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O furacão Milton deixou dois mundos no seu rasto. Elon Musk mora em um deles. O outro se chama realidade | Marina Hyde
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2 anos atrásem
Marina Hyde
EU cada vez mais me pergunto por que Elon Musk está se preocupando em tentar estabelecer-se em Martee não apenas porque parece um lixo completo lá em cima. (Sério, se você acha isso lindo, tenho cerca de cem mil pedreiras abandonadas que adoraria mostrar a você aqui mesmo na Terra.) Observar o furacão Milton se manifestar na plataforma de Musk e em outros lugares consolidou a noção de que o objetivo de estar em outro planeta junto com milhões de pessoas já havia ocorrido. O único problema é que todo este outro planeta está aqui, partilhando o espaço com o que costumávamos chamar de “realidade”.
Era uma vez, relativamente recentemente no esquema das coisas, um desastre natural iminente que teria parecido um facto bastante inelutável. Não se poderia “debater” um desastre natural, assim como não se poderia discordar da gravidade. Há um ponto, costumávamos dizer, em que realmente não se pode contestar a realidade. Chega um ponto em que a merda se torna real. Mas existe mais? Certamente esse ponto recuou muito mais num horizonte ainda sombrio do que poderíamos ter imaginado em, digamos, 2016, quando as pessoas alertavam sobre tentativas de destruir o própria noção de realidade compartilhada. Na verdade, já estava retrocedendo em 2004, quando um funcionário do governo Bush (que se acredita ser Karl Rove) falou depreciativamente sobre o que eles chamavam de “a comunidade baseada na realidade”.
Após o furacão Helene no mês passado, e nos dias que antecederam a chegada do furacão Milton, foi possível ver a extensão verdadeiramente sombria do deslizamento nos últimos anos. Não foram apenas os políticos seniores que usaram frases como “politizar a tempestade”, uma forma de falar sobre um fenómeno natural terrivelmente destrutivo que outrora teria parecido uma citação de uma sátira, mas que agora parece uma parte há muito pouco notável da rotina diária. discurso. Nem estava no questionamento generalizado que a tempestade era mesmo um fenómeno natural, com um grande número de pessoas nas plataformas a declarar que tinha sido literalmente “criada” e “projetada” pelo outro lado. Foi a sensação que o que quer que tenha acontecidoas pessoas tinham uma versão da realidade à qual se apegariam. Suas opiniões estão reprimidas e nem mesmo um furacão irá mudá-las.
“Sim, eles podem controlar o clima,” explicou a congressista republicana Marjorie Taylor Greene (em X, é claro). “É ridículo alguém mentir e dizer que isso não pode ser feito.” Uma reação habitual a Marjorie é comentar que é como se ela estivesse em outro planeta. Eu gostaria muito que ela estivesse. O problema é que ela e os seus colegas colonos estão aqui, caminhando entre todos os funcionários da agência, especialistas em catástrofes e trabalhadores de emergência que têm de lidar com a realidade tal como ela se apresenta – e não com a realidade como qualquer lixo que promova a sua causa naquele dia.
Mas ela navega, porque a civilização de Outro Planeta está consideravelmente avançada. Já não se pergunta se a vida é sustentável neste planeta. Não é apenas sustentável – é sustentado. Não só possui sistemas de comunicação bem estabelecidos, mas também uma linguagem em rápida expansão, onde as palavras podem significar o seu oposto. Another Planet tem uma mídia próspera e uma presença nas redes sociais ativamente impulsionada e financeiramente incentivada por pessoas como Musk – que provavelmente teve sua festa de maioridade nas últimas semanas, à medida que a tempestade se aproximava. O próprio Musk compartilhou o que disse ser uma nota de um engenheiro da SpaceX alegando falsamente que a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema) estava “bloqueando ativamente remessas e apreendendo bens e serviços localmente e trancando-os para afirmar que eram seus. É muito real e assustador o quanto eles assumiram o controle para impedir as pessoas de ajudar…” Não se preocupe, apenas 41 milhões de pessoas visualizaram a postagem.
Além de oligarcas como Musk, Another Planet tem os seus próprios políticos que defendem os seus interesses, mais notavelmente Donald Trump, que teve o que as sondagens sugerem ter sido uma boa tempestade. E não se esqueça dos soldados de infantaria. No TikTok, você poderia percorrer quilômetros de vídeos falsos de cidades inundadas da Flórida antes mesmo de Milton atingir as áreas que deveriam ser exibidas. Depois de Helene no mês passado, a Fema lançou uma página dedicada de “resposta a rumores”. Apenas duas semanas depois, a escala da tarefa já sobrecarregou as defesas. As páginas de resposta a boatos foram instantaneamente rebatizadas como encobrimentos do governo (os judeus também estavam por trás disso, você acreditaria). De acordo com um envio urgente do Instituto para o Diálogo Estratégico, apenas 33 publicações contendo alegações desmentidas pela Fema, pela Casa Branca e pelo governo dos EUA já tinham sido vistas mais de 160 milhões de vezes antes de Helene atacar.
Enquanto isso, Another Planet aproveitou tecnologia sofisticada na forma de IA. Quando lhe disseram que uma imagem de IA que ela compartilhou de uma criança chorando em uma canoa com um cachorrinho era totalmente falsa, Membro do comitê RNC Amy Kremer disse que não se importava e estava deixando de lado porque era “emblemático”. Estamos agora em uma era em que Outro Planeta se sente confiante o suficiente para deixá-lo atrás da cortina, porque você ainda acreditará nele de qualquer maneira. A destruição de Kremer é apenas a versão mais recente da declaração despreocupada de JD Vance no mês passado de que, claro, ele cria histórias falsas, como animais de estimação sendo comidos por imigrantes haitianos. Ele faz isso, ele dizpara que a mídia “realmente preste atenção ao sofrimento do povo americano”.
Talvez o mais preocupante seja o facto de Another Planet sugerir constantemente que se defenderá pela força, se necessário. Uma forma de combater uma “arma meteorológica” é fazer uma ameaça de morte contra um meteorologista. Ou, na verdade, múltiplas ameaças de morte contra vários meteorologistas. Outra forma é apelar às milícias para atacarem a Fema por “reter ajuda”. Outra forma é ameaçar atirar nos socorristas. Mais uma vez, honestamente, o único problema desta comunidade é que ela está aqui mesmo na Terra. Tenho certeza de que diriam que nós, na comunidade mundial baseada na realidade, os estamos ocupando – mas isso é bastante equilibrado. Pergunte-me novamente em um mês, quando então poderemos sentir que eles estão nos ocupando.
Marina Hyde é colunista do Guardian
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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