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Justiça libera Cristian Cravinhos para regime aberto – 06/03/2025 – Cotidiano
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Cristina Camargo
A Justiça autorizou Cristian Cravinhos, 49, condenado pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen a mando da filha do casal, Suzane von Richthofen, 41, a cumprir o restante da pena em regime aberto, o que contraria manifestação do Ministério Público sobre o caso.
A juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, de São José dos Campos, determinou a progressão da pena nesta quarta-feira (5), alegando que Cristian mantém boa conduta carcerária, possui situação processual definida, cumpriu o prazo legal para a medida e não registrou faltas disciplinares nos últimos 12 meses.
Segundo a decisão, ele foi beneficiado com várias saídas temporárias e sempre voltou à Penitenciária 2 de Tremembé, onde cumpria a pena.
A juíza afirmou ainda que Cristian foi submetido a exame criminológico e a equipe multidisciplinar que o avaliou opinou de forma positiva para o regime aberto.
“As objeções apresentadas pelo Ministério Público não são aptas a justificar decisão desfavorável, já que ilações subjetivas a respeito da personalidade do apenado, isoladas do contexto, não se afiguram aptas a ensejar negativa de direitos garantidos pela Lei de Execução Penal”, diz trecho da decisão judicial.
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Em janeiro, o promotor Gustavo José Pedroza Silva posicionou-se contra a progressão ao regime aberto, levando em consideração os resultados do teste de Rorschach (teste psicológico) a que o réu foi submetido.
Segundo o Ministério Público, Cristian apresenta traços disfuncionais de personalidade, como rigidez emocional e controle excessivo.
O laudo psicológico mostrou que ele tem dificuldade em lidar com as emoções de forma espontânea e distanciamento emocional.
“Cristian apresenta dificuldade em compreender e integrar suas emoções de maneira objetiva, resultando em reações que são frequentemente influenciadas por fantasias e ideias pouco realistas”, afirma trecho do laudo.
O exame citado pelo Ministério Público mostrou também que o réu conhece as normas sociais, mas não se identifica com elas; apresenta traços de imaturidade e uma percepção da realidade voltada para a sua própria perspectiva do mundo, sem empatia com as outras pessoas.
Cristian foi condenado em 2006 a 38 anos de prisão pelos assassinatos do casal Richthofen. Em 2017 ele chegou a receber autorização para cumprir a pena em regime aberto, mas perdeu o benefício ao tentar subornar policiais após ser acusado de agredir uma mulher, em Sorocaba, no ano seguinte.
Por esse segundo caso, ele foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão.
Cristian terá de comparecer de três em três meses à Justiça para relatar suas atividades; obter uma ocupação lícita; sair para o trabalho às 6h e voltar para casa até as 22h; não mudar de cidade ou de casa sem autorização; e não frequentar bares ou casas de jogos.
No final de 2024, em uma das saídas temporárias da prisão, ele publicou foto nas redes sociais em que aparece em uma casa com enfeites de Natal.
“Mais uma saidinha, se Deus quiser será a última. Feliz Natal para todos”, escreveu.
Suzane e Daniel Cravinhos, 44, irmão de Cristian, também condenados pelo duplo assassinato, já cumprem as penas em regime aberto.
No ano passado, Suzane foi eliminada do concurso público que prestou para trabalhar como servidora do Tribunal de Justiça de São Paulo. Em janeiro deste ano, Daniel Cravinhos casou com a biomédica Carolina Andrade, 26.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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