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Limpeza noturna do cérebro depende de microalertas – 16/01/2025 – Suzana Herculano-Houzel
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Graças ao investimento do governo dinamarquês em pesquisa, hoje sabemos que o sono tem uma função primordial, em vez de servir meramente como um bônus para a memória ou o descanso de corpo e mente. É nesse estado que a faxina diária do cérebro acontece, como mostrou em 2013 o laboratório da neurocientista dinamarquesa Maiken Nedergaard.
Neurônios, como todas as outras células do corpo, produzem lixo, que eles excretam no líquido que banha as células. No corpo, esse líquido cheio de sujeira celular é coletado pelos vasos linfáticos, que o devolvem ao sangue, onde a sujeira chega aos rins e é excretada.
O cérebro, no entanto, não tem vasos linfáticos óbvios como o resto do corpo. No cérebro, os metabólitos (nome chique do lixo produzido pelo metabolismo dos neurônios) vão se acumulando no líquido cefalorraquidiano —ou líquor, para facilitar— que envolve os neurônios. Como pouco líquor circula no estado acordado, metabólitos, como adenosina, se acumulam… até que eles mesmos causam a mudança de estado do cérebro, da vigília para o sono.
No cérebro agora adormecido, o espaço entre os neurônios se amplia, o líquor circula mais livremente, e leva com ele os metabólitos acumulados, até que eventualmente, agora limpo, o cérebro acorda… e começa tudo outra vez.
Curiosamente, o líquor que lava os detritos dos neurônios deixa o cérebro não pelo interior dos vasos sanguíneos, onde o sangue circula, mas ao longo desses vasos. É como se todo o lixo produzido dentro da sua casa corresse por fora dos canos que trazem água limpa, sem precisar de um canal próprio.
Mas, se corre por fora dos vasos sanguíneos, o que impele o retorno do líquor que lava o cérebro?
Nedergaard voltou à carga com um daqueles estudos que só primeiro mundo que entende a razão de se fazer ciência pode contribuir à humanidade.
O estudo, que aparece na revista Cell, é um show de bom uso de alta tecnologia, começando pela criação de camundongos cujo fígado secreta albumina verde fluorescente no sangue, cujo fluxo então pode ser visualizado com uma fibra ótica inserida no cérebro. Ao mesmo tempo, tinta fluorescente vermelha injetada no líquor permite ver esse líquido correndo por fora dos vasos sanguíneos.
O grupo já sabia que o aumento do fluxo de líquor durante o sono resulta do silenciamento de neurônios no locus coeruleus, o “lugar azul” do cérebro, que param assim de liberar noradrenalina. Por outro lado, durante o sono, esses neurônios ainda produzem surtos minúsculos de noradrenalina, substância sabidamente vasoconstritora. No novo estudo, o laboratório demonstra que, mais ou menos uma vez por minuto, um micro-surto de noradrenalina espreme os vasos sanguíneos do cérebro e impele o líquor adiante.
Durante o sono, esses micro-surtos correspondem a micro-despertares. Curiosamente, dar zolpidem (droga usada para aliviar a insônia) aos camundongos aumenta o número de micro-despertares, mas suprime os micro-surtos de noradrenalina, e com isso reduz a taxa de limpeza do lixo que se acumula no cérebro.
Antes que usuários de zolpidem (conheço duas…) se apavorem e larguem o remédio, é bom lembrar que talvez seja exatamente por tornar mais lenta a limpeza do cérebro que ele prolonga o sono. Depois, insônia é o maior preditor de demência precoce, então o benefício do sono pode valer os riscos ainda desconhecidos do zolpidem. Somente mais ciência dirá.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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