ACRE
Khamenei, do Irã, diz que al-Assad derrubou ‘conspiração’ EUA-Israel e culpa ‘vizinho’ | Notícias da Guerra da Síria
PUBLICADO
1 ano atrásem
O líder supremo diz que a inteligência iraniana alertou sobre ameaças de “inimigos”, nega que o “eixo de resistência” esteja enfraquecido pela queda de um aliado importante.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos e Israel de orquestrarem a derrubada do ex-presidente sírio Bashar al-Assadao mesmo tempo que culpa um país “vizinho” da Síria.
“Não deve haver dúvida de que o que aconteceu em Síria foi o resultado de uma conspiração conjunta americano-sionista”, disse Khamenei, abordando a queda de al-Assad pela primeira vez num discurso proferido em Teerão na quarta-feira.
Ao sublinhar que os EUA e Israel foram os principais conspiradores, Khamenei também aludiu ao papel desempenhado por “um estado vizinho da Síria”, segundo a agência de notícias estatal IRNA.
O vizinho tinha um “papel claro e continua a fazê-lo”, disse Khamenei, sem citar o nome do país.
Iraque, Israel, Jordânia, Líbano e Turquia partilham fronteiras com a Síria. Desses vizinhos, Turkiye apoia há muito tempo certas forças da oposição síria.
Khamenei também disse que a inteligência iraniana alertou o governo sírio sobre ameaças à sua estabilidade nos últimos três meses, acrescentando que Damasco “negligenciara o inimigo”.
Golpe no ‘eixo de resistência’
O ataque relâmpago dos rebeldes sírios à capital, Damasco, a partir dos seus redutos no noroeste, pôs fim ao governo de décadas da família de al-Assad.
O Irão e a Rússia apoiaram o governo de al-Assad após a eclosão da guerra em 2011 com apoio militar e político, bem como com combatentes e poder aéreo.
Na terça-feira, o comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, Hossein Salami, disse que não restavam forças iranianas na Síria.
Al-Assad desempenhou durante muito tempo um papel estratégico na guerra liderada pelo Irão.eixo de resistência”contra a influência dos EUA e de Israel na região, que inclui grupos armados.
Falando horas depois de al-Assad ter fugido da Síria no domingo, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que o fim do governo de al-Assad se deveu em parte ao apoio dos EUA à guerra de Israel em Gaza e à sua luta contra o Hezbollah no Líbano, bem como ao apoio a grupos na Síria e Iraque que enfraqueceu o Irão.
Ele também destacou o apoio dos EUA à guerra da Ucrânia contra a invasão da Rússia, que desviou recursos de Moscou, e disse que as forças dos EUA permaneceriam no nordeste da Síria.
Enquanto isso, Israel carregou realizou centenas de ataques aéreos em toda a Síria desde a derrubada de al-Assad, atingindo locais militares importantes, enquanto as suas tropas se deslocaram para uma zona desmilitarizada dentro da Síria, incluindo o lado sírio do estratégico Monte Hermon, com vista para Damasco.
Mas Khamenei disse na quarta-feira que os acontecimentos na Síria não diminuiriam o poder do Irão, rejeitando sugestões de que o país seria enfraquecido como “ignorantes” e argumentando que a resistência iria crescer.
“Quanto mais pressão você aplica, mais forte ela se torna; quanto mais crimes você comete, mais motivado ele fica; quanto mais você os combate, mais expandido ele se torna”, disse ele.
Horas depois da queda de al-Assad, o Irão disse esperar que as relações com Damasco continuem, com base na “abordagem clarividente e sábia” dos dois países e apelou ao estabelecimento de um governo inclusivo que represente todos os segmentos da sociedade síria.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 dia atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
Relacionado
ACRE
Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 dia atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
Relacionado
ACRE
UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 dia atrásem
15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login