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Lula, ou as ambições frustradas do Brasil no centro do jogo

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Luiz Inácio Lula da Silva vem se preparando há muito tempo para esse encontro. Nos dias 18 e 19 de novembro, é no Rio de Janeiro que os líderes mundiais se reunirão para a cúpula do G20. Este é um evento do jeito que ele gosta: teatral e unificador, tendo como pano de fundo o Corcovado e o Pão de Açúcar, com ele mesmo, sorriso nos lábios e polegar para cima, bem no centro da foto. O presidente brasileiro poderá saborear sua consagração.

“O Brasil está de volta!” »ele repete para quem quiser ouvir. Longe vão os dias da extrema direita de Jair Bolsonaro (2019-2022), considerado um verdadeiro pária internacionalmente. Desde sua reeleição, em outubro de 2022Lula visitou trinta e dois países e passou mais de dois meses e meio no exterior. Incluindo os seus dois primeiros mandatos (2003-2010), terá feito 139 viagens a 80 estados e chegado à Antárctida. Quantos líderes podem se orgulhar de tal experiência?

Lula sempre sonhou em tornar seu país um ator de destaque no cenário mundial. “Estamos determinados a transformar o Brasil em um grande país!” »proclamou novamente em junho, em discurso proferido no Rio. Uma ambição, e até um grande desígnio, que pretende levar ao alto durante o próximo G20, mas ofuscado pelo regresso à Casa Branca de Donald Trump.

O brasileiro gosta de falar sobre seu “década de ouro” da década de 2000. Encorajado por um forte crescimento, o Brasil estabeleceu-se então no centro do jogo geopolítico. Em rápida sucessão, Lula conquistou a organização da Copa do Mundo de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Esteve na iniciativa durante a criação do grupo BRIC em 2009 (que se tornou BRICS após a entrada da África do Sul em 2011). a ascensão do G20 em 2008, durante a crise financeira. Em 2004, obteve o comando para o seu país da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, cujos resultados serão certamente decepcionantes e muito criticados.

“Capaz de quebrar o gelo com qualquer um”

Lula quer ser a voz de um Sul global que ainda está na sua infância, especialmente durante as negociações na Organização Mundial do Comércio. Para estruturar este “bloco” em formação, ele pressiona pela criação de cimeiras inter-regionais entre a América do Sul e os países árabes ou África. É um dos pais da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), formada em 2008 e que reúne os doze países da América do Sul. Tal como a União Europeia (UE), então referência para Lula, incluiria um banco e até um Parlamento, com sede em Cochabamba (Bolívia). Mas estas instituições nunca verão a luz do dia: ao longo das crises políticas, vários países abandonam a Unasul ou dela se desligam.

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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre

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2026.09.18 Seminário PPGLI (2).jpg

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.

Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.

As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.

“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”

A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre

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Painel Empreendedorismo Feminino, Summit-2026 (2).jpeg

O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do  Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.

A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).

O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Do Luto à Luta’ em 22/10 — Universidade Federal do Acre

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Doc Autismo-Do Luto à Luta (2).jpg

O programa “Mãepeutas: Vozes Plurais, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, lança, em 22 de outubro, às 18h, na Biblioteca Pública Estadual, o documentário “Autismo: Do Luto à Luta”, dirigido por Felipe Almeida.

O filme foi feito a partir da coleta de depoimentos de histórias reais de luta, dor e superação. Pretende dar voz a mães atípicas do contexto acreano e mostrar seus desafios em meio à luta que é cuidar e educar uma criança com transtorno do espectro autista.



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