ACRE
Legisladores dos EUA instam o governo Biden a suspender as armas ofensivas contra Israel | Notícias do conflito Israel-Palestina
PUBLICADO
2 anos atrásem
Vinte Democratas apelam à defesa das leis dos EUA que proíbem armar países que bloqueiam a assistência humanitária.
Washington, DC – Vinte legisladores democratas nos Estados Unidos instaram a administração do presidente Joe Biden a suspender a transferência de armas ofensivas para Israel, observando que o governo israelense não cumpriu as exigências dos EUA de mais ajuda para entrar em Gaza.
Numa carta dirigida ao Secretário de Estado Antony Blinken na terça-feira, os membros do Congresso apelaram a Washington para que defendesse as suas próprias leis que restringem a ajuda militar a países que cometem crimes de guerra e bloqueiam a assistência humanitária apoiada pelos EUA.
“Acreditamos que continuar a transferir armas ofensivas para o governo israelita prolonga o sofrimento do povo palestiniano e arrisca a nossa própria segurança nacional, enviando uma mensagem ao mundo de que os EUA aplicarão as suas leis, políticas e direito internacional de forma selectiva”, lê-se na carta. disse.
Acrescentou que a omissão de acção prolongaria a guerra do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, contra Gaza, “isolando Israel na cena internacional e criando ainda mais instabilidade na região”.
A carta foi liderada por Summer Lee e Greg Casar, que foi recentemente eleito para liderar o Congressional Progressive Caucus no próximo ano, sucedendo Pramila Jayapal.
É pouco provável que a pressão convença Biden e Blinken, que prometeram repetidamente o seu apoio “firme” a Israel, a mudar de rumo. Mas sublinha a persistente pressão progressiva sobre a administração dos EUA relativamente à sua política para o Médio Oriente.
Também destaca Casar como um crítico de Israel antes de se tornar presidente do influente Progressive Caucus.
Hoje, estou liderando 20 membros do Congresso para exigir que o administrador Biden retenha armas ofensivas aos militares israelenses.
A lei dos EUA é clara: se o governo de Netanyahu não permitir a entrada de alimentos e medicamentos suficientes em Gaza, os EUA não poderão enviar armas. pic.twitter.com/NHhhZMuGt1
– Congressista Greg Casar (@RepCasar) 17 de dezembro de 2024
A declaração do Congresso concentra-se na administração Biden ultimato a Israel em Outubro, quando responsáveis dos EUA alertaram Israel numa carta para permitir o fluxo de ajuda humanitária para Gaza no prazo de 30 dias ou enfrentaria consequências.
Embora vários grupos humanitários tenham afirmado que Israel não conseguiu cumprir as condições delineadas por Washington para melhorar a situação em Gaza, a administração Biden disse após o prazo que continuaria a fornecer armas para Israel.
“Embora Israel tenha feito progressos nominais em algumas áreas, falhou esmagadoramente no cumprimento dos padrões mínimos estabelecidos na própria carta da Administração”, escreveram os legisladores.
Por exemplo, as autoridades dos EUA exigiram a permissão de 350 camiões de ajuda para o território palestiniano sitiado. Mas uma média de 42 camiões foram autorizados a entrar em Gaza diariamente durante o período de 30 dias.
De facto, grupos humanitários – incluindo o Conselho Norueguês para os Refugiados, a Oxfam, a Refugees International e a Save the Children – acusaram Israel de tomar “acções que pioraram dramaticamente a situação no terreno, particularmente no norte de Gaza” após o aviso dos EUA.
“Israel não cumpriu as exigências do seu aliado – com um enorme custo humano para os civis palestinianos em Gaza”, afirmaram os grupos numa declaração conjunta no mês passado.
Um bloqueio sufocante israelita trouxe uma fome mortal a Gaza. A guerra, que destruiu grandes partes de Gaza, matou mais de 45 mil pessoasde acordo com as autoridades de saúde locais.
Especialistas das Nações Unidas e vários grupos de direitos acusaram Israel de cometer genocídio em Gaza – um esforço para destruir parcial ou totalmente o povo palestiniano.
O Tribunal Penal Internacional emitiu no mês passado mandados de prisão para Netanyahu e o seu antigo Ministro da Defesa, Yoav Gallant, por suspeitas de crimes de guerra em Gaza, incluindo o uso da fome como arma de guerra.
Mas os EUA permaneceram inabaláveis no seu apoio ao seu aliado. Um estudo recente da Brown University estimado que a administração Biden forneceu US$ 17,9 bilhões para Israel para ajudar a financiar o primeiro ano da guerra em Gaza.
A carta do Congresso de terça-feira coincidiu com a ajuizamento de ação judicial pelos palestinianos em Gaza, na Cisjordânia e nos EUA com o objectivo de obrigar Washington a pôr fim ao apoio militar às unidades do exército israelita envolvidas em violações dos direitos humanos.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
Relacionado
ACRE
Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
Relacionado
ACRE
Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login