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Lula minimiza derrotas em 2024 e descarta impacto em 2026 – 11/10/2024 – Poder

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Marianna Holanda

O presidente Lula (PT) minimizou nesta sexta-feira (11) derrotas sofridas por aliados na eleição municipal, reconheceu mau desempenho em São Paulo e disse que vai ajudar Guilherme Boulos (PSOL) na capital paulista.

Lula disse ainda que a eleição deste ano não impacta 2026. “Eleição de prefeito, na verdade, na verdade, não tem muita incidência numa eleição presidencial”, disse.

A fala ocorre após o centro sair como vencedor nas eleições, e o PL de Jair Bolsonaro eleger 262 prefeituras a mais do que o PT.

Lula afirmou ainda que o PT precisa rediscutir o seu papel nas eleições municipais, após ter bom desempenho no Nordeste e pior em outra regiões onde já foi melhor.

Ele mencionou especificamente que o partido não teve bom desempenho em São Paulo, onde Boulos está no segundo turno, mas com dificuldade nas pesquisas. Também disse que a derrota em Araraquara (SP), terra do ex-ministro Edinho Silva, foi surpresa.

No caso da capital paulista, ele mencionou que quase 50 mil pessoas votaram no 13, número de urna do PT, ao invés do 50 do PSOL.

“Boulos pode ganhar eleição. É figura muito preparada. (…) Tem duas semanas [antes do segundo turno], vários programas de TV, debate para ele poder convencer as pessoas. Eu, se puder ajudá-lo, vou ajudá-lo a ganhar eleição, porque acho que ele pode fazer muito bem para São Paulo”, disse.

A declaração foi dada em entrevista à rádio O Povo/CBN Fortaleza. Lula está na capital cearense desde a noite de quinta (10). Ele aproveitou a agenda oficial para participar de comício em apoio ao seu candidato à prefeitura, Evandro Leitão (PT).

Lula disse que Evandro vai ganhar a eleição e evitou comentar sobre André Fernandes (PL), dizendo não conhecê-lo. E mencionou que o petista tem o apoio do “rei do voto no Ceará”, o ministro Camilo Santana (Educação).

O PSD de Gilberto Kassab levou 878 prefeituras neste primeiro turno das eleições, tornando-se a sigla com mais cargos no Executivo municipal do país. Em seguida, vêm MDB e PP, com 847 e 743 prefeituras, respectivamente.

O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, aparece em quinto lugar, considerando as cidades com 1º turno. Já o PT, do presidente Lula, está em nono, com 248.

No primeiro turno, o partido venceu a disputa pelas prefeituras de Contagem e Juiz de Fora. Mas foi derrotado em redutos petistas, como o ABC paulista, e em cidades-chave do interior e do litoral de SP, incluindo Araraquara, onde o candidato do PL, de Jair Bolsonaro, superou uma concorrente petista.

A expectativa é a de que Lula se faça mais presente nas disputas locais, sobretudo em cidades onde a polarização é mais evidente, como Fortaleza. A capital do Ceará é considerada pelo PT uma das prioridades neste segundo turno, assim como São Paulo.

O comício ocorre às 17h13 (horário é uma referência ao número do partido) e conta ainda com a participação de Camilo e do governador Elmano Ferreira. O evento não entrou na agenda oficial de Lula, que participará de dois compromissos do governo federal e de uma entrevista antes.

Pela tarde, ele terá cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida e de novos ônibus escolares.

A estratégia de conciliar agendas oficiais com comícios deve ser repetida ao longo do segundo turno, como forma de otimizar a agenda do presidente e também evitar um evento apenas eleitoral, em que o seu partido teria de custear com os gastos com deslocamento.



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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