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‘Larissa: O Outro Lado de Anitta’: como é doc da Netflix – 05/03/2025 – Thiago Stivaletti
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10 meses atrásem
Em 1991, estreava “Na Cama com Madonna”, filme que mudou a maneira de se filmar a vida pessoal das celebridades e foi na época o documentário de maior bilheteria da história. É nessa fonte que bebe “Larissa: O Outro Lado de Anitta“, que a Netflix estreia na quinta (6).
É preciso admitir: Anitta encontrou um belo dispositivo para o seu filme pessoal. Convidou Pedro Cantelmo, seu primeiro namorado de infância, aos 12 anos, para codirigir o filme. O reencontro reacende a conexão afetiva e sexual de um pelo outro, borrando as fronteiras do pessoal e do profissional. Nada mais Anitta do que isso.
Cantelmo filma Anitta muitas noites em seu quarto de hotel, em cidades diferentes. Como Madonna em seu filme, ela aparece em momentos supostamente íntimos na cama, flertando com o diretor, mas com o cabelo e a make impecáveis de um comercial de perfume.
Porém, nem tudo é artifício: para os fãs, será um prazer vê-la flertando com o ex, fazendo carinhas infantis como se voltasse a ter 12 anos, oscilando entre a criança e a mulher sedutora.
Talvez o roteiro de Maria Ribeiro insista tempo demais numa suposta dualidade entre Larissa e Anitta, como se fossem duas personalidades distintas que quase nunca se encontram no mesmo corpo. Mas há também muita informação interessante para entender a estrela.
Quando criança, ela se achava feia, mas não sem carisma, consolidando a autoestima forte que é uma de suas marcas registradas. O filme também dá inúmeras provas de quanto Larissa é ligada à família, mandando áudios constantes ao pai, à mãe, ao irmão e às tias de qualquer parte do mundo.
Claro, o documentário não deixa de sublinhar as marcas que fazem dela a maior estrela do Brasil hoje: a primeira artista brasileira a alcançar o Top 1 Global do Spotify e a primeira a se apresentar no palco principal do Coachella, entre outras.
Infelizmente, dois dos traços mais marcantes da sua personalidade merecem pouco espaço: sua vida sexual livre e independente (“Fico com quem me faz bem. Pode ser o garçom, o flanelinha, o porteiro do prédio. Então… não me interessa”, ela diz num dado momento) e sua militância feminista ligada a esse comportamento (“se fosse um homem rico e famosão que pegou uma garota muito linda da roça, todo mundo ia achar legal”).
A NOVA CARMEN
A maior prova de inteligência e autoconsciência do seu lugar na cultura brasileira vem de uma referência que volta e meia aparece: Carmen Miranda. Em uma das cenas, ela diz a um colega, sem falsa modéstia, que ela é a brasileira de maior sucesso no exterior desde a Pequena Notável, que lotava teatros imensos na Broadway e morreu em 1955.
Uma foto de Carmen estampa a tela inicial do seu celular. Em uma turnê, ela carrega a incontornável biografia de Ruy Castro sobre a diva.
E é a Carmen que ela se compara quando sente que caiu na mesma armadilha do sucesso, chegando a uma exaustão inédita em sua vida, depois de tentar emplacar um hit atrás do outro. Quando Carmen morreu, de ataque cardíaco, tinha apenas 46 anos. Sagaz, Anitta percebe o paralelo e decide corrigir a rota de um trem que já estava a mil por hora.
A SÁBIA DA MONTANHA
Em 2022, a cantora recebeu o diagnóstico de Epstein-Barr, mais conhecida como a “doença do beijo”, mononucleose infecciosa que causa tosse, febre e dor nas articulações, entre outros sintomas. A doença não é citada no documentário da Netflix, e sim sua viagem ao Everest como esforço para se afastar das pressões do dia-a-dia.
Mesmo com o guia dizendo que ali todos são iguais, Anitta não é qualquer uma: logo começa a tecer metáforas sobre como a escalada de uma montanha é igual à do sucesso. É já nessa reta final que o documentário perde força, recorrendo à velha narrativa da celebridade que se espiritualiza e descobre que é apenas um ser humano comum, e que “a gente pode ser feliz sem hits”.
No fim, o retrato de Larissa só reforça a Anitta que gostamos de ver nos clipes e nos palcos. Não tinha como ser diferente. É sobre isso, e tá tudo ótimo para quem sabe dar valor à maior estrela brasileira do momento.
“Larissa – O Outro Lado de Anitta”
Estreia nesta quinta (6) na Netflix
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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
23 de dezembro de 2025Notícias
publicado:
23/12/2025 07h31,
última modificação:
23/12/2025 07h32
Confira a nota na integra no link: Nota Andifes
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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.
Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.
Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”
A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”
O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”
A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”
Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”
Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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18 de dezembro de 2025A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.
A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.”
Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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