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POLÍTICA

Lula ficou contrariado com a ministeriável Gleisi…

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Daniel Pereira

O presidente Lula ficou contrariado com a deputada Gleisi Hoffmann, comandante do PT, por ela ter endossado um manifesto de movimentos sociais e partidos políticos contra o pacote de corte de gastos em gestação no governo. A reclamação se deu mais pela forma do que pelo conteúdo. Lula e Gleisi sempre fazem ressalvas a propostas de ajuste, alegando que são fruto de pressão do mercado e podem comprometer programas sociais e investimentos públicos. Há um alinhamento de pensamento entre eles.

A questão é que o presidente, diante da escalada da cotação do dólar e do risco crescente de desequilíbrio das contas públicas, autorizou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a elaborar um pacote para conter o crescimento das despesas obrigatórias. Tomada essa decisão, caberia ao PT, partido do governo, mesmo que a contragosto, apoiá-la — e não contestá-la. Internamente, o debate pode até continuar, mas sob os holofotes, segundo Lula, não é aceitável que a dirigente petista mine publicamente as ações em curso.

Recado dado

Dois quadros da confiança do presidente reagiram à iniciativa de Gleisi. Um deles foi Emídio de Souza, ex-presidente do PT de São Paulo: “Evidentemente que o partido pode e deve debater o governo, suas medidas e sua conduta e oferecer alternativas ao que não considera adequado, mas jamais num clima de confrontação e muito menos na mídia”.

O outro foi o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, favorito de Lula para suceder Gleisi no comando do PT. Em entrevista às Páginas Amarelas da nova edição de VEJA, ele declarou ao ser perguntado sobre o endosso da deputada ao manifesto: “O desejável é que a discussão tivesse sido esgotada internamente”. Depois, sobre os inúmeros embates entre Gleisi e Haddad, afirmou: “Não acho que a Gleisi tenha de abrir mão de suas convicções, mas não pode enfraquecer o ministro da Fazenda. Isso é tirar força do próprio governo”.

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Nova missão

Diante das reações, Gleisi alegou que sua crítica não foi ao plano de corte de gastos em si, mas a uma pressão exercida pelo mercado e alguns meios de comunicação. “Eles esperam impor ao governo e ao país o sacrifício dos aposentados, dos trabalhadores, da saúde e da educação, que pode até combinar com o neoliberalismo frenético do governo passado, mas não com o governo que foi eleito para reconstruir o país. Invertem a equação da economia real, que pede mais crédito e investimentos, e ameaçam com mais juros e mais especulação com o câmbio”, escreveu numa rede social.

O mal-estar causado não deve mudar os planos de Lula para a deputada. O presidente reconhece a importância da atuação dela à frente do PT principalmente no período em que ele estava preso em decorrência da Operação Lava-Jato. Além disso, considera Gleisi um quadro qualificado e combativo, que no ano que vem, segundo auxiliares de Lula, provavelmente dará expediente como ministra de Estado, provavelmente numa pasta lotada no Palácio do Planalto.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Charge do JCaesar: 05 de maio

Felipe Barbosa

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