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Emma Raducanu sai do Aberto da Austrália após derrota para a implacável Iga Swiatek | Aberto da Austrália 2025
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Tumaini Carayol at Melbourne Park
Nos últimos anos do tênis profissional, a visão de Iga Swiatek aniquilando outro adversário pobre e indefeso tornou-se tão certa quanto o sol nascerá. Quando o jogo de Swiatek está fluindo e sua mente está clara, a qualidade combinada de sua violenta rebatida de bola, capacidade atlética e foco incansável é tão grande que, em algum momento ou outro, ela rendeu quase todos os melhores jogadores do mundo como espectadores em sua própria partida.
Na tarde de sábado, no Melbourne Park, foi a vez de Emma Raducanu suportar uma experiência tão desagradável. Raducanu representou uma figura solitária e solene em um dos maiores estádios de tênis do mundo, enquanto estava completamente indefesa diante de um Swiatek supremo, que impiedosamente abriu sua padaria para chegar à quarta rodada do Aberto da Austrália com uma vitória dominante por 6-1 e 6-0.
Em seu primeiro torneio da temporada, depois que espasmos nas costas afetaram significativamente sua preparação de pré-temporada, Raducanu chegou à terceira rodada do Aberto da Austrália pela primeira vez em sua carreira com duas vitórias sólidas em dois sets sobre Ekaterina Alexandrova, a 26ª semente e Amanda Anisimova. Em ambas as vezes, a jovem de 22 anos demonstrou seu espírito de luta e senso de campo contra um adversário ultra-agressivo, mas inconsistente, manobrando-o para avançar.
Mas chega um momento em que nenhuma luta pode substituir a qualidade pura da rebatida e a capacidade de manter um nível de jogo consistentemente alto. Desde que alcançou o primeiro lugar, há quase três anos, Swiatek tem sido a porta-estandarte do tênis feminino e a jovem de 23 anos se colocou no caminho da grandeza de todos os tempos. Nunca houve dúvida de que Swiatek, pentacampeão de Grand Slam, iria aparecer e produzir um alto nível na Rod Laver Arena. A questão era o que exatamente Raducanu poderia fazer para dificultar sua vida.
Nas primeiras trocas, à medida que os dois jogadores se acalmavam, Raducanu teve alguns motivos para estar positivo. Apesar de enfrentar dois break points em seu jogo de serviço de abertura, Raducanu mostrou sua força atlética e habilidade de inverter pontos da defesa para o ataque, absorvendo o ritmo significativo de Swiatek e então revidando enquanto segurava o saque por 1-1.
Essa esperança seria passageira. Conforme Swiatek rapidamente encontrou seu alcance, ela sufocou Raducanu completamente na linha de base. O saque de Raducanu logo estava completamente sob ataque, a polonesa dizimou o dócil segundo saque de Raducanu e acertou quase todos os retornos do primeiro saque com profundidade e ritmo excepcionais, permitindo-lhe tomar imediatamente a iniciativa em todos os pontos. Swiatek também sacou extremamente bem – ela não enfrentou um único break point – e dominou completamente a linha de base com seu ritmo e peso de chute muito superiores.
Com a partida inteiramente nas mãos de Swiatek até o final, Raducanu parecia extremamente fraco e completamente sem ideias. Quando Raducanu tentou recuperar a iniciativa de Swiatek, balançar com liberdade e mirar nas linhas, sua contagem de erros continuou a aumentar. Sempre que ela tentava pacientemente construir o ponto, como é sua abordagem habitual, não demorava muito até que um forehand pesado e topspin passasse por ela como um vencedor limpo.
Enquanto Swiatek avançava por 11 jogos consecutivos rumo à vitória, um grito alto e encorajador veio de um espectador: “Sem piedade!” Não foi realmente necessário. Swiatek há muito se estabeleceu como uma pioneira incomparável, sempre implacável até o fim. Como sempre faz, Swiatek não deixou nada ao acaso ao correr até a linha de chegada, deixando seu oponente completamente derrotado comendo poeira.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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