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POLÍTICA

Lula declara que “2026 já começou” e reforça discu…

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Gustavo Maia

Depois de fazer cobranças por entregas concretas até o ano que vem e propor uma reflexão sobre uma “nova característica” do povo brasileiro na fala de abertura da reunião ministerial que está sendo realizada em Brasília nesta segunda-feira, o presidente Lula declarou aos auxiliares que “2026 já começou” e que os adversários já estão em campanha para as próximas eleições.

No pronunciamento, o petista reforçou o discurso da herança maldita, sem citar nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, disse estar “totalmente recuperado” da cirurgia intracraniana a que foi submetido no mês passado e apontou que sua causa é não permitir que o país volte “ao horror do que foi o mandato do nosso antecessor”.

“Nós precisamos dizer em alto e bom som que nós queremos eleger um governo para continuar o processo democrático nesse país”, afirmou Lula, sendo aplaudido pelos auxiliares. “Nós não queremos entregar esse país de volta ao neofascismo, ao neonazismo, ao autoritarismo”, completou.

O recado político foi dado depois que o presidente explicou que não falaria de números econômicos, que seriam apresentados na sequência pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e nem das entregas do governo, tarefa que caberia ao chefe da Casa Civil, Rui Costa. Segundo Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin também falaria “um pouco de política” depois da sua fala.

“O que eu quero dizer pra vocês é que 2026 já começou. Se não por nós, porque temos que trabalhar, porque temos que capinar, porque temos que tirar todos os carrapichos que tiverem nas plantas que nós plantamos, mas pelos adversários a eleição do ano que vem já começou”, declarou Lula.

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“É só ver o que vocês assistem na internet para vocês perceberem que eles já estão em campanha. E nós não podemos antecipar a campanha porque nós temos que trabalhar. E uma antecipação da campanha para nós é trabalhar, trabalhar, trabalhar e entregar para o povo aquilo que ele precisa”, acrescentou.

Em seguida, ele disse que todos ali sabem que precisam “fazer com que esse país volte a ter uma democracia plena”. “Todos nós sabemos o que é que foi o 8 de janeiro na nossa cabeça e o que poderia ter acontecido nesse país se o 8 de janeiro tivesse dado certo. Mas todos vocês, todos vocês sabem como é que vocês encontraram o ministério. Todos vocês sabem o sacrifício que vocês fizeram para remontar o ministério, para tentar colocar gente para fazer tudo aquilo que era preciso fazer no ministério”, comentou o petista.

Voltar a bater na tecla do que foi deixado para o atual governo é uma orientação do novo ministro da Secom, o publicitário Sidônio Palmeira, que comandou a campanha de Lula em 2022, marcada pela forte polarização com o bolsonarismo.

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O presidente então citou a “competência desse governo e a habilidade daqueles que negociaram”, mencionando os líderes no Senado, Jaques Wagner, e na Câmara, José Guimarães, e o ministro Fernando Haddad, “que trabalhou com muita força, para que a gente pudesse fazer uma negociação e ter uma PEC da Transição”. “Todo mundo sabe o esforço que foi feito pra gente aprovar uma reforma tributária que só vai dar frutos pra nós do ponto de vista do atendimento dos interesses do povo em 2027, mas que vai dar interesse rápido do ponto de visto daqueles que querem fazer investimento no Brasil, daqueles que querem acreditar no Brasil, daqueles que querem vir aqui pra ajudar o Brasil a se desenvolver”, disse.

“Totalmente recuperado”

“Portanto, eu quero que vocês saibam de uma coisa, eu vou dizer em alto e bom som para ninguém ter dúvida. Eu estou totalmente recuperado. Vocês estão percebendo que nem chapéu eu tô usando, pra mostrar que meu cabelo vai ficar melhor do que o do Alckmin e melhor do que o do Lewandowski. Vocês vão saber. O Lewandowski e o Alckmin vão ficar com inveja do meu cabelo”, brincou Lula, que vinha cobrindo a cabeça com chapéus nas aparições públicas desde a cirurgia realizada há 40 dias.

Ele informou na sequência que ainda precisa de mais uns dias para poder viajar de avião, por conta das restrições médicas, mas que queria dizer aos ministros que tem uma causa.

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“E essa causa é o que vai me motivar em 2025. A causa é a gente não permitir, em hipótese alguma, que esse país volte ao horror do que foi o mandato do nosso antecessor. Para que a gente garanta que a democracia vai prevalecer nesse país. Que a gente garanta perfeitamente, com todo nosso vigor, que esse país vai continuar sendo um país democrático e que nós temos um compromisso de atender as pessoas mais necessitadas. Atender os mais pobres, o pequeno comerciante, os empreendedores, os pequenos e médios empresários, os nosso educadores, todas aquelas pessoas que querem trabalhar para o bem do Brasil”, declarou.

“Portanto, eu quero que vocês saibam que o meu vigor, a minha disposição e a minha dedicação é para que a gente continue trabalhando para que a democracia seja mais forte, para que a democracia cresça e para que o povo brasileiro volte a ser feliz”, concluiu.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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