O mau momento do presidente Lula, aferido por pesquisas de opinião, tem animado a direita, seja a moderada ou a populista radical. Em alguns círculos, já se elucubra sobre a suposta evidência de que a esquerda não teria mesmo mais discurso e projeto para a sociedade brasileira contemporânea. Esta, finalmente, teria em seus segmentos populares se rendido ao culto da prosperidade e ao empreendedorismo —alguém falou autoengano?—, num sinal de aprovação de concepções liberais.
Compreende-se a aflição dos antipetistas, uma vez que, no primeiro quarto deste século, o Partido dos Trabalhadores venceu cinco das seis disputas presidenciais. Nesse período, a direita dita civilizada surfou na derrubada de Dilma Rousseff e no governo protogolpista de Temer, o mais impopular da história; a seguir, com o fiasco das terceiras vias, associou-se à aventura bolsonarista, que prometia com o pinochetista neoliberal Paulo Guedes uma espécie de nova revolução americana nos trópicos; por fim, restou a abstenção ou engolir a contragosto a “frente ampla” lulista.
Lula e o PT têm cometido erros em série neste terceiro mandato, mas também acertos. Tenho minhas reservas sobre a análise de que a queda da popularidade do presidente seria estrutural.
Há, sim, uma fadiga com a longevidade do líder petista, com seus arroubos verborrágicos e sua personalidade autocentrada. Talvez o país —isso é só uma impressão— preferisse algo diferente.
Ocorre que há uma chance plausível de o mal-estar ser, ao menos em parte, dissipado, e a perspectiva de um novo mandato da esquerda se ampliar.
Seria preciso considerar pelo menos dois fatores. O primeiro é o que parece ser a causa primordial do mau humor —a inflação de alimentos. Não há quem resista à disparada de preços na mesa da classe média, pobres e remediados.
Existe, contudo, uma expectativa de diminuição da conta nos próximos meses, três, quatro, seis, quem sabe. Ao mesmo tempo, não podem ser desconsiderados, mesmo que desvanecidos pelos sustos nas gôndolas, o aumento de emprego e renda e o significativo crescimento do PIB em 2023 e 2024, contrariando as bolas de cristal de “especialistas”.
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O outro fator a levar em conta é a ausência de lideranças claras e fortes na direita. Bolsonaro pode ser considerado candidato fora do baralho —e a fantasia da anistia não ajuda muito. Sua criatura mais vistosa é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. É o atual “darling” da direita e do mercado, cujas incansáveis bandeiras são ajuste fiscal com cortes de gastos sociais e privatizações encabeçadas pela Petrobras —ideias por si pouco atraentes para o grande eleitorado. Tarcísio, todavia, com apoio de seu demiurgo, teria atrativos a acrescentar para rebanhos mais amplos.
Só que não se sabe se está disposto a contrariar Bolsonaro e se correria o risco de sair do cargo em abril de 2026, abandonar uma reeleição estadual garantida e enfrentar o grande animal político-eleitoral do Brasil, mesmo que ferido, com a máquina governamental na mão. A resposta parece ser não.
Escrevi aqui, em maio do ano passado, que o projeto de Lula para 2026 estava subindo no telhado. De fato, mas ainda pode descer e voltar à rampa do Planalto. O jogo está longe de ser definido.
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”
Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac propõe criação do curso de Psicologia no campus Floresta — Universidade Federal do Acre
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26 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Marcus Vinícius David, e a equipe da Secretaria de Educação Superior (Sesu), nessa terça-feira, 25, em Brasília. A pauta foi a formalização da proposta de criação do curso de Psicologia no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A expectativa da universidade é de que o curso possa ser ofertado a partir de 2027.
O reitor destacou que o Vale do Juruá não dispõe de formação superior com esse perfil e que profissionais que atuam na região muitas vezes vêm de Rio Branco ou de outros Estados. A avaliação da gestão é de que existe demanda por psicólogos tanto no atendimento pelo Sistema Único de Saúde quanto no setor privado.
A criação do curso integra as possibilidades do Programa Universidades Transformadoras e, de acordo com o reitor, foi uma das demandas apontadas durante o processo eleitoral da atual gestão “Seria uma oportunidade para os filhos, os jovens que estão saindo do ensino médio, que têm o sonho de caminhar nessa área da saúde e se formar em Psicologia”, pontuou Josimar.
Na agenda com o MEC, também foram apresentadas outras demandas da universidade. O reitor convidou formalmente Marcus Vinícius David para conhecer o campus Floresta e visitar obras da Ufac vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento no campus Fronteira, em Brasileia.
Nesta quarta-feira, 26, Josimar também participou da 188ª Reunião Extraordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizada na sede da entidade, em Brasília. A participação integrou a agenda institucional da Ufac na capital federal.
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