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Jovem de 19 cria remédio antiviral barato com casca de milho e ganha prêmio

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Projeções do banco Morgan Stanley mostram que o valor do dólar vai cair por causa da recuperação parcial da economia em várias regiões. - Foto: Agência Brasil

Olha que invenção incrível. Um jovem estudante de 19 anos recebeu um prêmio de US$ 100 mil, o equivalente a R$ 565 mil, por  transformar casca de milho em um remédio antiviral muito mais barato do que os de mercado. O alvo desse medicamento, chamado galidesivir, é o vírus de RNA, como o da Covid-19, do Ebola e da Zika.

Adam Kovalčík é da Eslováquia e foi o grande vitorioso da competição de ciências em Ohio, nos EUA, a Feira de Ciências e Engenharia de Regeneron (Isef).

“Não esperava que uma competição internacional tão grande fosse vencida por alguém de uma pequena vila, em um pequeno país europeu, então foi um choque”, reagiu Adam.

Como conseguiu

Adam usou álcool furfurílico, que vem da casca do milho e é relativamente barato em comparação aos outros, e adicionou substâncias químicas, em laboratório. Um processo é semelhante à montagem de blocos de construção e se soma à molécula até obter um açúcar crucial chamado aza-sacarídeo.

Foram necessários apenas sete passos para chegar lá. Todo o processo levou apenas cinco dias. A partir daí, foram apenas mais três passos para obter o galidesivir.

Por último, com base em cálculos iniciais de computador, Adam fez a ligação da molécula às enzimas para matar o vírus.

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Preço baixo

O estudante usou cascas de milho para sintetizar o dobro do medicamento em apenas 10 etapas, em vez das 15 etapas atualmente necessárias para a fabricação.

Os primeiros estudos mostram que o galidesivir pode atacar vírus RNA. Mas o medicamento ainda não passou por ensaios clínicos completos ainda.

Adam quer incentivar pesquisas futuras reduzindo o custo de produção do medicamento — de US$ 75 por grama para cerca de US$ 12,50 por grama.

Próximos passos

As pesquisas do estudante não foram submetidas a um rigoroso processo de revisão na competição de Ohio.

Adam disse que entrou com um pedido de patente preliminar para seu processo de síntese de medicamentos.

Ele quer trabalhar mais com o grupo de pesquisa da Universidade Eslovaca de Tecnologia em Bratislava, que apoiou o projeto até agora.

Para ser usado comercialmente, o processo de fabricação do medicamento de Adam Kovalčík teria que ser ampliado.

No momento, ele disse que está lutando para encontrar uma maneira de produzir mais de 200 litros de galidesivir.

O estudante planeja agora pesquisar o aperfeiçoamento de outros processos de síntese de medicamentos, informou o AOL.

Adam criou o remédio antiviral à base de casca de milho e ganhou prêmio de US$ 100 mil. - Foto: Freepik Foto: Freepik Adam criou o remédio antiviral à base de casca de milho e ganhou prêmio de US$ 100 mil. – Foto: Freepik Foto: Freepik



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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