NOSSAS REDES

ACRE

Kamala Harris discute com Bret Baier sobre imigração em entrevista à Fox News | Notícias das Eleições dos EUA 2024

PUBLICADO

em

Desde os primeiros momentos, a entrevista foi controversa.

Na quarta-feira, a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, concedeu uma entrevista à rede de tendência conservadora Fox News, enquanto a sua campanha tenta atrair eleitores desencantados com o seu rival republicano, Donald Trump.

Mas o apresentador Bret Baier não perdeu tempo em focar no foco da discussão: a imigração.

Ele confrontou-a com um anúncio da campanha de Trump e um vídeo de uma mãe enlutada, testemunhando perante o Congresso sobre a morte do seu filho, alegadamente às mãos de dois imigrantes indocumentados.

Harris, no entanto, destacou que a imigração irregular através da fronteira entre os EUA e o México era uma preocupação muito antes de ela ser eleita vice-presidente em 2021 – inclusive no governo de Trump, um ex-presidente.

“Acho, francamente, que o anúncio da campanha de Trump é um pouco como atirar pedras quando você mora em uma casa de vidro”, disse Harris em resposta ao anúncio de Trump. “Você tem que assumir a responsabilidade pelo que aconteceu em sua administração.”

A vice-presidente Kamala Harris acena no aeroporto Trenton-Mercer em Mercer County, Nova Jersey, antes de partir para Milwaukee na quarta-feira (Jacquelyn Martin/AP Photo)

Imigração é uma questão importante

Uma sondagem realizada na semana passada pelo Pew Research Center revelou que os eleitores nos EUA classificaram a economia como a sua principal questão quando se dirigirem às urnas no dia 5 de Novembro.

Mas completando as cinco principais questões dos eleitores estava a imigração, com 41 por cento dos inquiridos a considerarem-na “extremamente importante” e outros 31 por cento a classificarem-na como “muito importante”.

A imigração tem sido um pilar proeminente nas plataformas dos partidos Democrata e Republicano, com ambos os lados a comprometerem-se a reduzir as passagens irregulares das fronteiras.

Mas a pesquisa da Pew descobriu que Trump parece ter vantagem neste assunto, com 54% dos entrevistados afirmando que ele é o mais capaz de lidar com as políticas de imigração do país.

Esta é uma vantagem que os republicanos têm procurado aproveitar, à medida que a corrida presidencial chega ao fim, faltando menos de três semanas para o fim.

No entanto, Trump e Harris permaneceram praticamente empatados nas sondagens eleitorais em todo o país. O agregador de pesquisas, 270toWin, descobriu que Harris tem uma ligeira vantagem, com uma média de 49,5% contra 47,3% de Trump.

À medida que ela busca avançar ainda mais, a campanha de Harris atraiu os eleitores intermediários, bem como os republicanos fartos da liderança de Trump sobre o partido.

Parte da sua estratégia tem sido obter o apoio de republicanos proeminentes, como o ex-vice-presidente Dick Cheney e a sua filha, a antiga deputada Liz Cheney, uma crítica veemente de Trump no Capitólio.

Ela também prometeu nomear um republicano para seu gabinete se for eleita para a presidência.

Na quarta-feira, por exemplo, essa estratégia estava em plena exibição no condado de Bucks, na Pensilvânia, onde Harris elogiou a natureza bipartidária da sua campanha como uma antítese ao que ela caracterizou como a divisão de Trump.

“Hoje estou acompanhado por mais de 100 líderes republicanos de toda a Pensilvânia e de todo o nosso país que apoiam a minha candidatura à presidência dos Estados Unidos”, disse ela, sob aplausos da multidão. “E estou profundamente honrado por ter o apoio deles.”

Entrevista acalorada

Mas sua recepção foi muito mais fria no estúdio da Fox News, onde Baier destruiu seu histórico em imigração.

A sua pergunta inicial foi directa ao tema da sua entrevista: “Quantos imigrantes ilegais estima que a sua administração libertou para o país nos últimos três anos e meio?”

A administração do presidente cessante Joe Biden, sob o comando de Harris, tem sido persistentemente criticada por supervisionar um aumento nas passagens irregulares da fronteira.

A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, por exemplo, registou um recorde de 2.475.669 “encontros” ao longo da fronteira EUA-México durante o ano fiscal de 2023, embora as suas estatísticas mais recentes tenham sinalizado um declínio significativo nas travessias.

No entanto, Biden tomou medidas para restringir o acesso ao asilo daqueles que atravessam a fronteira sem autorização.

“Bret, vamos direto ao ponto”, respondeu Harris, enquanto ela e Baier lutavam para falar um com o outro. “A questão é que temos um sistema de imigração falido que precisa ser reparado.”

Ela culpou Trump por ter rejeitado um projeto de lei bipartidário sobre imigração em janeiro, o que teria marcado a primeira reforma abrangente nessa área em décadas.

“Eles querem um presidente dos Estados Unidos que não faça jogos políticos com o problema, mas que esteja realmente focado em resolvê-lo”, disse Harris.

Ela também destacou seu histórico como “ex-procuradora-geral de um estado fronteiriço”, processando “tráfico de drogas, armas e seres humanos”.

Mas Baier perseguiu Harris sobre o elevado número de passagens de fronteira sob a administração Biden – e os crimes que ele alegou foram uma consequência.

Estudos têm consistentemente descoberto que os imigrantes indocumentados cometem menos crimes violentos do que os cidadãos nascidos nos EUA. Mas os membros da direita dos EUA, especialmente Trump e o seu companheiro de chapa JD Vance, amplificaram receios infundados de que os migrantes sejam uma ameaça generalizada à segurança pública.

Baier também levantou um argumento semelhante. “Jocelyn Nungaray, Rachel Morin, Laken Riley, são jovens que foram brutalmente agredidas e mortas”, disse Baier, sugerindo que a culpa era da política de imigração. “Você deve desculpas a essas famílias?”

“Deixe-me dizer, em primeiro lugar, que foram casos trágicos. Não há dúvida sobre isso”, respondeu Harris. “Não consigo imaginar a dor que as famílias dessas vítimas sentiram por uma perda que não deveria ter ocorrido.”

“Também é verdade que, se um (projeto de lei) de segurança fronteiriça tivesse sido aprovado há nove meses, seriam nove meses que teríamos mais agentes de fronteira na fronteira.”

Distanciando-se de Biden

Baier também confrontou Harris com a crítica de que, se eleita, sua administração seria uma continuação da de Biden.

Ele observou que na semana passada, no talk show The View, Harris indicou que estava em sintonia com o presidente cessante. Quando um membro do painel do The View lhe perguntou se ela teria feito algo diferente do que Biden fez, Harris respondeu: “Não há nada que lhe venha à mente”.

Harris foi inequívoca em sua resposta a Baier.

“Deixe-me ser muito claro. A minha presidência não será uma continuação da presidência de Joe Biden”, disse ela. “E como todo novo presidente que toma posse, trarei minhas experiências de vida, minhas experiências profissionais e ideias novas e frescas. Eu represento uma nova geração de liderança.”

Harris, de 59 anos, passou grande parte de sua carreira como promotora, antes de subir na hierarquia para se tornar promotora distrital de São Francisco em 2002 e depois procuradora-geral da Califórnia em 2011.

Somente em 2017 ela chegou a Washington, D.C., para servir como senadora dos EUA, abandonando precocemente o mandato para se tornar vice-presidente. Durante a entrevista de quarta-feira, ela procurou tirar vantagem dessa experiência relativamente curta.

“Eu, por exemplo, sou alguém que não passou a maior parte da minha carreira em Washington, DC. Convido ideias, sejam dos republicanos que me apoiam, que estiveram comigo no palco há poucos minutos, e do setor empresarial e de outros que possam contribuir para as decisões que tomo”, disse ela.

O próprio Baier enfrentou críticas após a entrevista. Um ex-assessor de Harris, Symone Sanders Townsend, denunciou posteriormente sua linha de questionamento nas redes sociais.

“O entrevistador não era ele mesmo”, escreveu ela. “Em vez disso, ele foi rude, enganoso e tirou perguntas diretamente de um proverbial comunicado de imprensa de Trump/Vance.”



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

//www.instagram.com/embed.js



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS