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Lula faz promessas ao MST e reforça aceno à esquerda – 07/03/2025 – Poder
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Artur Búrigo, Catarina Scortecci
O presidente Lula (PT) participou nesta sexta-feira (7) de um ato em que anunciou novos lotes de assentamentos para trabalhadores rurais, incluindo integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), eleitorado historicamente ligado ao mandatário, mas que andava insatisfeito com o governo federal.
Com crise de popularidade, Lula afirmou que encontrou um país destruído e que “arrumar a casa destruída é mais difícil do que levantar uma casa nova”, mas prometeu cumprir com promessas feitas na campanha.
“O ano de 2025 é o ano que nós vamos colher tudo que preparamos nos dois primeiros anos. Temos que entregar o que prometemos na campanha. Quero terminar meu mandato com a moral elevada com vocês. Devo minha eleição ao povo. É para vocês que eu devo governar”, disse ele.
“Todo mundo sabe que eu tenho um lado. Quem são meus amigos? São vocês. Nunca esqueço quem são. Sei quem é amigo de verdade e quem é amigo ocasional, apenas porque sou presidente.”
O evento começou por volta das 12h no Acampamento Quilombo Campo Grande, onde vivem famílias do MST desde o final da década de 1990, no município de Campo do Meio, no sul de Minas Gerais. No local, funcionava a Usina Ariadnópolis.
Trata-se da primeira visita de Lula a um acampamento do MST em seu terceiro mandato. Por volta das 9h, ônibus com trabalhadores rurais chegavam de estados como São Paulo e Bahia, com camisetas e bonés do movimento – alguns também usavam boinas de Cuba e carregavam bandeiras da Palestina.
Lula começou a discursar por volta das 14h, quando parte do público que acompanhava o evento no sol já tinha deixado o local. O presidente iniciou o discurso pedindo desculpas pelo atraso.
A viagem a Campo do Meio, a 335 km de Belo Horizonte, é considerada um gesto de aproximação do presidente com o movimento após uma série de desavenças entre seus líderes com representantes do governo.
Durante seu discurso, o ministro do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Paulo Teixeira, agradeceu o MST. “Quando vocês pressionam o nosso governo, vocês ajudam nosso governo”, disse ele.
A cerimônia desta sexta acontece na escola Eduardo Galeano, reconstruída após ser demolida em 2020, em meio a confrontos do MST com a Polícia Militar pela reintegração de posse no acampamento Quilombo Campo Grande.
“O ato no local onde existe talvez o maior conflito pela terra no país representa a retomada da reforma agrária por parte do Estado brasileiro. Isso nos coloca de novo numa relação harmoniosa com o governo, mas o MST tem sua autonomia”, afirma Silvio Netto, dirigente do MST em Minas.
Ceres Hadich, da direção nacional do MST, disse que espera que o ato represente “um novo impulso às mobilizações, às lutas e à organização popular”. “É importante celebrar cada conquista, mas é fundamental saber defendê-las”, discursou ela, durante o ato.
O governo federal anunciou uma lista com 12.297 novos lotes para famílias de agricultores sem-terra. Os terrenos estão localizados em 138 assentamentos em 24 estados. Eles somam 385 mil hectares de terra.
Segundo o MDA, o ato desta sexta também marca a retomada dos decretos de desapropriação por interesse social para reforma agrária.
São sete decretos, somando 13.307 hectares, incluindo a área em que acontece o ato desta sexta. O Complexo Ariadnópolis era parte da massa falida da Usina Ariadnópolis Açúcar e Álcool S/A, que deixou de funcionar em 1996, deixando dívidas com a União e com seus funcionários. Na sequência, acampamentos foram levantados no local, formando o Quilombo Campo Grande.
Desde então, a massa falida da empresa já tentou 11 reintegrações de posse – a última delas ocorreu durante a pandemia da Covid-19, quando foi destruída a Escola Popular de Agroecologia Eduardo Galeano.
Segundo o MDA, cada uma das 459 famílias do Quilombo Campo Grande tem, em média, 8 hectares de terra. Juntas, elas produzem e comercializam mais de 160 alimentos, como mandioca, feijão, hortaliças, milho e café.
As desapropriações previstas nos sete decretos devem beneficiar 800 famílias. Decretos semelhantes não são assinados desde 2019, segundo o MDA.
O ministro do MDA, Paulo Teixeira, também anunciou R$ 1,6 bilhão para o Crédito Instalação, que é uma modalidade especial de crédito para famílias recém-assentadas, com descontos de 50% a 96% para quem paga em dia. A pasta afirma que o dinheiro vai beneficiar 18 mil famílias assentadas.
Outra medida anunciada pela MDA foi a autorização de uma segunda operação do Pronaf A, com a oferta de crédito rural de até R$ 50 mil, com juros reduzidos de 0,5% a 1,5% ao ano para assentados, quilombolas e indígenas.
Ainda no evento foram assinados contratos de renegociação de dívidas com assentados da reforma agrária, por meio do programa Desenrola Rural.
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Revista da gestão de Guida Aquino registra legado de 8 anos — Universidade Federal do Acre
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7 de agosto de 2026A Ufac lançou a revista online “Avanços que Deixam Legado para o Futuro: 2018-2026” (124 p.). A publicação marca o encerramento da gestão da professora Guida Aquino à frente da Reitoria e reúne, em formato interativo, com dez capítulos, o balanço das principais conquistas e ações desenvolvidas pela administração superior nos últimos oito anos. O evento ocorreu nessa quinta-feira, 6, no Órgão dos Colegiados Superiores, campus-sede.
A revista serve como um registro de prestação de contas e memória institucional. O lançamento reuniu a equipe que esteve ao lado da gestão nesse período, num momento de agradecimento e celebração pelo trabalho realizado. “Agradeço o apoio e a colaboração de todos”, disse Guida.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac registra fase final de construção do novo CAp no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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7 de agosto de 2026A Ufac realizou a solenidade de registro da fase final das obras de construção do novo prédio do Colégio de Aplicação (CAp). O evento ocorreu nesta sexta-feira, 7, no campus-sede, marcando a entrega parcial do complexo educacional, que já atinge 90% de execução física. O projeto de transferência do colégio para o campus universitário foi priorizado em 2022 pela Reitoria.
A estrutura foi concebida para atender às exigências da educação básica, contando com salas de aula, refeitório, auditório, parque aquático, laboratórios de informática e pontos de acesso à internet com tecnologia wi-fi 7. Os recursos financeiros foram viabilizados por meio de emendas parlamentares do Orçamento Geral da União.
“Essa obra representa mais do que tijolos e concreto; é a realização de um compromisso com a qualidade da educação básica e com o futuro das nossas crianças no Acre”, disse a reitora Guida Aquino. Ela informou que o antigo prédio do colégio, localizado no centro da capital e tombado como patrimônio histórico da instituição, passará por revitalização para abrigar o Palácio da Cultura da Ufac.
A vice-reitora eleita, Almecina Balbino, reafirmou a continuidade dos projetos de expansão da infraestrutura da instituição. “Eu estarei sempre à disposição, de portas abertas, para seguir os mesmos passos que a professora Guida deixou.”
O diretor do CAp, Ceilton França, enfatizou a adequação do projeto arquitetônico às necessidades da educação básica. “Para nós o sonho já está acontecendo. Quando enxergamos que a construção existe, é uma construção adequada à nossa realidade da educação básica.”
A vice-diretora do CAp, Alessandra Perez Lima, destacou a relevância do novo espaço para a rotina pedagógica e acadêmica. “Muito em breve vamos deixar de ser nômades e teremos o nosso lugar. Eu olho para cada espaço aqui e já vejo essas crianças correndo e sendo felizes.”
Também participaram da cerimônia o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Rid; o pró-reitor de Administração, Marcelo Cruz; o prefeito do campus, Artesson Cruz; além de professores, técnico-administrativos, estudantes e representantes da construtora responsável pela obra.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Reitora visita obra da passarela do curso de Medicina Veterinária — Universidade Federal do Acre
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6 de agosto de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, visitou, nesta quinta-feira, 6, a fase final da obra da passarela do curso de Medicina Veterinária, no campus-sede. A estrutura liga a Clínica de Medicina Veterinária ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) e deve ser entregue em duas semanas.
Segundo Guida, a construção da passarela atende a uma antiga reivindicação dos estudantes e integra os compromissos assumidos pela gestão. “Em breve estará pronta, em torno de duas semanas, e esse será mais um legado da nossa gestão”, afirmou. A reitora também agradeceu à equipe pelo trabalho, dedicação e compromisso ao longo dos últimos oito anos.
Além da passarela de Medicina Veterinária, a obra do novo Colégio de Aplicação da Ufac também está em fase de conclusão e deve ser entregue em breve.
Participaram da visita pró-reitores e membros da administração superior da Ufac.
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