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Líderes dão o impulso final para um tratado sobre poluição plástica em negociações na Coreia do Sul | Notícias sobre a crise climática

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Os negociadores estão reunidos em Busan, na Coreia do Sul, esta semana, num esforço final para forjar um tratado para enfrentar a crise global da poluição plástica.

“Devemos acabar com a poluição plástica antes que a poluição plástica acabe conosco”, disse Kim Wan-sup, ministro do Meio Ambiente da Coreia do Sul, durante a sessão de abertura na segunda-feira.

Liderados pela Noruega e pelo Ruanda, 66 países, mais a União Europeia, afirmam querer abordar a quantidade total de plástico na Terra, controlando a sua concepção, produção, consumo e eliminação.

Vários países, incluindo nações insulares duramente atingidas pela poluição plástica, estão a pressionar por um acordo mais ambicioso que aborde o crescimento desenfreado da produção de plásticos, a maioria dos quais são feito a partir de combustíveis fósseis.

Mas os países e empresas produtores de petróleo e de plástico querem que o acordo se concentre mais em medidas de reciclagem, apesar de menos de 10% dos 400 milhões de toneladas de plástico produzidos todos os anos serem actualmente reciclados, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente.

Isso deixa centenas de milhões de toneladas de plástico que podem acabar em aterros ou incineradores, ou em ambientes naturais em qualquer lugar, desde o fundo do mar até os picos das montanhas. Monte Everest.

Convidados se reúnem antes da abertura da Quinta Sessão do Comitê Intergovernamental de Negociação da ONU sobre Poluição Plástica em Busan na segunda-feira (Anthony Wallace/AFP)

‘Você não pode reciclar para sair deste problema’

A Micronésia, nação insular do Pacífico, está a ajudar a liderar uma iniciativa, denominada Ponte para Busan, que reconhece que “o ciclo de vida completo dos plásticos inclui a produção de polímeros plásticos primários”.

Países insulares, como a Micronésia, enfrentam grandes quantidades de resíduos plásticos de outros países que chegam às suas costas, juntamente com os efeitos das alterações climáticas, para as quais a indústria dos plásticos também contribui. De acordo com um análise pela Carbon Brief, os plásticos causam atualmente mais de três vezes as emissões de gases de efeito estufa da aviação.

“Achamos que é o cerne do tratado ir a montante e chegar ao problema na sua origem”, disse Dennis Clare, consultor jurídico e negociador de plásticos para a Micronésia.

“Há um slogan: ‘Você não pode reciclar para sair deste problema.’”

sacos plásticos são organizados em uma obra de arte
Uma instalação artística que retrata o interior de uma baleia forrada com resíduos plásticos, em Busan, na segunda-feira (Anthony Wallace/AFP)

Do outro lado estão países, em grande parte produtores de petróleo como a Arábia Saudita e a Rússia, que querem um enfoque a jusante apenas nos resíduos.

“A realidade é que muitos países não se veem representados neste documento”, alertou o chefe da delegação da Arábia Saudita, Eyad Aljubran, falando em nome do grupo árabe.

A chave para qualquer acordo será a China e os Estados Unidos, nenhum dos quais se aliou abertamente a nenhum dos blocos.

No início deste ano, Washington aumentou as esperanças entre os ambientalistas ao sinalizar apoio a alguns limites à produção, uma posição que está agora a ser rejeitada.

Os defensores de um acordo mais ambicioso também estão preocupados com o facto de as empresas que produzem plásticos terem influenciado as negociações.

Um recente investigação do Greenpeace descobriu que os membros de uma iniciativa liderada pela indústria, conhecida como Aliança para Acabar com os Resíduos Plásticos, produziram 1.000 vezes mais plástico do que o esquema limpou, apesar de um investimento de 1,5 mil milhões de dólares desde 2019.

Os membros da iniciativa incluíam grandes empresas petrolíferas e químicas de toda a cadeia de abastecimento de plásticos, incluindo as gigantes petrolíferas ExxonMobil, Shell e TotalEnergies, que produzem os produtos químicos básicos utilizados em embalagens plásticas e outros produtos, disse o Greenpeace.

A aliança foi lançada pelo Conselho Americano de Química (ACC), uma importante associação comercial de plásticos, para “mudar a conversa – longe das proibições simplistas de curto prazo do plástico”. Tem tido uma “presença significativa” nas negociações globais sobre tratados de plásticos da ONU, de acordo com o Greenpeace.

A quinta e última sessão do Comitê Intergovernamental de Negociação da ONU sobre Poluição Plástica deverá terminar no sábado.

Abrindo a reunião na segunda-feira, o diplomata equatoriano que presidiu as negociações alertou as nações que a conferência tratava “muito mais do que redigir um tratado internacional”.

“Trata-se da humanidade crescendo para enfrentar um desafio existencial”, disse Luis Vayas Valdivieso.



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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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