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Jornal O Estado de S. Paulo completa 150 anos – 03/01/2025 – Poder

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Mais antigo entre os grandes jornais paulistas em atividade, O Estado de S. Paulo completa 150 anos neste sábado, dia 4.

Fruto da movimentação de cafeicultores, empresários e outros expoentes da sociedade paulista com ideais republicanos, a primeira edição circulou em 4 de janeiro de 1875, com o nome de A Província de São Paulo.

Nos primeiros anos, estavam à frente do diário nomes como o advogado e jornalista Francisco Rangel Pestana e o também jornalista Américo de Campos. A Província circulava com quatro páginas e imprimia pouco mais de 2.000 exemplares.

Com quase uma década de vida, a publicação esteve perto da falência. Alberto Salles, que ocupava um cargo de direção, afugentou os anunciantes portugueses com suas posições antilusitanas. O diário acabou sendo salvo por um jovem jornalista vindo de Campinas, Julio Mesquita, que conseguiu levar a publicidade de volta às páginas e passou a assumir funções de maior responsabilidade na empresa.

Com o advento da República, em novembro de 1889, passou a se chamar O Estado de S. Paulo. Pouco mais de dois anos depois, Mesquita se tornou o único proprietário do jornal, que continua nas mãos da família depois de um século e meio.

“O jornal que nasceu para apressar o fim de um regime arcaico, a monarquia escravista, manteve sempre o compromisso de mirar seu próprio futuro e o do país, apostando em estar aparelhado do ponto de vista da tecnologia, de processos e de gestão de modo a continuar avançando —como ocorre agora com o processo permanente de transformação digital”, afirma Francisco de Mesquita Neto, presidente do conselho de administração do Grupo Estado e membro da quarta geração da família no comando da empresa.

Esse processo contínuo de transformação digital implica, entre outras ações, uma atenção crescente à produção de vídeos e uma presença cada vez maior nas redes sociais.

“O primeiro contato dos jovens com informações jornalísticas, em geral, vai se dar em redes sociais, por isso nossas marcas precisam estar nesses ambientes. [Nosso objetivo] é diversificar os formatos para falar com as audiências onde elas estiverem”, afirma Erick Bretas, que assumiu em julho de 2024 o cargo de CEO da S/A O Estado de S. Paulo, que inclui a gestão do jornal e da rádio Eldorado.

Nas primeiras décadas do século 20, na condição de um dos principais jornais do país, o Estado viveu turbulências com alguns presidentes da chamada República Velha. Mas nada que pudesse se comparar com os embates durante o Estado Novo de Getúlio Vargas, quando o diário era comandado por Julio de Mesquita Filho e Francisco Mesquita, dois dos filhos de Julio Mesquita, que havia morrido em 1927.

Em março de 1940, a polícia getulista ocupou a Redação e as oficinas de impressão. Segundo esses agentes, havia metralhadoras escondidas no prédio, que seriam utilizadas para depor o presidente. Como conta Lira Neto no segundo volume da biografia sobre Getúlio, o Tribunal de Segurança Nacional comprovou a improcedência das denúncias. Muito provavelmente, diz o autor, as armas foram plantadas pelos próprios policiais.

O jornal permaneceu sob intervenção federal desde esse momento até dezembro de 1945, quando voltou para as mãos da família Mesquita.

“O Estadão, num país complexo como o nosso, passou por vários momentos difíceis nesses 150 anos. Penso que os mais difíceis foram a intervenção de Vargas no jornal e a censura imposta ao jornal pelo regime militar depois do editorial ‘Instituições em Frangalhos’”, afirma Mesquita Neto.

De acordo com Oscar Pilagallo, autor de “História da Imprensa Paulista”, o Estado apoiou enfaticamente o golpe de 1964. A família Mesquita promovia reuniões com golpistas, tanto militares quanto civis, desde a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961. Também manipulava o noticiário com o objetivo de derrubar João Goulart.

A Folha também apoiou num primeiro momento o golpe, mas agiu de modo mais discreto. A posição editorial do jornal não merecia maior atenção dos novos donos, Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho, mais preocupados em sanear financeiramente a empresa.

Nos anos seguintes, o Estado se distanciou do regime militar. Em dezembro de 1968, publicou o editorial “Instituições em Frangalhos”, com críticas ao presidente Costa e Silva.

Com a decretação do AI-5, que reforçou a máquina repressiva do governo federal, publicações como o Estado e a revista Veja foram submetidas à censura prévia.

Neste sábado, dia 4, o Estado lança um hub digital sobre os 150 anos, dividido em sete eixos temáticos: o próprio jornal, República, Economia, Terra, São Paulo, Tecnologia e Viver.

“Temos muito orgulho da história do Estadão e vamos celebrar essa história. Mas não será uma celebração com cara de museu, vamos olhar para frente”, diz Bretas.

A principal característica [para chegar aos 150 anos] é a manutenção intransigente de seus valores fundadores, sobretudo a ideia de República, a liberdade e a democracia. Um jornal assim é reconhecido pelos leitores e pelo País como indispensável para a sociedade. Outra característica fundamental é o compromisso dos acionistas da empresa em manter sempre vivos esses valores através de uma empresa sustentável e independente

Estamos em um momento muito positivo do ponto de vista financeiro. Viemos de um ciclo de investimento com os nossos debenturistas, que entenderam que o Estadão é um veículo muito relevante na imprensa brasileira [além da emissão de debêntures, houve aporte de recursos dos acionistas da família Mesquita]. Eles se juntaram e fizeram um investimento que permitiu resolver o problema de endividamento de curto prazo do jornal



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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