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Jovens reformam casas de pessoas com deficiência em SP – 09/11/2024 – Cotidiano

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Nicole Bueno

Em 2017, um grupo de adolescentes de uma escola particular de São Paulo passou duas semanas na Tanzânia para reformar uma escola primária. Dessa experiência, surgiu a inspiração para os cinco jovens criarem uma iniciativa semelhante no Brasil.

A ideia virou realidade. Passados sete anos, o projeto Mãos na Massa realizou 16 obras de construção e reforma de casas, escolas e instituições sociais, com a missão de ajudar pessoas com deficiência e em vulnerabilidade social na capital paulista. Neste ano de 2024, duas obras estão em andamento.

A primeira, ainda em 2017, foi para Sidcley e Luciane, um casal com deficiência visual que não conseguia concluir a construção de sua casa, que estava em uma situação insegura. Com a doação de conhecidos e parentes e também com a venda de camisetas e bonés, foi arrecadado o dinheiro necessário para a finalização da obra e para a adaptação da residência.

“Ao longo do tempo, identificamos várias pessoas com necessidades específicas de moradias adaptadas. Realizamos adaptações em portas, reformas de telhados, paredes e pisos. Também construímos novas estruturas e transformamos escadas em rampas, tudo visando proporcionar um lar acessível e atraente para as pessoas que atendemos”, diz Arthur Schahin, 22, ex-aluno do St. Paul’s e fundador do projeto.

Arthur foi um dos idealizadores da iniciativa, aos 15 anos. Hoje ele lidera uma equipe de 13 jovens, entre 16 e 18 anos, que desempenham atividades administrativas como a organização de eventos, a logística e a arrecadação de fundos.

“Nossa missão é transformar jovens em futuros protagonistas incentivando-os a realizarem ações que farão a diferença no mundo. Desenvolvemos a liderança em cada voluntário, ensinando e cultivando valores como: proatividade, dedicação, integridade, transparência e crescimento” acrescenta.

A acessibilidade para pessoas com deficiência está presente no plano municipal de ações e tem como meta manter o compromisso para que novas obras e reformas sejam entregues com o Selo de Acessibilidade Arquitetônica. Mas nas periferias muitas das pessoas com deficiência não têm acesso a moradias adaptadas às suas especificidades.

A arquiteta Célia Schahin abraçou a ideia do filho Arthur e hoje atua como presidente da organização. É responsável pelo planejamento técnico e fiscalização das obras. Os voluntários participam das construções aos sábados, e durante a semana atua uma equipe de profissionais contratados.

Célia afirma que cada projeto se torna único para os envolvidos, e como todo o processo é um desafio.

“Dois projetos foram muito marcantes para nós: a casa do Sidcley, pelo depoimento de um carpinteiro voluntário, e o projeto da Rosângela, uma mulher que encontrei na rodovia Régis Bittencourt, local onde ela perdeu uma perna ao atravessar a via”, relata.

Programas habitacionais em São Paulo

Em São Paulo, o programa Pode Entrar reserva 5% das unidades habitacionais para famílias das quais façam parte pessoas com deficiência.

A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), programa de habitações populares do estado, destina 7% das unidades sorteadas no programa.

A lei federal 10.098/2000, que estabelece diretrizes sobre a acessibilidade de pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida, prevê que todos os programas habitacionais promovidos pelo poder público reservem no mínimo 3% das unidades para esse público.

As casas devem estar adaptadas com itens como puxador horizontal na porta do banheiro, barras de apoio junto ao vaso sanitário e no boxe do chuveiro, torneiras com acionamento de alavanca ou sensor, entre outras medidas.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirma que todos os seus projetos seguem as diretrizes da Norma ABNT NBR 9050 e da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), garantindo acessibilidade nos condomínios. Cita também o programa Residência Inclusiva, que disponibiliza 279 vagas para o acolhimento de jovens e adultos com deficiência que não possuem condições de autossustentabilidade ou de retaguarda familiar.



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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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