POLÍTICA
Lula fala sobre plano de assassiná-lo e agradece p…
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1 ano atrásem
Marcela Rahal
O presidente Lula falou nesta quinta-feira, 21, pela primeira vez sobre o plano de golpe que pretendia assassiná-lo em 2022, revelado pela Polícia Federal em uma operação na última terça-feira. O petista disse que tem que agradecer por estar vivo e que a tentativa de envenená-lo junto com o vice Geraldo Alckmin não deu certo. A declaração foi feita durante cerimônia de divulgação do Programa de Otimização de Contratos de Concessão Rodoviária, no Palácio do Planalto. Lula ainda afirmou que gostaria de chamar a atenção para o momento histórico que estamos vivendo. Segundo ele, um país sem perseguição, sem o estímulo do ódio e da desavença, que a gente precisa construir.
Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, desta quinta-feira, 21, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, afirmou que as investigações da Polícia Federal mostram que o comando para a realização de um golpe de Estado para impedir a posse de Lula estava “no coração do Planalto” e do governo de Jair Bolsonaro. O petista também disse que as novas revelações indicam a existência de uma “organização criminosa”. O ministro acredita que não é possível imaginar que toda essa ação teria sido planejada sem a participação do ex-presidente Bolsonaro, que seria o principal beneficiário do golpe.
Após a conclusão do G20, o governo federal se prepara agora para o anúncio sobre o corte de gastos. A expectativa é de que a redução de despesas chegue a R$ 70 bilhões para 2025 e 2026. Estão na mira, ajustes na previdência dos militares e o salário mínimo e benefícios sociais que seguirão as regras do arcabouço fiscal, com o crescimento de gastos limitado a 2,5% da inflação. Acompanhe o Giro VEJA.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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