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Justiça de SP condena policial por ajudar chefe do PCC – 18/11/2024 – Cotidiano
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Rogério Pagnan
A Justiça de São Paulo condenou um investigador da Polícia Civil paulista a uma pena de quatro meses de detenção, em regime aberto, sob a acusação de ter auxiliado o chefe do PCC Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, a emitir uma segunda via do documento de identidade em plena pandemia.
Fausta é o personagem central na trama que levou à morte do empresário Antônio Vinícius Gritzbach, 38, assassinado no aeroporto internacional de Guarulhos, que delatou ao Ministério Público um suposto esquema de lavagem dinheiro do PCC e, também, esquema de corrupção policial.
Entre os policiais delatados estão equipes de três unidades policiais diferentes: Deic (departamento de combate ao crime organizado), DHPP (homicídios) e 24º DP (Ponte Rasa), na zona leste da capital paulista. O policial condenado Marcelo Ruggieri era investigador chefe do distrito da Ponte Rasa.
Procurado, o advogado do policial, Anderson Minichillo, disse que recorreu da sentença, mesmo considerando que a pena contra o cliente já estava prescrita. “Para que fique bem claro, esse era um documento verdadeiro de Anselmo, não era o documento falso. Era segunda via de documento autêntico e legítimo”, afirmou ele (leia mais abaixo).
A sentença foi proferida pelo juiz Fabricio Reali Zia, do Juízado Especial Criminal, no final do mês passado. A pena de detenção foi, contudo, substituída por medida restritiva de direito e pagamento de quatro salários mínimos (R$ 5.648), valor a ser revertido ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente.
Ruggieri foi condenado pelo crime de advocacia administrativa, quando funcionário público utiliza o seu cargo ou influência para favorecer interesses privados.
Segundo as investigações, Fausta tinha dois RGs: um verdadeiro e um falso, com outro nome. A acusação é que Ruggieri ajudou o líder do PCC a renovar seu documento verdadeiro. A apuração policial aponta que o objetivo do criminoso era conseguir viabilizar uma transação financeira.
Conforme documentos aos quais a Folha teve acesso, Ruggieri esteve na sede do IIRG (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt), na região central da capital, em 23 de abril de 2021, para solicitar ajuda dos colegas para emissão de documento de identidade para Fausta.
Na ocasião, conforme depoimento da investigadora responsável pelo atendimento, Ruggieri apresentou-se como chefe dos investigadores do 24º DP e relatou que tinha um primo que tinha de renovar urgentemente o RG para realizar uma viagem para um país “do Mercosul”.
Na época, conforme explicaria a policial, aquele posto, destinado a atender autoridades, também passou a receber casos urgentes da população, já que outros locais estavam fechados em razão da crise sanitária.
Após a funcionária concordar com o pedido, o suposto primo de Ruggieri foi levado até ela por outro policial do distrito, chamado Rodrigo, e os procedimentos para emissão do documento foram efetivados.
Rodrigo seria identificado posteriormente como Rodrigo Antonio Pescinelli Pires, também investigador do 24º DP à época dos fatos, subordinado de Ruggieri.
Quando Pires estava no balcão com o suposto primo de Ruggieri, o chefe dos investigadores foi para fora da unidade do IIRGD, deixando a dupla sozinha, conforme imagens do local.
Chamada na Corregedoria da Polícia Civil para ajudar no esclarecimento do caso, a investigadora ajudou a identificar a dupla de investigadores.
Em depoimento à Corregedoria, Ruggieri disse que esteve na unidade do IIRGD apenas para agradecer um funcionário pela ajuda em outro caso e que encontrou o colega de distrito na porta unidade por coincidência. Depois disso, foram almoçar.
Também ouvido na investigação, o funcionário (auxiliar de papiloscopia), que Ruggieri teria encontrado, negou tal encontro e disse que nem mesmo conhece o investigador.
Pires não foi condenado porque fez um acordo com a Promotoria.
Ainda conforme documentos do processo, além de levar Fausta para emissão do RG, os próprios investigadores do 24º DP que se encarregaram de ir ao IIRGD para buscar a cédula pronta. Há registro de que eles voltaram nos dias 27, 28 e 29 abril, até o documento ficar disponível.
Ruggieri foi uma vez atrás do documento, e Pires, três vezes, conforme denúncia.
Pires disse no depoimento à Corregedoria que não conhecia Fausta nem imaginava tratar-se de integrante do PCC. Disse que estava em uma mecânica, quando, ao ser questionado, orientou Cara Preta a ir até o IIRGD para tentar tirar segunda via do documento.
Na versão do policial, eles se encontraram no órgão, na tarde do mesmo, casualmente. Pires também alega que se ofereceu a buscar o RG do desconhecido apenas por caridade.
Procurada, a Secretaria da Segurança informou não poder dar informação desse caso por envolver as investigações da morte de Gritzbach.
Fausta acabaria morto em dezembro de 2021. Um dos principais suspeitos do mando da morte era Gritzbach. O empresário teria mandado matar o chefe do PCC para ficar com US$ 100 milhões repassados a ele, e convertidos em criptomoedas.
Em delação premiada, Gritzbach negou envolvimento no assassinato, mas admitiu participar de esquemas de lavagem de dinheiro de criminosos. O empresário também acusa policiais de irregularidades.
A delação é apontada como um estopim para a morte.
O advogado Minichillo, defensor de Ruggieri, nega que ele tenha tentado ajudar o traficante e afirma que seu cliente estava lá por outro motivo, e, por coincidência, encontrou outro colega de distrito.
Prova disso, ainda segundo ele, é que as imagens do local não mostram o investigador ao lado do criminoso do PCC, apenas o outro policial. Ele disse que o cliente é inocente.
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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