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Lama e insultos lançados enquanto rei espanhol e primeiro-ministro visitam cidade atingida pelas enchentes | Espanha

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Ashifa Kassam

Centenas de pessoas importunaram o rei Felipe e a rainha Letizia de Espanha, bem como o primeiro-ministro e o líder regional de Valência – atirando lama e gritando “assassinos” – enquanto o grupo tentava uma visita oficial a um dos municípios mais atingidos pelo ataque mortal. inundações.

As cenas que ocorreram em Paiporta no domingo revelaram o crescente sentimento de abandono entre as áreas devastadas e a raiva persistente sobre o motivo pelo qual um alerta pedindo aos residentes para não saírem de casa na terça-feira foi enviado depois que as águas das enchentes começaram a subir.

Grande parte da fúria parecia ser dirigida às autoridades eleitas, à medida que soavam os apelos à demissão de Pedro Sánchez, o primeiro-ministro do país, e de Carlos Mazón, o líder regional de Valência.

Sánchez foi evacuado rapidamente enquanto os guarda-costas usavam guarda-chuvas para proteger o grupo da barragem de lama. “O que eles estavam esperando?” perguntou uma pessoa local furiosa ao jornal El País. “As pessoas estão muito irritadas. Pedro Sánchez deveria estar aqui no primeiro dia com uma pá.”

O rei insistiu em continuar a visita, encontrando a certa altura um homem que chorava em seu ombro. Ele também foi confrontado por um jovem que lhe disse que “você nos abandonou”, perguntando por que os moradores tinham sido deixados sozinhos para lidar com as consequências das inundações mortais. “Você está quatro dias atrasado”, disse ele ao rei.

O homem também questionou o rei sobre a razão pela qual o serviço de protecção civil, que é supervisionado pelo governo regional, enviou o alerta horas depois de a agência meteorológica estatal ter alertado sobre a deterioração das condições. “Eles sabiam disso, sabiam disso, mas não fizeram nada”, gritou ele para o monarca. “É uma vergonha.”

Horas depois da visita, o rei Felipe apareceu para tratar do ocorrido.

Falando às autoridades em Valência num vídeo publicado online, ele disse: “É preciso compreender a raiva e a frustração de muitas pessoas, tendo em conta tudo o que passaram, bem como a dificuldade em compreender como funcionam todos os mecanismos quando se trata de as operações de emergência.”

O palácio real espanhol disse mais tarde que os planos do rei de visitar uma segunda cidade duramente atingida na região foram adiados.

A indignação pública surgiu quando o número de mortos nas inundações subiu para 217. Quando a agência meteorológica emitiu novamente um alerta vermelho no domingo, prevendo mais chuva forte na área, os prefeitos dos municípios afetados imploraram às autoridades que enviassem ajuda.

“Estamos muito zangados e devastados”, disse Guillermo Luján, prefeito de Aldaia. “Temos uma cidade em ruínas. Precisamos recomeçar e estou implorando por ajuda. Por favor, ajude-nos.”

Os 33 mil residentes da cidade estavam entre os muitos na região que lutavam com as consequências do inundações ferozes que é considerado o mais mortal da história moderna da Espanha. O número de pessoas desaparecidas permanece desconhecido.

Os seguranças do rei Felipe o protegem da lama jogada por moradores furiosos. Fotografia: Eva Manez/Reuters

Luján disse que sua cidade precisa desesperadamente de maquinário pesado para limpar os veículos e escombros empilhados nas ruas.

O município ainda não tinha confirmado a extensão da devastação, deixando Luján preparado para o pior. Aldaia tem um dos centros comerciais mais visitados da região, com um vasto parque de estacionamento subterrâneo que na terça-feira encheu de água em questão de minutos.

“Neste momento, a parte superior do centro está devastada e o nível inferior é uma terrível incógnita”, Luján contado a emissora RTVE. “Não sabemos o que vamos encontrar. Queremos ser cautelosos, mas veremos. Pode ser doloroso.”

Em Paiporta, a prefeita, Maribel Albalat, descreveu a situação como desesperadora. Dias depois de a ravina da cidade ter transbordado, provocando um dilúvio que causou estragos aos 29 mil habitantes, partes da cidade permanecem inacessíveis, disse ela. “É impossível porque há corpos, há veículos com corpos e estes têm que ser retirados”, disse ela. contado a agência de notícias Europa Press. “Tudo é muito difícil.”

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Albalat disse que o número de mortes subiu para 70 na pequena cidade e deverá aumentar nos próximos dias, à medida que o acesso às garagens subterrâneas for garantido. Na terça-feira, na ausência de qualquer sinal de que esta tempestade seria diferente de qualquer outra, muitas pessoas desceram para suas garagens para levar seus carros para lugares mais altos.

Em cidades inundadas como Alfafar e Sedaví, os prefeitos descrito sentimento abandonado pelas autoridades enquanto as pessoas lutavam para remover a lama de suas casas e limpar as ruas. Em algumas áreas, as pessoas ainda tentavam garantir o fornecimento de electricidade ou um serviço telefónico estável.

As emoções aumentaram durante a visita do rei a Paiporta, que foi devastada pelas recentes cheias, com parte da vila permanecendo inacessível. Fotografia: Manaure Quintero/AFP/Getty Images

Na sexta-feira, as imagens catastróficas destes municípios levaram a uma demonstração de solidariedade, enquanto milhares de voluntários de áreas menos afetadas caminhavam até aos locais mais atingidos carregando pás, vassouras e mantimentos. No sábado, milhares de pessoas apareceram na Cidade das Artes e das Ciências de Valência, que tinha sido transformada às pressas no centro nevrálgico da operação de limpeza.

O prefeito de Chiva, onde na terça-feira choveu quase um ano em oito horas, disse que a situação era uma “montanha-russa” para os 17 mil moradores.

“Você vê tristeza, o que é lógico, visto que perdemos nossa cidade”, disse Amparo Fort aos repórteres. “Mas, por outro lado, é animador ver a resposta que recebemos de todos… há uma onda real e humana de voluntários, especialmente de jovens.”

Policiais montados tentam dispersar a multidão durante a visita do rei a Paiporta. Fotografia: Biel Aliño/EPA

Sánchez disse 10.000 soldados e policiais seriam mobilizados para ajudar no que descreveu como “a pior inundação que o nosso continente já viu neste século”.

Ele reconheceu que a ajuda demorou a chegar onde era mais necessária. “Tenho consciência de que a resposta que estamos a montar não é suficiente. Eu sei disso”, disse ele. “E eu sei que há graves problemas e carências e que ainda existem serviços em colapso e cidades soterradas pela lama onde as pessoas procuram desesperadamente os seus familiares, e pessoas que não conseguem entrar nas suas casas, e casas que foram enterradas ou destruído pela lama. Sei que temos que fazer melhor e dar tudo de nós.”

Os cientistas dizem que a crise climática provocada pelo homem está a aumentar a duração, a frequência e a intensidade dos fenómenos meteorológicos extremos. O aquecimento do Mediterrâneo, que aumenta a evaporação da água, desempenha um papel fundamental no agravamento das chuvas torrenciais, afirmaram também os especialistas.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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