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Justiça determina que Epitaciolândia obedeça ao decreto de lockdown

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Em decisão assinada pela presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargadora Waldirene Cordeiro, na tarde desta sexta-feira (19) caiu mais uma vez por terra a pretensão da prefeitura de Epitaciolândia de manter o comércio essencial aberto no fim de semana, em descumprimento ao decreto estadual de lockdown.

Na quinta-feira (18), o município havia obtido decisão favorável da juíza da Comarca de Epitaciolândia, Joelma Ribeiro Nogueira, em relação à autorização do funcionamento dos estabelecimentos comerciais como postos de combustíveis e supermercados durante os fins de semana e feriados em que vigorasse a norma estadual.

A magistrada havia concedido tutela de urgência em favor do município determinando ao Estado do Acre que se abstivesse de tomar qualquer medida que afrontasse, desrespeitasse ou inviabilizasse o decreto municipal editado com o fim de manter aberto o comércio considerado essencial.

No pedido, a defesa argumentou que aos municípios é conferida a competência para tratar de assuntos que afetam diretamente a vida de seus munícipes, a exemplo do funcionamento das atividades locais, além de considerar que não compete ao Estado subjugar todos os entes municipais ao entendimento único no enfrentamento da pandemia.

Desde o começo da polêmica em torno da decisão de Epitaciolândia não aderir ao decreto de lockdown, o prefeito Sérgio Lopes tem justificado que os números da Covid-19 no município têm sido menos graves que a maioria dos demais. E esses dados, com base no Boletim Diário da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), foram usados como fundamentação na ação judicial.

Em janeiro de 2021, Epitaciolândia teve 362 casos positivos de Covid-19, ao passo que em fevereiro de 2021 foram 183. Por sua vez, em março de 2021 foram 31 casos positivos. No que se refere ao número de óbitos, em janeiro de 2021 foram 7 mortes, sendo que em fevereiro de 2021 foram 3 vidas perdidas, e em março apenas 1 morte em decorrência da doença.

Na decisão, a magistrada de Epitaciolândia reconheceu haver conflito entre as normas estadual e municipal, mas considerou que deve predominar a norma municipal por se tratar de direito local. A decisão serviria de alvará para o funcionamento dos comércios e serviços considerados essenciais, nos fins de semana e feriados, enquanto vigorasse o decreto municipal.

Já a decisão favorável ao governo do Acre ocorreu após a Procuradoria Geral do Estado (PGE) entrar com recurso apelando da decisão da Comarca de Epitaciolândia. Com a derrubada da decisão anterior, o prefeito Sérgio Lopes terá que seguir o decreto do governo e determinar o fechamento dos estabelecimentos considerados essenciais.

Segundo o decreto estadual, que entrou em vigor no fim de semana passado, estabelecimentos como restaurantes, lanchonetes, supermercados e similares seguem podendo funcionar apenas com serviço de delivery, sendo proibido qualquer tipo de atendimento presencial ao público, mesmo que seja na modalidade drive-thru e congêneres.

O funcionamento dos postos de combustíveis também estará restrito ao público durante os fins de semana e feriados. As atividades serão limitadas apenas ao abastecimento de veículos oficiais das áreas da Saúde e da Segurança Pública, assim como de veículos que estejam em missão de serviços públicos essenciais, no período de 7 às 10 da manhã.

De acordo com o que informou a assessoria de comunicação da prefeitura de Epitaciolândia, na noite desta sexta-feira, o prefeito Sérgio Lopes não recorrerá mais. Inclusive, foi divulgada uma nota muito breve, minutos depois, comunicando a suspensão do decreto municipal, diante da decisão do Tribunal de Justiça, devendo os comércios cerrarem suas portas no fim de semana.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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