ACRE
Loucuras e pesadelos de verão – 14/01/2025 – Mirian Goldenberg
PUBLICADO
1 ano atrásem
Minhas queridas amigas “Avós da Razão” —Sonia, de 87 anos, e Gilda, de 82—, postaram um vídeo no Youtube falando sobre um tema muito importante: afinal, o sol faz bem ou mal para a saúde? Na juventude delas, como contou Gilda, ficar torrando na praia era sinal de saúde, de beleza e de prazer.
“O sol castiga, não é? Eu nem sei como a gente não tem a pele pior de tanto que eu me torrei ao sol. E naquela época não tinha protetor solar. Eu ia muito para Santos. Você fazia questão de se queimar. Eu passei de tudo: Coca-Cola com cenoura, óleo de avião. Aí apareceu Rayito de Sol, aquilo era uma tinta, na hora que eu passava já ficava morena antes de pegar sol. Eu achava lindo, e era bonito mesmo. Ficava com aquele rosto saudável. Mas a gente torrava no sol, era para ter feito um estrago maior. Muitas mulheres ficaram com a pele craquelê. Imagina hoje, torrar no sol com buraco na camada de ozônio?”
Não foram só as avós que fizeram loucuras. Conheço mulheres que, além de terem parado no hospital com queimaduras de terceiro grau, ficaram bem craquelê porque passaram Rayto de Sol, Coca-Cola, óleo de avião, óleo de canhão, óleo de amêndoas e de coco com beterraba e cenoura, dendê com semente de urucum, nujol com folha de figo, Tan Tom com iodo, margarina com canela, manteiga com pó de café e outras misturas ainda mais perigosas. Quem se lembra de uma almofadinha com um óleo vermelho que vendia nas praias de Santos que até hoje não descobri o que era?
Nasci e morei em Santos até os meus 16 anos. Ficar na praia torrando no sol era o símbolo da minha liberdade, especialmente nas férias e finais de semana. Sempre adorei caminhar na areia e, depois, ficar sentadinha na areia observando as pessoas, olhando o mar, lendo e escrevendo.
Agora, com a virose se espalhando nas praias do litoral de São Paulo, lembrei-me de que eu e meus irmãos ficávamos brincando dentro do canal 1, na praia do José Menino, em Santos. Como meus pais deixavam os quatro filhos torrando no sol e, pior ainda, brincando dentro de um canal com esgoto? Não me esqueço do cheiro repugnante e da merda boiando ao nosso redor. Hoje, vejo com horror crianças e jovens brincando nos canais das praias do Rio de Janeiro.
Todas
Discussões, notícias e reflexões pensadas para mulheres
Com 21 anos, me mudei para o Rio de Janeiro e caminhar na areia da praia, descalça, pertinho do mar continuou sendo o meu programa favorito. Só com 40 anos fui, pela primeira vez na vida, a uma dermatologista para ela me receitar um protetor solar. Mas aí os estragos já estavam feitos.
Quando estou estressada, minha válvula de escape é caminhar na beira do mar e, depois, sentar na areia e anotar minhas ideias em um bloquinho. Procuro caminhar mais no fim da tarde, quando o sol está um pouco menos arrasador, e assim consigo fugir das boladas dos jovens que jogam altinha.
Sempre falo para o meu marido que meu sonho de “bela velhice” é montar uma barraquinha na areia da praia e passar o dia inteiro lá. Na barraquinha, que seria meu escritório, teria apenas uma cadeira de praia, uma mesinha plástica e meus livros, cadernos e canetas. E muita água de coco, frutas geladinhas e biscoitos de polvilho. Quando cansasse de ler e de escrever, eu iria caminhar na beirinha do mar. Não preciso de mais nada para ser feliz.
Não é uma delícia de sonho para a minha “bela velhice”?
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
Relacionado
ACRE
A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
PUBLICADO
2 semanas atrásem
10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
Relacionado
ACRE
Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login