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Locação de escritórios de alto padrão bate recorde em 2024 – 17/01/2025 – Mercado

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Diego Felix

O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo bateu recorde de ocupação em 2024 e encerrou o ano com uma taxa de vacância de 20,8%, segundo dados da consultoria Newmark. Em 2023, o índice ficou em 23,3%, e os bons números do setor indicam que a retomada dos escritórios deve seguir em ritmo de expansão ao longo deste ano.

A atividade de locação alcançou o maior registro da série histórica, fechando o ano com uma absorção líquida acumulada (a diferença entre o volume de novas locações e devoluções de imóveis) em 23%, chegando a 308 mil m² —maior registro desde 2017.

Para a consultoria, o resultado é a consolidação de um cenário de recuperação no período pós-pandemia, impulsionado pelo retorno presencial das empresas.

Os escritórios de alto padrão se diferenciam dos escritórios comuns por oferecerem elementos como design sofisticado, acabamento em alto nível, localização em espaços estratégicos da cidade, além de receberem instalações de alta tecnologia e bons serviços agregados em geral.

O relatório da Newmark indica que no último trimestre o volume de novo estoque entregue pelo setor imobiliário executivo foi o maior do ano, e, mesmo assim, a taxa de vacância continuou caindo.

Com o aumento da demanda, os valores negociados subiram, em média, 15% entre um ano e outro, saindo de R$ 95 o m² para R$ 110 o m². Esse foi outro recorde batido no setor, que não chegava a esse patamar de valores desde 2013.

Em regiões consideradas estratégicas e onde estão as principais empresas do setor financeiro, como Itaim, Faria Lima e Juscelino Kubitschek, o valor do metro quadrado ultrapassou os R$ 270, podendo chegar a R$ 380 em algumas dessas regiões.

Áreas alternativas, com o metro relativamente mais barato e que oferecem fácil acesso aos funcionários, como todo o eixo da marginal Pinheiros, concentraram 44% da absorção líquida de toda a cidade. Os outros 56% estão espalhados pelas regiões com metro quadrado mais caro (Itaim, Jardins, Faria Lima, entre outras).

O grupo WPP, que atua no setor de publicidade, fez a maior transação do ano com um prédio entregue sob medida pela Brookfield, na Vila Leopoldina (dentro do eixo Marginal). São quase 39 mil m² de área total transacionada.

“Os números de 2024 fortalecem a confiança dos proprietários de que a atividade seguirá forte em 2025, com a demanda crescente sendo atendida tanto pela forma atual quanto pelos novos empreendimentos em desenvolvimento, além de uma valorização consistente nos preços”, diz a Newmark.

Os dados de São Paulo se descolam de grandes capitais como o Rio de Janeiro, por exemplo, onde a taxa de vacância é muito maior, apesar de ter caído de 32,6% no final de 2023 para 28,4% em dezembro, o menor nível em 8 anos.

Na capital fluminense a demanda depende, principalmente, dos setores governamentais e de empresas de óleo e gás.

Enquanto o estoque total de escritórios de alto padrão fica em torno de 5,6 milhões de m² em São Paulo, no Rio esse volume é de 2,2 milhões m² —cenário que permaneceu inalterado desde 2023.

Não existem novos empreendimentos programados para entrega no médio e longo prazo no Rio, segundo a Newmark, o que deve levar a uma queda gradativa na vacância e aumento nos preços do metro quadrado, atualmente em R$ 74.

Em São Paulo, o mercado imobiliário de escritórios de alto padrão pretende entregar 270 mil m².

INCERTEZAS

O único porém nas análises das principais consultorias do mercado está nas incertezas do cenário político-econômico, que pode influenciar os planos de crescimento e, principalmente, de investimento das empresas.

Dennys Andrade, head de market research e business intelligence da Cushman & Wakefield afirma que o setor seguiu em alta mesmo com o conturbado cenário financeiro e fiscal do país. O problema para este ano está nos juros, que devem manter trajetória de alta e impactar toda a tomada de decisões das empresas do setor imobiliário, cujos custos operacionais encarecerão.

“Em um ambiente de instabilidade política, o grau de previsibilidade e confiança no mercado diminui, levando as empresas a adotarem uma postura mais conservadora, adiando decisões importantes à espera de melhores condições mercadológicas e certas”, diz Andrade.

O analista da Cushman também afirma que segmentos de empresas do mercado financeiro e de serviços, que se revezaram na liderança dos maiores locadores da região, devem seguir locando em maior quantidade ao longo do ano.

Além dos dois setores, empresas que costumam fazer grandes locações pontuais, como as de tecnologia da informação, comunicação, cuidados médicos e de saúde também despontam como os principais locatários no mercado

Para a consultoria Colliers, outra tendência para o ano são os alugueis de espaços com baixa metragem, que comportam empresas com demandas menores e possuem valores mais atrativos. Essa movimentação de mercado vai ajudar a manter a taxa de vacância em queda.



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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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