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Lisboa tem enoturismo fácil, com vinhos de praia e históricos – 25/10/2024 – Isabelle Moreira Lima

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Entre as coisas que fazem de um vinho especial está conhecer seu lugar de origem e descobrir sua história através das pessoas que o fazem. Mas há um complicador: para isso, além de viajar, é preciso ter dinheiro, tempo e disposição para encarar roteiros de muitos quilômetros e pouca distração para além do vinho. Se seus companheiros de viagem não estão na mesma vibe, já era. A não ser que o destino seja Lisboa.

Embora não seja lembrada como um destino produtor de vinhos, a capital de Portugal é hoje uma macrorregião vitivinícola que substitui o que por muito tempo foi chamado de Estremadura (não confundir com a Extremadura espanhola). Ainda hoje é raro ler Lisboa num rótulo, sendo mais comuns os nomes das sub-regiões como Bucelas e Colares, por exemplo. Mas vire a garrafa e olhe o contrarrótulo e lá estará o selo da comissão vitivinícola da região, CVR Lisboa.

Para dar uma ideia do quão surpreendente esse passeio “enourbano” pode ser, começo por Bucelas, que fica a 30 minutos de carro do centro de Lisboa. Em uma visita às Caves Velhas, hoje chamada de Enopoint, fiz uma prova de seus brancos muito secos e minerais feitos com Arinto e pude constatar que a fama é justificada por um vinho delicioso e complexo e com um poder de envelhecimento fantástico.

A 40 minutos também do centro para o oeste, um pouco depois de Sintra, chega-se à praia de Colares. Ali, onde o surf é popular, fazem brancos e tintos com uma salinidade surpreendente. As uvas são plantadas na areia, o que, com o vento marítimo intenso, torna a viticultura difícil, quase heroica. Uma curiosidade é que esse terroir praiano protegeu a região da filoxera, a praga que dizimou vinhedos em toda a Europa no século 19. Quando o mosquito tentava cavar um túnel, a areia colapsava e impedia sua entrada.

Em Colares, uma visita agendada à pequeníssima Haja Cortezia pode oferecer um almoço autêntico e familiar, preparado e servido pelos produtores do vinho na sala ao lado dos lagares onde as uvas são pisadas. Embora os brancos sejam muito festejados, não deixe de provar os tintos leves e muito florais de vinhas velhas plantadas em field blends (prática portuguesa em que diversas castas são plantadas juntas para fazer o corte já na terra), além do varietal autóctone Ramisco. Vale ainda dar um pulo em Azenhas do Mar, uma praia de visual dramático, com direito a penhasco e casas branquíssimas.

Outra ideia é pegar uns pastéis de nata na Torre de Belém e seguir por mais 17 minutos a Carcavelos, onde está um dos vinhos doces mais especiais de Portugal. Em Oeiras é feita uma bebida equilibrada e cheia de nuances com notas aromáticas que vão do caju à avelã, uma joia que é fruto de um projeto público da prefeitura, o Villa Oeiras.

Agora, se nem carro você quer pegar, a dica é visitar a Adega Belém, que também fica pertinho da torre e produz vinhos de baixa intervenção e alta personalidade, com uvas produzidas no entorno da cidade. O pét-nat Frau Cláudia 2023, elaborado com Moscatel Graúdo da Península de Setúbal, é bem seco, turvo e faz uma mousse de encher a boca. Se estiver por lá, não deixe de provar e bater um papo com Catarina Moreira, que junto ao marido David Picard faz todos os vinhos.

Vai uma taça? De Lisboa, o Porta 6 branco (R$ 65 na DolceVino) é feito pelo mesmo enólogo do Haja Cortezia. O Confidencial (R$ 96 na Toque de Vinho), da Casa Santos Lima, é um tinto bem redondo e aveludado. Já o Bucellas Caves Velhas Branco 2021 (R$ 129 na Barrinhas) é para os pacientes: comprar, guardar e esperar alguns anos para fazer o teste da longevidade.


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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física-interna.jpg

A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre

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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos-interna.jpg

Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.

A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.

Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.

 



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Curso de Ciências Contáveis realiza evento sobre IA e deepfakes — Universidade Federal do Acre

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O curso e o Centro Acadêmico de Ciências Contábeis, da Ufac, promoveram o evento de extensão Inteligência Artificial (IA), Regulação de Deepfakes e Formação Cidadã, em 9 e 10 de julho, no bloco do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas. Nesse período, estudantes, professores e interessados no assunto realizaram troca de experiências, além de debates sobre temas atuais para cidadania e o exercício profissional.

A programação contou com palestra de Virgilio Viana, a qual proporcionou aos participantes reflexões sobre os desafios e as oportunidades decorrentes das transformações tecnológicas na sociedade contemporânea. Também ocorreram três oficinas: O Perfil Profissional para a Gestão Pública, ministrada por Esteferson Rocha; Cartão de Crédito: Aliado ou Vilão?, ministrada por Gilvanete Pereira; e Inteligência Emocional, ministrada por Jordeane Oliveira

Os professores Marconde Silva e Oleides Oliveira organizaram o evento, que, segundo eles, reafirmou o compromisso do curso de Ciências Contábeis com a promoção de ações de extensão que integram ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a sociedade.

 



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