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La Niña deve durar pouco, diz organização meteorológica – 06/03/2025 – Ambiente
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Giuliana Miranda
Iniciado no último mês de dezembro, o fenômeno climático La Niña — que favorece a ocorrência de chuvas e de temperaturas mais baixas em várias partes do planeta, inclusive no Brasil — deve ser de curta duração, indicou a mais recente avaliação da OMM (Organização Meteorológica Mundial), vinculada à ONU (Organização das Nações Unidas).
Segundo a entidade, há 60% de probabilidade de que as condições de temperatura do Pacífico Equatorial voltem a ser neutras — sem La Niña ou seu oposto, o El Niño — já durante o período entre março e maio.
A probabilidade de neutralidade das condições aumenta para 70% no período entre abril e junho.
Antes mesmo da confirmação da ocorrência da atual temporada de La Niña, os cientistas da OMM e de outras instituições já vinham alertando que havia sinais de que ela não duraria por muito tempo.
“As previsões sazonais para El Niño e La Niña e os impactos associados nos padrões climáticos e meteorológicos globais são uma ferramenta importante para alertas precoces e ações antecipadas”, disse, em nota, a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, Celeste Saulo.
A líder da OMM destacou a importância econômica e social desse tipo de investigação climática. “Essas previsões se traduzem em milhões de dólares em economia para setores-chave, como agricultura, energia e transporte, além de terem salvado milhares de vidas ao longo dos anos, permitindo a preparação para riscos de desastres.”
O boletim da Organização Meteorológica Mundial indica ainda que a possibilidade de desenvolvimento de El Niño é “insignificante durante o período de previsão”, que vai de março a junho. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que há uma incerteza maior nas previsões de longo prazo feitas agora, por conta também de alterações sazonais já esperadas.
Tanto o El Niño quanto o La Niña são fenômenos naturais que têm impactos temporários no clima e nas precipitações do planeta.
Durante La Niña, há um resfriamento das temperaturas no Pacífico equatorial e central, combinado com alterações na circulação atmosférica tropical, incluindo mudanças nos padrões de chuva, vento e pressão.
Os efeitos variam em todo o mundo, mas, tipicamente, o fenômeno favorece temperaturas mais baixas e o aumento das chuvas em várias regiões.
No Brasil, em geral, há maior precipitação na Amazônia. No Sul do país, por outro lado, a tendência é de redução nas chuvas.
Embora o La Niña contribua para a diminuição das temperaturas em muitos territórios, o fenômeno não é suficiente para suplantar o aquecimento global impulsionado pelo acúmulo de gases de efeito estufa emitidos pelas atividades humanas.
Surpreendendo muitos cientistas, que já esperavam um abrandamento do calor devido à ocorrência de La Niña, o primeiro mês de 2025 foi declarado o janeiro mais quente da história pelo observatório Copernicus, da União Europeia.
Os recordistas anteriores, em janeiros passados, haviam sido anos com ocorrência do fenômeno inverso, o El Niño.
Dados divulgados nesta quinta-feira (6) pelo observatório europeu mostram que fevereiro também registrou temperaturas acima da média.
O mês passado foi o terceiro fevereiro mais quente da série histórica, com temperatura média na superfície do ar de 13,36°C. O resultado ficou 1,59°C acima da média estimada para a era pré-industrial.
As médias de temperatura para o período entre 1850 e 1900, anteriores à queima em larga escala de combustíveis fósseis na Revolução Industrial, são consideradas referência para aferir os impactos do aquecimento global.
Fevereiro de 2025 foi ainda o 19º mês, nos últimos 20 meses, em que a temperatura média global ficou acima de 1,5°C em comparação aos níveis pré-industriais.
Essa cifra, que é a meta preferencial pactuada pela comunidade internacional no Acordo de Paris, é também considerada por cientistas como o limite para conter as piores consequências das mudanças climáticas.
Declarado o ano mais quente da história da humanidade, 2024 foi o primeiro a ultrapassar essa barreira. De acordo com dados do Copernicus, a média de temperatura do ano passado ficou 1,6°C acima da média entre 1850 e 1900.
Cientistas afirmam, contudo, que o limite de 1,5°C de aquecimento ainda não foi definitivamente rompido. Para isso, são necessárias cerca de duas décadas com os termômetros nesse patamar.
Além das mudanças nas temperaturas, as mudanças climáticas também vão deixando outras alterações.
As informações mais recentes divulgadas pelos europeus mostram que, em fevereiro, a cobertura diária global de gelo marinho — que inclui as extensões congeladas nos dois polos do planeta — registrou um mínimo histórico no começo do mês.
Na Antártida, o gelo marinho atingiu sua quarta menor extensão para o mês de fevereiro, ficando 26% abaixo da média.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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